Vasconcelo Quadros
Brasília. Há quase 15 anos acompanhando as investigações em obras públicas do governo federal - cujos desvios tiram um significativo naco do PIB nacional - o procurador Lucas Furtado reuniu o que há de jurisprudência sobre o tema no Supremo Tribunal Federal (STF), no do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Tribunal de Contas da União (TCU), onde atua como representante do Ministério Público, para compor uma espécie de manual anti-corrupção. São 729 páginas com os principais pontos que devem ser observados por gestores e servidores públicos nas licitações e contratos entre o governo e fornecedores em geral.
O livro chama-se Curso de Licitações e Contratos Administrativos (Editora Forum) e será lançado hoje, às 17h, na sede do TCU, em Brasília.
- O texto trata de questões jurídicas, mas mostra também os pontos mais vulneráveis à fraude e demonstra a falta de estrutura do poder público para fiscalizar a execução de contratos - diz Furtado.
Licitações, contratos, orçamentos, empenhos, rubricas de liberação de recursos e relatórios de execução formam um conjunto de normas e medidas administrativas que, se não forem observadas com lupa por quem fiscaliza, acabam se transformando, segundo o procurador, num roteiro fraudes para desviar dinheiro público através de organizados esquemas de corrupção.
Há na obra fartura de recomendações sobre como fiscalizar adequadamente a execução de contratos, o perfil do servidor que deve ser encarregado da função, as atribuições desse servidor e as etapas de licitações e contratos que devem ser acompanhadas com rigor técnico.
- Eles devem se inteirar dos procedimentos para evitar dificuldades futuras. Muitas vezes esses gestores estão corretos, mas como desconhecem as formalidades dos atos, acabarão respondendo por dano provado - explica Furtado.
O livro reforça a necessidade de uma atuação preventiva dos órgãos públicos em obras federais contratadas, mas que ainda não receberam os recursos. Auditorias implantadas pelo TCU nos últimos anos vêm obrigando o Estado a suspender a liberação de dinheiro, provocando significativa economia aos cofres públicos. Num dos casos mais recentes, envolvendo as obras do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, São Paulo, o TCU apontou indícios de superfaturamento e obrigou a Infraero a refazer um contrato de R$ 1 bilhão.
Fonte: JB Online
Em destaque
Afinal, o que significa o fato de Flávio ter sido recebido por Donald Trump?
Publicado em 26 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Flávio Bolsonaro imitou Lula e foi tirar fotos com T...
Mais visitadas
-
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL ELEITORAL (12626) N. 0600425-35.2024.6.05.0051 (PJe) – JEREMOABO – BAHIA R...
-
A coluna Na Mira do Metrópoles acompanhou duas madrugadas de sedução, cifrões elevados dos políticos para o “sexo premium” | PINTEREST ...
-
Compartilhar (Foto: Assessoria parlamentar) Os desembargadores do Grupo I, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Sergip...
-
. Nota da redação deste Blog - Que Deus dê todo conforto, força e serenidade para enfrentar este luto.
-
blog em 7 abr, 2026 3:00 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a ...
-
Por Coisas da Política GILBERTO MENEZES CÔRTES - gilberto.cortes@jb.com.br COISAS DA POLÍTICA Quem cala consente? ... Publicado em 25/02/2...
-
Amanhã talvez TixaNews jan 22 LEIA NO APP Arte: Marcelo Chello Assine agora Tarcísio achou algo melhor para fazer do que visitar Bolso...
-
Os tecnocratas fizeram uma 'lavagem verde' nas suas reputações por meio do compromisso publicamente proclamado com o chamado desenvo...
-
Foto Divulgação - Com profundo pesar, termino de tomar conhecimento do falecimento do amigo Ewerton Alme...