quarta-feira, dezembro 31, 2008

Câmara empossa prefeito, vice e vereadores

Tribuna da Bahia Notícias-----------------------
Tudo pronto para a posse do prefeito, vice-prefeito e dos 41 vereadores de Salvador, que acontece amanhã à tarde, a partir das 14h30, no Plenário Cosme de Farias da Câmara Municipal de Salvador. O cerimonial da Câmara ajusta os últimos detalhes, mas já preparou e divulgou o roteiro da solenidade de posse do prefeito João Henrique Carneiro, do vice-prefeito Edivaldo Brito e dos 41 vereadores eleitos para cumprir um mandato de quatro anos. A solenidade de posse, conforme determina o Artigo 4º do Regimento Interno da Casa, será dirigida pelo vereador Alfredo Mangueira (PMDB), 2º vice-presidente da Câmara que, na linha hierárquica da atual Mesa Diretora, renovou o mandato. Mangueira também tem sido apontado como forte candidato à presidência da Casa, mas o nome do sucessor de Valdenor Cardoso, derrotado nas urnas, mas primeiro suplente do PTC, só será conhecido um dia após a posse. Após a formação da mesa de trabalho e execução do Hino Nacional pela Banda de Música da Polícia Militar, o vereador Sidelvan Nóbrega (PRB) fará a leitura do termo de posse. Na seqüência, o vereador Adriano Meireles (PSC) prestará o juramento, com os demais vereadores. Depois do juramento, por chamada nominal e ordem alfabética, os vereadores assinam o termo de posse e o presidente da solenidade declara-os empossados na forma da lei. Encerrada a posse dos vereadores, começa a posse do prefeito e vice-prefeito. Após a posse, haverá pronunciamento do prefeito reeleito João Henrique Carneiro, e a solenidade será encerrada com o discurso do presidente do ato, Alfredo Mangueira. A Mesa Diretora será eleita no dia seguinte à posse, pela manhã. A partir das 9h30 haverá eleição e posse do novo presidente da Câmara e dos demais integrantes da Mesa Diretora.(Por Carolina Parada)
Grandes municípios têm maiores receitas, mas enfrentam problemas
Eleitos ou reeleitos, os prefeitos das maiores cidades baianas que assumem amanhã vão governar com maiores receitas, mas também herdam as maiores demandas. Em Salvador, o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), reeleito com mais de 200 mil votos sobre o candidato do PT, Walter Pinheiro, já mostrou como será a cara do seu novo mandato à frente da prefeitura municipal. Antes mesmo de assumir, ele já fez um enxugamento da máquina administrativa, reduzindo de 17 para 11 o número de secretarias municipais. No segundo escalão também o peemedebista fez ajustes, cortando cargos e modernizando a máquina. “O objetivo é modernizar a máquina para melhorar os serviços em benefício do cidadão”, avaliou João Henrique. Em Feira de Santana, a maior cidade do interior do Estado, o prefeito eleito Tarcizio Pimenta (DEM) também pretende administrar com os pés no chão. Pimenta sucede a José Ronaldo de Carvalho, que fez uma administração elogiada, marcada por obras de infra-estrutura como calçamentos, rede de esgoto e construção de viadutos. Além de declarar que vai dar prosseguimento ao trabalho iniciado por Ronaldo, “que garantiu o crescimento acelerado da cidade”, o democrata também vai se preocupar com demandas como segurança pública, saúde e informática. Médico e com um histórico de atender até o dia de ontem na Casa de Saúde Santana, Tarcizio Pimenta pretende dar uma atenção especial à pasta da Saúde. Da mesma forma, ele encara a questão da segurança pública, tanto que vai criar de imediato a Secretaria Especial de Prevenção à Violência. Além de criar um setor especial para atender às políticas públicas das mulheres, o democrata tem como meta ainda dotar Feira de Santana como uma “cidade digital”, onde todos tenham acesso à internet. “É importante que todo cidadão tenha oportunidade de pesquisar, estudar e saber o que está acontecendo no mundo”, declarou, referindo-se especialmente aos estudantes. Em Camaçari, o prefeito reeleito Luiz Caetano (PT) também pretender dar continuidade ao trabalho relacionado às questões sociais, ???¸?r??ºiniciado em 2005. Com problemas nas áreas de segurança pública e educacional, principalmente, Caetano quer dar continuidade durante este novo mandato nos projetos que ajudaram a combater estas carências no município. Por isso, as atividades da Cidade do Saber, projeto implantado durante o seu primeiro mandato, vão continuar recebendo o apoio da prefeitura. Da mesma forma, as ações sociais da primeira-dama também vão continuar. Mas Caetano também quer dar continuidade à vocação econômica de Camaçari, já que o município absorve o Pólo Petroquímico, a montadora da Ford e é responsável pela geração das maiores vagas de emprego no Estado. Para isso, ele declarou que pretende atrair novas indústrias, além de trabalhar para criar condições de infra-estrutura no município. Por outro lado, além de geradora de emprego, Camaçari poderá se transformar também num pólo educacional com a chegada de empreendimentos no setor.(Por Evandro Matos)
Crise pode afetar Ilhéus e Itabuna
