Emanuella Sombra, do A TARDE
Tão antiga quanto o aborto é a discussão ética sobre a sua prática. Ao lado dos princípios cristãos, a Igreja é ferrenha em condenar o que chama de atentado contra a vida. Defensoras da integridade feminina em situações de risco, autoridades no assunto costumam tratar o tema como uma ilegalidade obsoleta porque atinge diretamente o poder de decisão da mulher.
Formado em biologia e doutor em bioética, o padre Adilton Pinto Lopes defende a vida embrionária sob o ponto de vista científico. “O zigoto já caracteriza uma vida humana, porque possui 46 cromossomos e é formado da junção de um espermatozóide com um óvulo, cada um com 23. Não existe uma etapa da vida mais importante que a outra”, afirma Lopes, acrescentando que, mesmo em casos de estupro, a mulher não deve tentar resolver o problema com outra violência.
Para alguns, a opinião do padre é tida como conservadora, representando posicionamento dogmático. “Não podemos criar políticas públicas com base em religião”, rebate Maria José Araújo, coordenadora regional da Rede Nacional de Saúde e Direitos Reprodutivos. A favor da legalização do aborto, entende que a alta taxa de mortalidade está ligada à ilegalidade com que é tratado o procedimento.
O sentimento de culpa ao interromper uma gravidez é uma seqüela psicológica com a qual as mulheres convivem por bom tempo. A secretária executiva Adriana (nome fictício), lembra que os primeiros meses pós-aborto foram de remorso e que as relações sexuais posteriores passaram a provocar medo e apreensão.“Cheguei a visitar clínicas bem equipadas. As mais baratas, como uma na Avenida Sete, pareciam açougues”, relata a secretária, que há quatro anos interrompeu sua segunda gravidez.
Fonte: A Tarde
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