quarta-feira, fevereiro 27, 2019

ENQUANTO O VELHO URSO CHAMADO “JUSTIÇA”, HIBERNA EM PLENO VERÃO, PERDOAI AQUELES QUE ERRAM POR IGNORÂNCIA.


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ENQUANTO O VELHO URSO CHAMADO “JUSTIÇA”, HIBERNA EM PLENO VERÃO, PERDOAI AQUELES QUE ERRAM POR IGNORÂNCIA.



Quando se perde a noção do bom senso e da razoabilidade até os atos desprezíveis criam características de felicidade, assim, vemos que conceituados engenheiros ambientais e outras habilitações e qualificações decidem ao bel prazer, suprimir em pleno verão, uma árvore deste porte, onde hoje, as 21:39h, a temperatura dentro de casa, em frente a um ventilador turno, ainda é de 27º C, agora imagine senhores, essa temperatura em pleno meio dia, no mínimo deve estar com 10º C a mais e uma sensação térmica por volta dos 38 a 40º C.  
A árvore ora exposta situa-se ou situava-se em frente ao Hospital Geral de Jeremoabo, propriedade do Estado da Bahia, infelizmente, administrado pelo município de Jeremoabo.
Um pouco mais cedo recebi uma informação de que um Assessor Chefe (Porta Voz não Autorizado) já se posicionava a respeito deste “exemplo de trabalho voltado ao bem estar da sociedade”, certamente sabia ele que estavam cometendo um Crime Ambiental, pois não vislumbro quaisquer razões possíveis para justificar tamanha atrocidade, esta árvore não era apenas uma referência para o Hospital, mas para toda uma população residente nos bairros Vila de Brotas e Santo Antônio, que tinham ali um ponto de referencia para sob a frondosa árvore, amenizarem o calor durante suas caminhadas entre esses bairros e o centro da cidade.

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Seguindo as informações recebidas, esta árvore em razão do seu porte, estava afetando a base do muro que passa próximo a ela, assim, para eles, em grau de maior importância está à existência do muro, o qual nada mais é do uma linha divisória, pois tal muro não tem características de isolamento, já que a sua altura não deve ultrapassar a 1,2 metros, situação que poderia ser resolvida com a implantação de dois pequenos pilares a 1 ou 1,5 metros do centro da árvore, e sobre as raízes construir uma viga para dar sustentação ao muro, procedimento que eliminaria a causa do problema sem a necessidade de cometer este crime ambiental. Porém, vejo que nada é anormal para quem conduz uma administração não pautada nas boas práticas e tratativas da coisa pública.
Tal fato me recorda quando em 2005 foram derrubadas duas botas construídas no Parque de Exposição, apenas por ter sido de iniciativa e autoria de outro Gestor. E o momento, até parece coisa hereditária, e se não tal pai tal filho, por analogia, pode-se dizer que tal professor tal aluno.
Outro fato a ser mencionado é de que se apenas podaram, essa árvore vai brotar, mas jamais terá a mesma copa e seus galhos não terão a mesma resistência, pois há uma interrupção nas fibras de crescimento da madeira, e os novos brotos nascerão nas laterais do caule envelhecido, fixando-se como se fossem uma colagem.
Agora vamos discutir sobre a retirada da árvore, considerando que o seu deslocamento causará mais danos ao meio construído do que a sugestão dada para elevar a passagem do muro sobre as raízes. Tal realidade serve para mostrar que o administrador ou quem quer que seja que tenha sugerido tamanho absurdo é um inconsequente e despreparado para o exercício da função pública.
Vou aqui relatar fatos anteriores sobre os quais também discordo plenamente e com os quais não comungo em hipótese alguma, o primeira foi a derrubada sem previsão de reposição das árvores da Rua Duque de Caxias, pelo então Secretário de Meio Ambiente, o segundo, mais recente, criticado por mim e pelos que aí estão, foi sobre as árvores situadas em frente ao Posto de Saúde – Dr. Fausto de Aguiar Cardoso, ali na conhecida Praça do Forró, do onde concluo uma inquestionável verdade: os erros só eram erros quando cometidos pelo Gestor Interino, hoje tudo é possível e tem o amparo da lei.
ACORDA JEREMOABO ou QUEM SABE NÃO LHE SOBRE O NOME!

J. V. VARJÃO
Em, 26/02/2019




Nota da redação deste Blog – Caro José Mário, aproveito esse seu artigo para falar o quanto custa a credibilidade e a Confiança, já que embora meia dúzia de sem caráter tente a todo custo denegrir e desacreditar este Blog, ele permanece sendo a “voz dos sem voz”, basta dizer que não resido em Jeremoabo, mas quase tudo que acontece nessa nossa terra, imediatamente recebo a informação através de email, de telefonema ,de fotos, áudios, vídeos, etc, é o caso do assassinato dessa árvore.
Um diz que a causa foi a raiz que derrubou o muro, outro diz que a castanheira foi podada para dar continuidade a reforma do hospital já que a castanhola estava com cupim em galhos sujeito a cair em cima de qualquer pessoa; outro lamenta por deceparem árvore do ano de 1970, já outro fala que a árvore que servia de sombra tanto para veículos quanto para o povo, foi cortada para chamar atenção da visão da frente do hospital já que vai ser pintado. Esses foram alguns dos comentários que recebi
.Quanto ao motivo de dizer que é um caso para os vereadores apurar, é respaldado num precedente que aconteceu em Jeremoabo.
Quando o ex-prefeito Spencer mandou derrubar umas algarobas velhas para construir a PRAÇA DO FORRÓ, os vereadores da oposição daquela época ingressaram com uma reapresentação perante o Ministério Público, onde acredito que até os dias de hoje esse processo ainda rola.


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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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