Depois da crise cacaueira, os municípios de Ilhéus e Itabuna passaram a ter no pólo de informática e no comércio os grandes eixos de desenvolvimento. Se em Itabuna o comércio ainda não sentiu pra valer os efeitos da crise econômica mundial, em Ilhéus o Pólo de Informática vem sofrendo as primeiras conseqüências. Além da queda nas vendas e produção, a perda de emprego já dá sinais de que a crise pode afetar tanto o município quanto a região. Em Ilhéus, depois de uma administração conturbada de Valderico Reis, Newton Lima (PSB) assumiu em seu lugar e disputou a eleição em outubro passado. Eleito, Lima vai ter um mandato completo a partir de amanhã, mas sabe que terá uma difícil tarefa pela frente. Com uma situação parecida, em Itabuna o Capitão Azevedo (DEM) também assume em lugar de Fernando Gomes, e terá pela frente o principal desafio que é devolver a credibilidade à administração pública municipal. Em Vitória da Conquista, na região oeste do Estado, o prefeito Zé Raimundo (PT) transmite o cargo para o seu colega de partido, o deputado federal Guilherme Menezes, que já administrou o município no passado. Experiente e com fama de ter deixado boa impressão na área social quando foi prefeito, Menezes quer consolidar o município como uma referência regional, dando destaque às áreas de Saúde e Educação. Em Jequié, o prefeito eleito é um velho conhecido da política baiana. Ex-deputado estadual, Luis Amaral (PMDB) chegou à prefeitura com o apoio do ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima e do deputado estadual Leur Lomanto, outras duas lideranças peemedebistas. Amaral quer fortalecer o comércio da cidade, atrair novas indústrias e transformar o município num forte pólo educacional, notadamente a partir da implantação do curso de Medicina na Uneb. Em Juazeiro, município localizado na região Norte do Estado, a 500 km de Salvador, o novo prefeito é o comunista Isaac Carvalho, também conhecido como Isaac da Juagro. Isaac assume no lugar de Misael Aguilar (PMDB), a quem derrotou na última eleição. A sua adm???¸?r??ºinistração vem sendo aguardada com muita expectativa, já que ele conseguiu interromper uma rotina política na cidade que era marcada com a alternância no poder entre a dupla Joseph Bandeira e Misael Aguilar. O município vive o constante problema com a seca.(Por Evandro Matos)
Palavra da primeira-dama não é a do governo baiano
As declarações da primeira-dama Fátima Mendonça de que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) está entre os órgãos que precisariam melhorar, por ser muito burocrático ao ponto de parecer que trabalha contra ou faz parte de um “complô” continua dando o que falar, levando até mesmo o governador Jaques Wagner a se pronunciar sobre o assunto. “Como já havia dito numa outra ocasião, ela (Fátima) é uma cidadã que tem opiniões próprias e tem liberdade de externá-las, independentemente das minhas, embora possa vir a causar um ou outro constrangimento se as pessoas não interpretarem corretamente, mas a palavra da primeira-dama não é a palavra do governo, destacou o governador, ressaltando, que, entretanto, respeita o julgamento da esposa. “Assim como, seguramente, ela respeita os meus”, enfatizou. Enquanto isso, na avaliação do líder da oposição na Assembléia Legislativa, Gildásio Penedo (DEM), as declarações de Mendonça se tratou de uma manobra por parte do Executivo Estadual, no sentido de minimizar a própria incompetência. “Não se justifica essa crítica da primeira-dama. Na tentativa de justificar a inércia do governo está procurando um bode expiatório. A PGE foi até muito condescendente. Com todo respeito à primeira-dama, é um equívoco“, disse Penedo, explicando que por diversas vezes denunciou em plenário números “absurdos” de dispensa de licitação aprovadas pela PGE durante os exercícios de 2007 e 2008. O deputado estadual José Neto (PT), por sua vez, considerou que não há cabimento a posição de Penedo. “A opinião da primeira-dama é compartilhada por todos que querem um Estado dinâmico e ágil, mas pautado pela legalidade. Fátima não reclama da instituição, mas, sim, do excesso de burocracia que acaba sendo um ônus de um regime democrático e transparente”, disse. E não parou por aí. Segundo José Neto “Gildásio Penedo sofre de amnésia. Ele precisa tomar um medicamento para reativar a memória. O DEM não tem estatura moral nem política para criticar o governo Wagner. Será que eles esqueceram da falta de transparência, dispensas de licitação, esquemas fraudulentos e mutretas dos governos carlistas? (Por Fernanda Chagas)
João fecha secretariado com Brito
Sem grandes novidades, conforme foi antecipado pela Tribuna da Bahia, o prefeito João Henrique divulgou ontem a lista dos 11 secretários – houve uma baixa de 17 para 11 secretarias –, que irão compor sua equipe no próximo mandato. Um total de 10 nomes já havia sido confirmado, restando apenas a definição de quem responderia pela Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Direito do Cidadão, criada na reforma administrativa aprovada pela Câmara de Vereadores. No entanto, depois de muita especulação e alguns ajustes, a mesma foi emplacada por Antonio Britto, filho do vice-prefeito Edvaldo Brito, que embora inicialmente tenha resistido, ao final teria cedido aos apelos do pai e do próprio prefeito. Além disso, entre as inovações está apenas o remanejamento de Pedro Dantas da Secretaria de Governo para a Secretaria de Planejamento, Tecnologia e Gestão e as escalações de Maria Alice da Silva, que passou de subsecretária de Reparação, para titular da pasta; de Antônio Abreu, secretário de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente e de João Cavalcanti, que responderá pela Casa Civil. (Por Fernanda Chagas)
Fonte: Tribun da Bahia

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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