terça-feira, dezembro 27, 2022

Antecipação da troca de comando do Exército e da Marinha é atitude ideológica e indevida


Nenhuma descrição de foto disponível.

Charge do Thiagão (Diário do Nordeste)

Míriam Leitão
O Globo

A antecipação da troca de comando do Exército e da Marinha é um gesto ideológico e indevido. Um gesto feio dos comandantes das duas forças. Eles pediram para antecipar, para que ela não acontecesse durante o governo Lula. Querem passar a mensagem de que não aceitam ser comandados pelo presidente eleito pelo povo brasileiro.

A partir de primeiro de janeiro, Lula será o comandante em chefe das Forças Armadas. Ele já foi por oito anos e não houve nenhum problema. Esse episódio é grave, porque significa uma quebra de hierarquia e quebra na disciplina. Eles não aceitam a transição política que o povo brasileiro escolheu.

QUESTÃO DE COERÊNCIA – Mas tudo isso é coerente com o comportamento das Forças Armadas durante todo o governo Bolsonaro. Houve muitas declarações fora do tom e comportamentos indevidos. Houve postagens a favor do atual governo e contra o candidato do PT.

No Exército, o coronel que era chefe de cibernética fazia postagens contra Lula e a favor de Bolsonaro. Ele só deixou de fiscalizar as eleições porque o ministro Alexandre de Moraes ordenou a troca, pelo seu comportamento político.

Foram muitas as declarações indevidas por parte de integrantes das Forças Armadas. Os três comandantes entraram depois da demissão de outros três que não aceitavam a politização. O que ficará até o dia 2 de janeiro, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, deu declarações estranhas, dando a entender que as Forças Armadas estavam ao lado do governo Bolsonaro. Elas, no entanto, são forças de Estado, e não de governo, de acordo com a ideologia do grupo que está no poder.

As Forças Armadas precisam voltar a cumprir o seu papel constitucional.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É muito estranho esse vaivém dos comandantes militares. Depois de revelar que iam ficar nos cargos até a posse de Lula, de repente dois deles (Exército e Marinha), decidem sair antes. E justamente o mais declaradamente bolsonarista, o comandante da Aeronáutica, decidiu ficar até o dia 2. Realmente não dá para entender. Se não aceitam prestar continência a Lula, que não o façam, ninguém os obrigará. Esse comportamento é ridículo e mostra que já se fazem mais oficiais superiores como antigamente. Posso garantir, com certeza total, que esses comandantes não têm gabarito para comandar ninguém. (C.N.)

Em destaque

Tista de Deda participa de debate na UPB sobre altos cachês do São João e alerta para impacto nas finanças municipais

  Tista de Deda participa de debate na UPB sobre altos cachês do São João e alerta para impacto nas finanças municipais O prefeito de Jeremo...

Mais visitadas