segunda-feira, janeiro 31, 2022

Moro aposta em entrevistas a rádios pelo país




A exemplo do presidente Bolsonaro, o ex-juiz Sergio Moro, ex-ministro do governo, aposta em entrevistas a rádios pelo país

Por Guilherme Peixoto

O exponencial aumento das aparições de Moro é visto no Twitter, no qual ele costuma anunciar as participações em atrações jornalísticas

Desde que se filiou ao Podemos e passou a discursar como pré-candidato à Presidência da República, o ex-juiz Sergio Moro intensificou a agenda de entrevistas. Embora converse reiteradamente com veículos de projeção nacional, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro tem investido em entrevistas a comunicadores de cidades do interior do país.

Levantamento feito pelo Estado de Minas mostra que, desde 10 de novembro, data do ingresso de Moro na vida partidária, ele concedeu ao menos 29 entrevistas a rádios, jornais e emissoras de televisão do interior.
 
Na lista, há jornalistas de estações radiofônicas de cidades como Nortelândia (MT), Caruaru (PE) e Maringá (PR). A estratégia é similar à adotada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que diminuiu a frequência de entrevistas exclusivas nos últimos meses, mas de agosto para cá teve pelo menos 23 compromissos do tipo — contando conversas com a grande imprensa. Na relação de veículos atendidos pelo presidente, o interior pernambucano está contemplado, bem como Três Lagoas (MS) e Tietê (SP).
 
A estratégia de Moro é similar à adotada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL)

O exponencial aumento das aparições de Moro é visto no Twitter, no qual ele costuma anunciar as participações em atrações jornalísticas. De novembro pra cá, ele fez 36 postagens divulgando entrevistas — número que considera idas a programas de veiculação nacional. No resto de 2021, porém, o magistrado da Operação Lava-Jato noticiou poucas exclusivas, mas quando ainda dava expediente na consultoria estadunidense Alvarez & Marsal, mencionou, por exemplo, a participação feita em um podcast que tratou de temas como o combate à corrupção na América Latina.
 
Moro ainda tem tido dificuldades para atingir dois dígitos nos levantamentos de intenções de voto. Na mais recente pesquisa XP/Ipespe, por exemplo, ele aparece com 8%, empatado com Ciro Gomes (PDT). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Bolsonaro, os líderes, têm 44% e 24%, respectivamente. Em busca de fazer ecoar suas ideias, o ex-juiz deposita fichas na boa e velha “latinha”. “Acredito que as rádios têm a capacidade de amplificação, fazer com que as propostas do nosso projeto cheguem a um maior número de pessoas”, disse ele ao EM. “O papel da imprensa, especialmente em ano eleitoral, é fundamental”, completa.
 
Comumente, Moro anuncia entradas em programas matutinos, faixa de horário em que as rádios costumam ter suas maiores audiências — visto que muitas pessoas seguem para o trabalho sintonizadas nas estações. Quando falou à Rádio Metrópole, de Salvador, no último dia 11, por exemplo, o político do Podemos entrou no ar por volta das 8h. A Rádio Banda B, de Curitiba (PR), agendou conversa com Moro para as 7h30 de 25 de novembro.
 
“As pesquisas mostram que, no interior do país, as rádios locais ainda têm uma penetração muito grande. As pessoas confiam e gostam de ouvir. É uma maneira de ganhar visibilidade e de tentar chegar aos eleitores — principalmente os que não estão tão digitalizados”, explica o cientista político Felipe Nunes, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretor da Quaest Pesquisa e Consultoria.
 
Na segunda-feira passada, Sergio Moro foi de um “extremo” ao outro em sua tática de comunicação: pela manhã, respondeu por vídeo a perguntas feitas em uma emissora de Teresina, capital do Piauí. À noite, estava em um estúdio em São Paulo para conversar com os influenciadores Monark e Igor "3K" Coelho, do Flow Podcast, programa famoso entre os jovens na internet. O papo durou quase cinco horas.
 
“Nas grandes capitais, as redes sociais acabam sendo mais massificadas. No caso das pequenas cidades, não. [Falar em estações radiofônicas] é uma estratégia de mídia que, geralmente, é bem relevante”, observa Nunes.

“NÃO HÁ RISCO DE SATURAÇÃO”

Quando falou aos mato-grossenses pela Rádio Capital pouco depois das 7h de 29 de dezembro, o ex-juiz Sergio Moro cometeu um deslize que, depois, seria aproveitado por adversários. Ao tecer comentários sobre o apoio de parlamentares de seu partido ao governo federal, passou a discorrer sobre a Operação Lava-Jato, que culminou na prisão do ex-presidente Lula.
 
"Como é que a gente pode defender um governo desse? Com pessoas [com fome] na fila de ossos, um governo que foi negligente com as vacinas, um governo que ofende as pessoas, um governo que desmantelou o combate à corrupção", observou, para depois complementar: "Tudo isso por medo do quê? Do PT? Não. Tem gente que combateu o PT na história de uma maneira muito mais efetiva, muito mais eficaz: a Lava-Jato". O ex-juiz logo percebeu o ato falho e tentou consertar, dizendo que a operação revelou "esquemas de corrupção e mostrou o que o PT verdadeiramente é".
 
O cientista político Felipe Nunes não enxerga a chance de Moro acabar saturando sua imagem e desgastando o discurso por causa da grande exposição aos microfones de várias rádios. “Não há nenhum risco de saturação. Pelo contrário. O desejo é justamente de conseguir a atenção das pessoas em algum lugar”, assevera. “O público das rádios menores é muito segmentado. É como se você estivesse falando para nichos diferentes.”

