quarta-feira, agosto 28, 2024

Negócios: Salvador recebe feira de moda até domingo com peças que serão vendidas a preço de fábrica; confira

 



Negócios: Salvador recebe feira de moda até domingo com peças que serão vendidas a preço de fábrica; confira


Evento é oportunidade de potencializar negócios para pequenos e médios produtores do ramo de moda

 A 11ª edição da Feira Brasil Vitrinni já tem data marcada. A feira de moda começará na próxima terça-feira (03) e segue até domingo (08), das 13h às 20h. Desta vez, o evento será no Espaço CECBA, localizado no Costa Azul. Das 13hs às 15hs, o acesso para a Feira Brasil Vitrinni será gratuito e, após esse horário, custará R$ 10,00 (ingressos à venda na bilheteria do local), via Pix ou em espécie. 

São esperadas cerca de 20 mil pessoas nos seis dias de feira. A proposta é atrair os setores varejista e atacadista, segundo a organização. “Nosso objetivo é trazer para Salvador a tendência da moda dos principais polos do Brasil, proporcionar ao consumidor final e atacadista local acesso direto aos fabricantes. Nesta edição, estaremos abrindo a temporada de coleção Primavera/Verão, trazendo os lançamentos em primeira mão”, explica Geisa Santana, idealizadora do evento.

A Brasil Vitrinni conta com as novidades dos principais polos de moda praia, feminina, masculina e infantil, a preço de fábrica. Também terá bijuterias, semi joias, bolsas, calçados, produtos veganos, entre outros itens do segmento - distribuídos em, aproximadamente, 500m².

A feira terá núcleos expressivos com 50 expositores nacionais e locais – com destaque para Bahia, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro - durante todos os seis dias da Brasil Vitrinni.

O investimento para realização da 10ª edição foi em torno de R$ 150.000,00, o mesmo valor do aporte feito agora em 2024. A ideia é que a iniciativa ocorra duas vezes ao ano, uma a cada semestre. “Sou uma apaixonada pelo empreendedorismo e por produção de feiras de todos os portes. Uni minhas duas paixões para movimentar o mercado regional. Dessa forma, trabalho com o que mais amo, ajudando o setor que está muito prejudicado após a pandemia, período em que tive que interromper o ciclo contínuo da feira e só pude retornar com segurança em 2023”, esclarece Geisa.

Mercado da indústria têxtil na Bahia

Segundo a pesquisa da IncoFios e dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), o segundo semestre de 2024 foi um período promissor para o setor brasileiro, impulsionado por um conjunto de fatores que podem alavancar o crescimento do segmento. O panorama econômico tem mostrado sinais de estabilização e as tendências de consumo continuam evoluindo com práticas sustentáveis e de inovação tecnológica.

O primeiro semestre de 2024 sinalizou uma leve recuperação econômica, com a inflação controlada e uma modesta melhora nos índices de emprego. A confiança do consumidor em ascensão simboliza um fator positivo para o crescimento das vendas, de acordo com o estudo.

O índice de confiabilidade do empresariado das indústrias têxtil e de confecção também apresentou um aumento significativo no primeiro semestre de 2024, em comparação com o segundo semestre de 2023. Esse aumento traz uma perspectiva otimista para o segundo semestre de 2024.

Entre janeiro e abril de 2024, a produção têxtil registrou um aumento de 2,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior, sinalizando uma recuperação contínua. A expansão através do e-commerce e de exportações podem impulsionar o ramo, garantindo um desenvolvimento pujante, de acordo com a ABIT.

Empregabilidade

Em Salvador, mais especificamente, no bairro do Uruguai, está instalado o polo fabril do Condomínio Bahia Têxtil. Ele é responsável pela produção anual de quatro milhões de peças do segmento de vestuário. O espaço tem 24 empresas instaladas em um perímetro de 20 mil m², ou seja, um local que equivale a dois campos de futebol.

