O carro do motorista do secretário de Segurança levou pelo menos oitenta tiros na Linha Amarela
O motorista do secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, foi morto na madrugada de ontem com cerca de trinta tiros ao reagir a um suposto assalto. O sargento da Polícia Militar Natan Evaristo da Silva, de 44 anos, teve seu carro cercado por quatro homens armados com três fuzis e pistolas na Linha Amarela, uma das principais vias expressas da cidade, quando ia para a casa do secretário, por volta das 5h35. Após o depoimento de testemunhas e policiais militares que chegaram a trocar tiros com os assassinos, a polícia descartou a hipótese de atentado ou de execução.
De acordo com as testemunhas, o tráfego já era intenso na via expressa quando um Vectra preto parou na pista do meio e quatro homens saíram do carro com toucas ninjas, armados com fuzis e pistolas. O veículo era roubado e havia sido bloqueado pelo sistema de segurança via satélite. Os criminosos abordaram o Pálio Weekend vermelho que vinha logo atrás. Ao volante estava o sargento, que reagiu a tiros e os criminosos revidaram com pelo menos 80 disparos. O policial morreu na hora.
Os policiais de uma cabine localizada a poucos metros do local reagiram rapidamente a tiros. "Nos abrigamos na mureta que divide as pistas e atiramos com cautela, pois temíamos atingir os motoristas que trafegavam na Linha Amarela. Os criminosos estavam com armamento pesado e atiravam indiscriminadamente", disse um sargento da PM, que não quis se identificar.
Mesmo sob intenso tiroteio, os bandidos pararam a picape Ranger do mestre-de-obras Antônio Monteiro de Lemos, de 46 anos, que estava a 50 metros atrás do carro do sargento. "O policial não teve chance. Eles metralharam o carro dele por todos os lados em menos de três minutos. O PM morreu sentado no carro. Depois, os bandidos pararam minha picape. Dois entraram na caçamba e dois na cabine. Queriam me levar, mas não cabem três em dois bancos. Um deles disse: atira nele. Me joguei e saí rastejando no meio da cena de guerra com a polícia atirando e os bandidos fugindo", disse Lemos.
A principal testemunha não acredita em atentado. "Não foi premeditado. O policial foi o cara errado na hora errada", disse o mestre-de-obras. Lemos contou que gritou para os policiais que não era criminoso com medo de ser alvejado.
Cerca de trinta minutos depois do assalto, o mestre-de-obras ligou para o rádio transmissor dele deixado no carro e falou com os bandidos. "Disse para eles que aquele era meu carro de trabalho. Um deles me disse: "lamento, mas a gente tinha que sair dali. Se não fosse você, iria ser outro. Seu carro está na Quinta da Boa Vista (Zona Norte). Não levamos nada"", revelou.
Dez minutos depois, a polícia localizou o carro no lugar indicado pelos traficantes. A polícia informou que as câmeras da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) não registraram o crime. Peritos acreditam que pelo menos um dos bandidos foi atingido pelo policial, pois o banco da picape estava sujo de sangue.
ADA
Investigadores da 44ª Delegacia de Polícia de Inhaúma investigam a hipótese dos criminosos serem traficantes da facção criminosa Amigo dos Amigos, que se dirigiam para o Morro do 18, na Piedade (Zona Norte). A favela teria sido retomada ontem pela quadrilha que expulsou os milicianos da comunidade.
Segundo eles, bandidos desta quadrilha costumam usar estas tocas ninjas em invasões e há favelas dominadas pela facção criminosa próximas ao local onde a picape foi abandonada. Como três deles portavam fuzis, a polícia acredita que havia um líder entre eles.
Cerca de 400 pessoas acompanharam o enterro do sargento, no Cemitério Jardim de Mesquita, em Édson Passos, na Baixada Fluminense. "Foi um ato insano e de total falta de civilidade, mas não vai afastar a polícia do seu trabalho. A população está cansada de ser achincalhada", declarou o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Muito abaladas, a esposa e a filha de 17 anos do PM não falaram com a imprensa.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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