quinta-feira, junho 08, 2006

Os episódios que todos condenam

Por: Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa

A violência da guerra, reforma agrária sem terra
Foi um espetáculo insensato. Não era a luta por um objetivo, a reforma agrária está com os mesmos 506 anos de atraso do Brasil, mas ninguém vai obter ou conquistar terras no salão verde do Congresso. O que pretendiam os invasores? VISIBILIDADE, uma das palavras chaves do nosso tempo e da democracia representativa?
Se era isso, perderam tempo, ou melhor, deram tempo aos outros invasores, os que massacram os direitos da coletividade, para se reagruparem, se organizarem, se reconciliarem, se afirmarem, dominarem mais do que já dominam.
Aqueles 495 presos, que logo se transformaram em 539, são os heróis entre aspas que na verdade nem sabiam a razão ou o objetivo pelos quais lutavam. Não combatiam o bom combate, queriam mesmo era destruir. Foi o que fizeram, e nesse arrastão inconseqüente destruíram a própria causa. Que já vinha desorientada de muito tempo, há tanto tempo, que não conta nesses anos com uma simples vitória, mesmo ocasional ou circunstancial.
Quem planejou esse assalto? Quem organizou? Quem comandou? Não se sabe. O que se constatou foi a fúria avassaladora que dominava a tudo e todos. Essas imagens publicadas e republicadas no Brasil e no mundo não servem a ninguém. E vão atrasar ainda mais a conquista indispensável de um pedaço de chão, pois os poderosos latifundiários reagirão agora com a violência das armas e a "justificativa" inabalável de que estão apavorados com a fúria dos rebeldes.
Existem muitas perguntas sem respostas, todas negativas para os assaltantes, pois foi assalto o que aconteceu. Por que atacar o Congresso, um Poder desarmado? Que pode ter errado muito e tem errado mesmo, mas representa o povo, é o último refúgio do povo, a salvaguarda e a cidadela desse mesmo povo? Se querem modificar, mudar as coisas, exercer o direito de protesto, outubro vem aí, é a melhor hora de mostrar todo o descontentamento. Nas eleições executivas (presidente e governadores) e para esse Congresso que tentaram destruir.
Nossa Senhora, quanta burrice nessa invasão do Congresso. Foi um verdadeiro suicídio em massa, um haraquiri da causa que pretendiam defender. Colocando em perigo a democracia, que com todos os erros e inconstâncias pelo menos tem uma tribuna que pode ser usada no interesse da comunidade.
Interesse da comunidade que os revoltantes (e não revoltados) baderneiros não defenderam de modo algum. O que fizeram esses homens e mulheres histéricos e apopléticos dominados pela fúria destrutiva? Assaltaram um arsenal cheio de armas e entregaram essa montanha de armas aos que vão combatê-los e destruí-los. Essa imagem hipotética mas verdadeira pode ser exemplificada com a televisão. A população inteira, assombrada, viu aquelas imagens e não podia entender que aqueles homens e mulheres lutavam por uma causa digna.
Não tenho a menor simpatia pelo carreirista-comunista Aldo Rebelo. Mas ele agiu corretamente ao não permitir a entrada no recinto de qualquer polícia, civil ou militar. Fechou o recinto (o mesmo que foi feito no Senado), só a segurança da "casa" pôde agir. O Congresso não tem armas e não pode usá-las para se defender.
Em 1967, presidindo a Câmara, o bravo Adauto Lucio Cardoso (nenhuma comparação, claro) não deixou que forças militares invadissem a "casa". Queriam prender deputados já cassados. Adauto defendeu e garantiu a todos, principalmente os adversários. Aldo Rebelo acertou, nada a ver com Adauto Cardoso, mas também não é nenhum Severino Cavalcanti, a quem substituiu.
PS - Melancólico. Lamentável. Inconseqüente. Indefensável. Desnecessário. Não podiam ter examinado antecipadamente a situação e constatado que seria autodestruidora? E que sairiam comprometidos de forma irrecuperável?
AmanhãComeça a Copa do Mundo, paixão geral. No Brasil, deveriam acabar a reeeleição e voltar o mandato do presidente para 5 anos. Assim não haveria a coincidência que esmaga tudo, a "pátria de chuteiras" com prioridade.
Dilma Rousseff
Um quadro notável, participante nata e combatente de sempre, seria a vice natural para Lula. Nem lembraram seu nome.
O PMDB já deixou bem claro para o presidente Lula que não quer coalizão formal, oficial e radical por causa dos estados. Então a cúpula do PT-PT ficou jogando boliche com vários personagens, derrubou todos. Falaram até em Aldo Rebelo, Ciro Gomes, um sem nome de Pernambuco que ninguém conhece. Tiveram que decidir, finalmente, que o candidato mais viável e aceitável era e é José Alencar. Será ratificado e apresentado à opinião pública.
Mas não perceberam que tinham dentro de casa, perdão, no PT que não se transformou em PT-PT, o nome ideal. Era Dona Dilma Rousseff, não é mais, porque não se desincompatibilizou em 31 de março.
Nem cogitaram do nome dela, com as seguintes credenciais. Mulher, em alta no mundo. Leal e digna, incapaz de traição. Corretíssima, o nome dela nunca foi citado num ato ou num fato mais desagradável.
Se o PT ou até mesmo o que surgir a partir do segundo mandato de Lula tiver esperanças, que palavra, no futuro, Dona Dilma seria a porta-bandeira confiável. É do mesmo partido do presidente Lula.
Isso, chamado de "chapa pura", só vale ou valeria numa eleição disputada em que o vice tem que acumular votos com o presidenciável. Que oportunidade perderam, por falta de análise, reflexão e compreensão.
