sexta-feira, agosto 30, 2024

Ex-vereador denuncia estado de “calamidade” da educação na zona rural de Xique-Xique

 Foto: Divulgação

O ex-vereador de Xique-Xique Gal Pessoa29 de agosto de 2024 | 21:30

Ex-vereador denuncia estado de “calamidade” da educação na zona rural de Xique-Xique

interior

No povoado de Camboeiro, zona rural de Xique-Xique, na região de Irecê, uma casa de taipa funciona como escola onde se veem crianças malmente uniformizadas e se ouve a voz da professora. Na Ilha do Camaleão, outro arranjo de escola choca pelo abandono, mato e sujeira, dentro e ao redor. Segundo o ex-vereador Gal Pessoa, moradores fizeram vídeos, e ele pretende formular denúncia ao Ministério Público com o material recebido.

“Vou resumir o estado de calamidade da educação no município de Xique-Xique nessas imagens. Acreditem: esta é uma escola infantil no povoado de Camboeiro, região da Copixaba, em pleno século 21”, define. O local, de acordo com Gal Pessoa, fica a cerca de 120 km da sede e sofre com a falta de água e estradas vicinais.

O político, que exerceu dois mandatos como vereador fazendo oposição ao grupo chefiado pelo prefeito Reinaldo Braga Filho, é candidato pela quarta vez em 2024, e volta a responsabilizar a atual gestão pelos baixos índices no IDEB 2023 (16º lugar na região entre os municípios da região de Irecê) e o descaso com o ensino fundamental e a educação infantil.

“Poderia também mostrar a situação precária do transporte escolar, escolas caindo aos pedaços, como outros graves problemas. Quando fui vereador minhas denúncias eram frequentes, todas acatadas pelo TCM e MP-BA. O problema no município de Xique-Xique é o medo que o povo tem, medo da perseguição, afirma Gal Pessoa, que também cita o “sumiço” dos R$ 27 milhões dos precatórios do Fundef que deveriam ser pagos 60% aos professores relativos aos exercícios de 2017 e 2018.

PoliticaLivre

Nota da redação deste Blog- Uma critica a atuação dos vereadores da cidade de Jeremoabo, especialmente em relação a denúncias de corrupção e gestão inadequada na Secretaria de Educação. A análise das alegações destacadas pode ser feita em várias camadas:

1. Contexto e Comparação: O texto sugere que os vereadores de Jeremoabo deveriam seguir o exemplo de um ex-vereador de Xique-Xique, que denunciou um estado de "calamidade" na educação da zona rural de seu município. Esse contexto de comparação é utilizado para evidenciar a gravidade das condições em Jeremoabo, argumentando que a situação local é ainda mais crítica do que a descrita em Xique-Xique.

2. Denúncias Específicas: Diversas irregularidades são mencionadas e denunciadas pelos próprios vereadores da oposição em Jeremoabo:

  • Desvio e apropriação indevida de recursos: O texto aponta que há desvios e apropriações incorretas dos recursos destinados à manutenção das escolas.
  • Pagamentos fraudulentos: Laranjas estariam recebendo pagamentos indevidos, e há menção de superfaturamento em combustíveis para ônibus escolares desde o tempo da pandemia.
  • Funcionários fantasmas e falta de aulas: Há a alegação de funcionários fictícios e a não realização da carga horária mínima de aulas em escolas, como exemplificado pelo colégio do povoado Água Branca.
  • Sucateamento e superfaturamento: Os ônibus escolares estariam em péssimo estado, e os vencimentos da secretária seriam superfaturados.
  • Perseguição e saúde dos professores: O texto também menciona a perseguição psicológica a professores, resultando em problemas de saúde, e a falta de pagamento da Lei Rouanet, que é um incentivo fiscal para a cultura.

3. Ação dos Vereadores: O autor do texto sugere que, apesar de estarem prestes a terminar seus mandatos, os vereadores de Jeremoabo que há anos vem efetuando essas denúncias repetidamente através da tribuna da câmara, deveriam demonstrar coragem e responsabilidade ao agir contra essas irregularidades. É destacado que houve uma busca e apreensão pela Polícia Federal na Secretaria de Educação, o que seria um evento sem precedentes na cidade.

4. Crítica e Impliqueções: O texto critica a inação dos vereadores em face das graves denúncias e sugere que eles deveriam estar mais engajados em combater os problemas e injustiças na administração da educação municipal. A utilização de termos como “desmandos” e “atos de bravura” reflete um tom de urgência e de desaprovação com relação à atuação dos vereadores.

5. Conclusão: O texto é um apelo para que os vereadores de Jeremoabo ajam com mais diligência e responsabilidade, aproveitando seu tempo restante no mandato para enfrentar as questões de corrupção e má gestão que estão prejudicando a educação no município. A comparação com Xique-Xique e a referência a ações policiais são utilizadas para enfatizar a gravidade da situação e a necessidade de uma resposta firme e eficaz, isso porque já ficou demonstrado que a Secretaria zomba dos pronunciamentos e denúncias através da tribuna.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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