sábado, dezembro 31, 2022

Réveillon: confira as principais opções de festa na capital sergipana

 em 31 dez, 2022 7:00


(Foto: Felipe Goettenauer / arquivo Emsurb)

Muitas pessoas veem o início de um novo ano como a chave para coisas boas acontecerem e, por isso, levam muito a sério a hora da escolha do lugar onde vão passar o réveillon. Para auxiliar e tornar a escolha um pouco mais fácil, o Portal Infonet listou os principais locais e suas atrações de fim de ano na capital sergipana. Confira!

  • Orla de Atalaia

Depois de dois anos sem realização, o réveillon deste ano na Orla de Atalaia receberá os cantores Diogo Nogueira, Jão, Rafinha Big Love e Ninha da Bahia, a partir das 21h.

  • Sal e Brasa

O réveillon do Sal e Brasa deste ano contará com o couvert artísticos de Edu Guerra e Banda, haverá rodízio, pratos quentes, saladas, queijos e sushi. As mesas já estão à venda e a reserva é feita mediante o pagamento 50%, com horário limite de chegada até às 20:00. O restaurante funcionará 19h às 2h30. Mais informações e reservas através dos (79) 3255-1644 / (79) 98846-5977.

  • Moqueca Alagoana

O réveillon do restaurante Moqueca Alagoana este ano será All Inclusive, com oferta de cerveja Amstel, refrigerante, água de côco, Drinks, água mineral. Além de buffet completo com Camarão ao Havai, Filé ao molho madeira, Moquecas de catado, Moqueca de peixe, Pernil, Acompanhamentos e saladas. Com atração da banda Som da Gente, do DJ Xavier e do cantor Mangaba. As vendas estão sendo realizadas pelo Guiche Web. Mais informações pelo (79)99922-2577 / (79) 99894-4454 / (79)99821-8697

  • Duna Beach

O réveillon do Duna Beach será animado pela cantora Maruska e o DJ Kaska. As vendas estão ocorrendo através do Sympla ou pelo WhatsApp ( 79 9 8845-1591).

  • Parati Beach Club

O réveillon do Parati Beach Club será open bar de Heineken, Amstel, água de coco e refrigerante. Este ano, o restaurante terá a opção de ceia sob encomenda. As tendas, no espaço Ubuntu incluem tábua de frios, 1 espumante e uma garrafa de vodka Absolut ou whisky Ballantines 12 anos (por escolha do cliente). A animação ficará por conta do Samba do Arnesto, Timbal de rua e da DJ internacional Zizzi. Vendas disponíveis no próprio restaurante ou no Guichê web. Mais informações WhatsApp (79) 99122-6536.

  • Laguna 

Com a animação de Ciranda Montez e Rodrigo Bomfim, o réveillon do Laguna Bar e Restaurante oferecerá buffet, um espumante por mesa e duas Brinquedotecas com monitoras para a criançada. As vendas estão ocorrendo através do WhatsApp ( 79 ) 3303-5456.

  • Cariri

O réveillon do Restaurante e Casa de Forró Cariri está repleto de atrações. As bandas Três Muleques e Sambakana farão a animação do restaurante. Já as bandas Skama de Peixe e Nelto Pyter a animação da casa de forró. Mais informações e vendas através dos (79) 3243-1379/ 3243-5370/ 3223-3588.

  • Iate Club

O réveillon do Iate Clube terá como atrações a orquestra ‘Os Tropicais da Paraíba’ e a cantora sergipana Maysa Reis. O buffet all inclusive será assinado pelo Chef David Britto. As vendas estão ocorrendo na secretaria do clube ou através dos telefones  (79) 32119623 / 988770450.

  • Rei da Sopa

O cantor Matheus Andrade  e a banda Top7 farão a animação da noite de réveillon do restaurante Rei da Sopa. A mesa está sendo vendidas através do WhatsApp (79) 98122-7529l.

  • Rei Beach

O réveillon do Rei Beach será All Inclusive e terá como atrações Dr. Coruja e Banda Baile. Ingressos através do número (79) 99959-7234

  •  Staleiro 79

André Léllis, a banda Club 80 e o DJ Cafu farão a animação do réveillon no Staleiro 79. As vendas estão ocorrendo na Casa Habyto, no próprio Staleiro e online através do Guiche Web. Mais informações pelo WhatsApp 79 99810-1261

  • Vidam 

Este ano, o Réveillon VIDAM Náutico Clube terá 02 palcos: Abelha e Praia. No palco Abelha, a atração ficará por conta de Xanddy Harmonia, Saulo Fernandes e Wesley Safadão. No palco Praia, os Djs Ikarus e Roberto Bonet. Vendas no VIDAM Hotel Aracaju (Rua Dr. Bezerra de Menezes, 40, bairro Atalaia); na Farmácias Edson (Av. Hermes Fontes, 94; na Loja EFS (Shopping Jardins e Riomar) e online através do vidamhotel.com/reveillon. Mais informações:  (79) 9 9992 2188 / (79) 33040700 / (79) 99863-1002.

  • Ancora Beach

O réveillon Âncora Beach será All inclusive com buffet das 22h às 2h e Open Bar das 22h às 4h. A animação será por conta de Tuka Velloz, DJ Marraia e Cartel de Bali. Mais informações: (79) 99869-3758

  • Allure Gril

O réveillon no Allure Gril terá buffet incluso, um espumante por mesa e brinquedoteca kids e baby. A animação ficará por conta de Márcio Mangaba e Ciranda Montez. Vendas e Informações pelo WhatsApp (79) 3303-9699.

Por Luana Maria e Verlane Estácio

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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