Segundo levantamento recente do Sindicato da Indústria de Vestuário do Estado da Bahia (Sindvest), esse polo gera 800 empregos diretos e cerca de quatro mil postos de trabalho indiretos, movimentando R$180 milhões por ano na economia baiana. Os números podem ser positivos, mas o sindicato deseja que o setor seja ampliado no Estado para competir com pé de igualdade no cenário nacional, inclusive com a expansão da realização e feiras como a Brasil Vitrinni.

De acordo com a última edição da Pesquisa Industrial Anual de Empresas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), datada de 2021, a indústria têxtil foi responsável por 2,1% da renda gerada pelo setor industrial da Bahia, gerando R$1,5 milhão, ao passo que o ramo industrial, no geral, obteve teve renda líquida de R$75,6 milhões. Ou seja, o crescimento do setor ainda é considerado pelos empresários, produtores e especialistas baianos como tímido diante da potencial do ramo e das suas vertentes, a exemplo das feiras e dos eventos de moda, que podem alavancar a economia da Bahia.

Indústria da moda e reforma tributária

Especialistas afirmam que, em 2024, a melhora de desempenho do setor de moda – leia-se indústria têxtil – tem dependido diretamente da isonomia tributária com as plataformas internacionais de e-commerce. 

Essa foi uma reivindicação do setor nacional, com destaque para associações regionais, e com o lançamento em agosto deste ano do programa Remessa Conforme, o cenário relativo à cobrança de imposto obteve um certo respiro, pois os tributos sobre as importações passaram a ser cobrados antes da chegada da mercadoria ao consumidor.

Isso porque, para que se entenda melhor, o programa dificultou a sonegação, que se ocorria pelo fato de os impostos só serem cobrados após a entrada das mercadorias no Brasil e, com isso, a Receita Federal não tinha conhecido prévio sobre as encomendas. Por outro lado, mercadorias menores, em sites estrangeiros, com limite de US$ 50, ficaram isentas do imposto federal.

Dessa forma, o combate à sonegação repercute positivamente nos ganhos dos polos fabris de todo o país, principalmente da Bahia, e também dos médios e pequenos dos produtores de vestuários, calçados, produtos de moda em geral tanto artesanais, quanto em pequena ou larga escala industrial.

Serviço

O quê: 11ª edição da Feira Brasil Vitrinni

Quando: De terça-feira (5) a domingo (8), das 13 às 20h

Onde: CECBA - Rua Dr. Augusto Lopes Ponte, n°262, Costa Azul.

Quanto: Das 13hs às 15hs, a entrada é gratuita e, após este horário, o acesso é pago e custa R$ 10,00 (ingressos à venda na bilheteria do local), via Pix ou em espécie. 

Mais informações: (71) 99126-0962

Sugestão de entrevistas

Com a idealizadora da Feira Brasil Vitrinni, Geisa Santana e alguns dos 60 expositores baianos e de outras regiões do Brasil sobre a importância do evento para a economia local e alavancagem de seus negócios e como essa iniciativa pode ser mola propulsora para desenvolvimento de suas empresas familiares de itens moda, afetadas nos últimos anos pela pandemia com perdas financeiras incalculáveis.                         

Sobre a idealizadora Geisa Santana                           

A baiana Geisa Santana organiza feiras há 20 anos. Sempre atuou no ramo de Marketing e Propaganda, organizando grandes eventos. A primeira edição da Feira Brasil Vitrinni aconteceu em 2015, em Salvador, no hotel Fiesta, com duas edições ao ano. A última edição foi em outubro de 2023.

Assessoria oficial da 11ª Feira Brasil Vitrinni

Verônica Macêdo / Jornalista responsável - DRT 1770/ BA.

Verôt Comunicação Integrada

(71) 99959-9484 (Whats App - Vivo) verotcomunicacao@gmail.com


Matéria enviada pelo Jornalista Fábio Almeida

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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