Maratona nos microfones

Em agosto do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro passou por verdadeira maratona de sabatinas. Do dia 3 ao dia 30 do mês, recebeu questionamentos de veículos de vários cantos do país. Começou com a TV Asa Branca, de Caruaru; terminou com a Rede Fonte de Comunicação, conglomerado de mídia de Goiânia. Pouco a pouco, o presidente foi diminuindo a intensidade das conversas — em dezembro, por exemplo, não chegou a publicar, no Twitter, chamadas para entrevistas. Ele passou alguns dias de férias no Guarujá (SP) e em Santa Catarina; depois, precisou passar por nova cirurgia para desobstrução intestinal.
 
Neste ano, Bolsonaro esteve nas páginas da Gazeta do Povo, do Paraná, nas ondas da Jovem Pan, em São Paulo (duas vezes) e da Rádio Viva FM, de Vitória. O portal Gazeta Brasil também deu espaço a ele. A segmentação não é só regional, visto que em agosto uma das emissoras agraciadas com uma entrevista exclusiva de Bolsonaro foi a Brado, que se define como a “primeira rádio conservadora do Brasil” e está baseada em Salvador.
 
“A predileção do presidente Bolsonaro em conceder entrevistas para veículos menores, do interior é, para, ao mesmo tempo, conseguir alcançar uma população que está mais distante, também fugir daquele viés de interesses escusos presentes em muitos órgãos de imprensa”, analisa o deputado federal Junio Amaral (PSL-MG), um dos mineiros em Brasília com mais acesso ao Palácio da Alvorada.
 
Amaral crê que Bolsonaro vai aumentar a frequência de entrevistas a veículos do interior do país à medida que a eleição presidencial intensificar as batidas à porta. “Por uma necessidade básica de prestação de contas, tendo em vista ser o último ano deste mandato, não só creio que ele vai, como deve, realizar cada vez mais entrevistas nesse formato que ele, normalmente, tem como opção”, projeta.

RELAÇÃO DE ENTREVISTAS

» JAIR BOLSONARO
Desde agosto/2021 

19/1 - Jovem Pan - São Paulo (SP)
17/1 - Rádio Viva FM - Vitória (ES)
12/1 - Gazeta Brasil - Internet
10/1 - Jovem Pan - São Paulo (SP)
8/1 - Gazeta do Povo - Curitiba (PR)
10/11 - Rádio Cultura FM - Castelo (ES)
9/11 - Rádio Jornal da Cidade Online - Internet
28/10 - RedeTV! - Canal aberto e YouTube
27/10 - Jovem Pan - Manaus (AM)
25/10 - Rádio Caçula FM - 
Três Lagoas (MS)
27/9 - Jovem Pan - São Paulo (SP)
23/9 - Revista Veja
30/8 - Rede Fonte de Comunicação - Goiânia (GO)
26/8 - Rádio Jornal do Commercio - Recife (PE)
24/8 - Rádio Farol - Maceió (AL)
23/8 - Rádio Nova Regional - Tietê (SP)
17/8 - Rádio Capital Notícia - Cuiabá (MT)
12/8 - Rádio Jovem Pan - Maringá (PR)
9/8 - Rádio Brado - Salvador (BA)
5/8 - Rádio 93 FM - Rio de Janeiro (RJ)
4/8 - Jovem Pan - São Paulo (SP)
4/8 - Rádio 96 FM - Natal (RN)
3/8 - TV Asa Branca - Caruaru (PE)

»  SERGIO MORO
Desde que se filiou ao Podemos, em 10/11/2021

27/1 - Rádio CBN Caruaru - Caruaru (PE)
24/1 - Flow Podcast - YouTube e aplicativos de música
24/1 - TV Cidade Verde - Teresina (PI)
20/1 - UOL (coluna de Felipe Moura Brasil)
19/1 - Rádio Difusora - Nortelândia (MT)
19/1 - Jovem Pan de Maringá - Maringá (PR)
18/1 - Band FM - Porto Velho (RO)
18/1 - Jovem Pan - São Paulo (SP)
17/1 - Rádio 94 FM - Natal (RN)
17/1 - Rádio A Tarde - Salvador (BA)
14/1 - Revista Veja
11/1 - Eu Quero Investir - Internet
11/1 - Grupo NSC de Comunicação - Florianópolis (SC)
11/1 - Rádio Metrópole - Salvador (BA)
7/1 - Rádio Jornal - Caruaru (PE)
6/1 - Rádio Correio 98 FM - João Pessoa (PB)
29/12 - Rádio Capital FM - Cuiabá (MT)
23/12 - Canal de Carlos Alberto Di Franco - YouTube
20/12 - MyNews - YouTube
17/12 - Grupo Liberal - Belém (PA)
16/12 - Rádio 98 FM - Natal (RN)
15/12 - Jovem Pan - São Paulo (SP)
14/12 - Jovem Pan Ceará - Fortaleza (CE)
14/12 - Canal de Marco Antonio Villa - YouTube
14/12 - Rádio CBN - Goiânia (GO)
9/12 - Super Rádio Tupi - Rio de Janeiro (RJ)
6/12 - Rádio O Povo CBN - Fortaleza (CE)
5/12 - Correio Braziliense - Brasília (DF)
3/12 - Rádio Jornal do Commercio - Recife (PE)
1/12 - Rádio Jovem Pan - Curitiba (PR)
1/12 - CBN Maringá - Maringá (PR)
25/11 - CBN Curitiba - Curitiba (PR)
25/11 - Rádio Banda B - Curitiba (PR)
23/11 - CNN Brasil - TV por assinatura
18/11 - O Antagonista - YouTube
16/11 - Rede Globo - TV e internet

*O levantamento considera apenas entrevistas divulgadas por Jair Bolsonaro e Sergio Moro no Twitter até as 12h de sexta-feira (28/1)

Estadão / Estado de Minas

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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