Os acordos no Estado do Rio se complicaram. Como Sergio Cabral estacionou, o PMDB vai insistir com Dona Rosinha. Na verdade, ninguém acreditava e continua não acreditando que ela voltasse a ser apenas dona de casa. Isso depois de dizer que seria "a nova Evita Peron".
O PMDB não consegue fechar acordos em volta de Sergio Cabral, ninguém tem confiança nele. Intimíssimo do governador Alencar, de quem recebeu tudo, hostilizou pública e violentamente o próprio filho dele.
Vingativo e até justamente (?) revoltado, o governador mostrou com dados e detalhes irrefutáveis o enriquecimento ilícito de Sergio.
Além do mais, outros fatores importantes desabam sobre a cabeça de Sergio.
1 - Depende exclusivamente de Anthony Mateus. E o prestígio dele está em queda acelerada. Isso pode ser constatado na derrota em Campos.
2 - O crescimento de Denise Frossard e Crivela. Sergio não ganha no primeiro turno. E no segundo, perde para a aliança Denise-Crivela. Não importa nem interessa quem seja o adversário direto.
Quanto ao Senado, basta verificar minhas colunas de 1 ano para cá: sempre deixei bem claro que Francisco Dornelles seria o senador certo e garantido. Só perderia para Dona Rosinha. Como ela ficou no cargo, não pode concorrer.
5 mandatos de deputado, 3 vezes ministro, servindo o Estado do Rio em todos os municípios, foi o melhor acordo do PMDB.
Sirkis é candidato, mas como sempre disse que não quer sair do Rio capital, reforça a posição de vereador. A eleição só será em 2008.
Quanto a Jandira Feghali, para mim continua um mistério. Candidata ao Senado sem a menor chance, ficará 4 anos sem mandato? Acredito que até 30 deste mês resolve continuar na Câmara.
O PMDB encerrou as conversas com Lula. Agora, só depois da reeeleição. (Ou se houver segundo turno, claro). Com prováveis mais de 100 deputados, um terço do Senado e entre 10 e 14 governadores, com esse cacife, resolverão.
O Órgão Especial marcou a eleição da metade dos seus membros, no Tribunal de Justiça, para o dia 21. Mas só serão eleitos 6 desembargadores. Aí, nada disparatado. É o cumprimento da emenda constitucional de janeiro de 2005.
Nesses, 3 vagas são de magistrados. O desembargador Luiz Zveiter, piloto automático de Sergio Cavalieri, queria ir para o Órgão Especial. Mas como foi nomeado pelo quinto constitucional, não sobrou vaga para ele.
A presidência da Bovespa reconheceu, finalmente, que a volatilidade, palavra que adoram, cresceu muito. É uma realidade de sempre.
Ontem o dólar chegou a 2,26 alto, mais 0,60%. Venderam, fechou em 2,24 cravados, queda de 0,75%. Satisfação para alguns.
A jogatina das ações é maior em oscilação e também muito maior no volume atirado no pano verde. Com meia hora caía 1%, logo depois ficou em menos 0,38%. Mas aí não parou mais de cair.
Fechamento assustando em 35.260 pontos, aí a queda foi bastante expressiva. Menos 3,50%, os amestrados falarão em derrubada.
Como era natural, todas as Primeiras foram "dedicadas" ao assalto da Câmara. Não poderia ser de outra maneira. A reforma agrária, que já derrubou governos, agora derruba até mesmo os que não têm terra.
A Folha e o Estadão, como sempre com manchetes praticamente iguais. Acho que olham na internet, ficam seduzidos, copiam mutuamente.
Folha: "Sem-terra invadem e depredam Câmara". O Estadão, um pouco longo, mas diversas palavras repetidas: "Sem-terra invadem Câmara, depredam e deixam 24 feridos". Muita coincidência ou muita admiração.
O Jornal do Brasil foi o único a ligar diretamente o PT com o assalto: "Líder do PT comanda invasão do Congresso". A linha de cima estava melhor, merecia mais destaque: "Atentado à Democracia".
Esta Tribuna da Imprensa usou apenas uma palavra, definitiva: "VÂNDALOS".
O Dia errou no calendário, acreditou que estávamos em março e veio assim: "É pau, é pedra. MSLT destrói o Congresso". Pelo menos noticiou, coisa que não faz habitualmente. Esse é assunto de que classe?
O Globo foi também na linha de sumarizar e não cansar o leitor, saiu assim: "Vandalismo no Congresso". Deveria ser contra o Congresso. Mas valeu.
XXX
Odete (Dedete) Madureira do Pinho nasceu e cresceu com enorme sensibilidade. Quando resolveu colocar tudo isso para fora, em traços e pinceladas fortes e brilhantes, um assombro.
Como diz a pintora Karmmo Ferreira, Dedete "se revela. A energia depositada em cada pincelada forja o ardor da luta da criação ante a execução".
A pintora se expressou muito bem, definindo a pintura expressionista de outra pintora, só que esta surgindo.
Silvio Batista, pintor e professor de arte, também não resistiu, escreveu: "Clareza na linguagem, Odete (Dedete) tem de sobra. Tons variados com pinceladas fortes, recriando instantes em que a luz e a cor transportam para a eternidade as suas obras, dando impressão de inesgotável criação".
Dia 20 de junho para convidados, toda essa expectativa praticamente realidade será mostrada na Galeria Marly Faro. A partir do dia seguinte e até 16 de julho, a exposição estará aberta ao público. A galeria fica na Anibal de Mendonça, 221.
Há 50 anos este repórter incentiva os jovens, tenta de todas as maneiras apoiá-los. Odete (Dedete) Madureira do Pinho é um desses casos.
XXX

Nenhum comentário:

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas