domingo, fevereiro 24, 2019

Heleno diz que não é guru de Bolsonaro, mas se tornou o principal interlocutor dele


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Heleno transmite confiança a Bolsonaro e aos demais interlocutores
Natália PortinariO Globo
Em janeiro, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno , negou ser guru de Jair Bolsonaro . Disse que “o último já foi até em cana, o João de Deus”. A julgar por sua agenda disputada, porém, ele ainda é visto assim por interlocutores do setor público e privado, que o buscam como um acesso confiável ao governo.
Se congressistas vêm se queixando de que Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Santos Cruz (Secretaria de Governo) são ministros sem poder de barganha e não conseguem cumprir o que prometem, Heleno está longe de sofrer tal desprestígio. Interlocutores preferem procurar o general a discutir temas técnicos diretamente com o presidente, já que, fatalmente, é a partir dos conselhos do ministro que se forma a opinião de Bolsonaro.
AUDIÊNCIAS – A agenda de Heleno é disputada por políticos e pelo setor privado. O ministro já teve agenda em seu gabinete com representantes de entidades patronais, como a Febraban (de bancos) e a Brasscom (de empresas de tecnologia). A maioria das solicitações é de empresários e representantes corporativos, segundo pessoas próximas a ele.
Devido à natureza de seu ministério, que cuida da segurança de fronteiras e relações exteriores na área de segurança, também já se encontrou com os embaixadores da China, Espanha, Israel, França e República Dominicana.
— Pela formação militar, ele é muito prático e objetivo, e é o que a gente espera na política, respostas prontas, sim ou não. Meus despachos com ele sempre duram cinco minutos, papo reto e vamos embora — diz o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que esteve com ele há uma semana.
MUITA INFLUÊNCIA – O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, esteve no gabinete de Heleno com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no fim de janeiro.
— É uma pessoa com grande grau de influência na estrutura do governo, com uma capacidade enorme de fazer consensos, inclusive pela sua capacidade intelectual e conhecimento sobre diversos temas. Ele nos recebeu com extrema educação, carinho, muita atenção naquilo que ouve e uma capacidade clara de selecionar o que realmente interessa.
A deputada Bia Kicis (PSL-DF), advogada e militante de pautas conservadoras, disse que teve uma conversa “reservada” com Heleno. “Ele goza da total confiança do presidente. É muito sério. Quando a gente tem alguma coisa pra conversar que demande uma pessoa confiável, ele é um excelente intermediário”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Depois que o vice Mourão recebeu o presidente da CUT e o embaixador da Palestina, como ocorre em qualquer país democrático, Bolsonaro ficou furioso e escanteou o velho amigo. Somente agora, sem a chatice da influência dos filhos, está novamente dando força a Mourão, que vai representá-lo numa importante reunião na Colômbia, sobre a crise da Venezuela.  Quanto ao general Heleno, este se tornou  o principal “consigliere” do Planalto, onde não admite que medrem  novas  teorias conspiratórias. O Brasil deve dar graças a Deus de ter no Planalto os generais Heleno, Mourão e Santos Cruz. Se eles não estivessem lá, não haveria estabilidade neste país. (C.N.) 

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