sexta-feira, novembro 29, 2024

Aumento Salarial dos Vereadores: legalidade não justifica a imoralidade

 Chat faça um artigo a respeito desse aumento dos vereadores de Jeremoabo que poderá até ser legal porém é imoral diante do estado de pobesa que vive o municipio de Jeremoabo.

Paulo Afonso - Bahia 28/11/2024

Aumento Salarial dos Vereadores: legalidade não justifica a imoralidade

Bob Charles DRT BA 3.913

Divulgação




Lendo essa matérai do radialista Bob Charles, a situação da pobreza e da falta de emprego em Jeremoabo ainda é pior, mas manda quem pode obedece quemtem juizo.

Em um contexto onde mais de um quarto da população vive com apenas um salário mínimo, enfrentando os desafios de uma economia instável e sem fontes de renda definidas, a recente decisão dos vereadores de aprovar um aumento de mais de 40% em seus próprios salários soa como um descompasso com a realidade vivida pelos cidadãos

Embora a medida esteja dentro da legalidade, é impossível ignorar o abismo moral que ela representa. Enquanto a cidade sobrevive basicamente dos royalties da CHESF e de arrecadações municipais, sem perspectivas claras de desenvolvimento econômico sustentável, o aumento não reflete um compromisso com a coletividade, mas sim uma desconexão com as prioridades da população.

A pergunta que fica é: qual mensagem os representantes do povo estão passando? Será que, em meio a dificuldades tão evidentes, não seria mais sensato priorizar políticas públicas que aliviem a precariedade da maioria em vez de privilegiar uma minoria que já ocupa posições de privilégio?

A decisão, ainda que legítima, é um claro exemplo de como a moralidade e a ética no exercício do cargo público precisam ser debatidas e cobradas pela sociedade. Afinal, os vereadores foram eleitos para servir ao povo, não a si mesmos. 

Nota da redação deste Blog - Aumento Salarial dos Vereadores de Jeremoabo: Legalidade em Conflito com a Moralidade

Jeremoabo, uma cidade marcada por altos índices de pobreza e falta de oportunidades, enfrenta mais uma controvérsia política. Em meio a uma realidade onde mais de um quarto da população sobrevive com apenas um salário mínimo, a decisão dos vereadores de aprovar um aumento  em seus próprios salários levanta questões éticas e expõe um descompasso gritante entre a classe política e o povo que ela representa.

Embora o aumento esteja amparado na legalidade, conforme estabelece a legislação, ele carrega consigo um peso moral que é impossível ignorar. A cidade, que depende quase exclusivamente dos empregos da prefeituras, do comércio e aposenatdorias INSS  e bolsa família, e de uma arrecadação tributária limitada, enfrenta desafios estruturais e sociais que deveriam ser a prioridade de qualquer gestor público comprometido com o bem-estar coletivo.

A decisão parece revelar um distanciamento entre os representantes eleitos e a realidade enfrentada pela maioria. O desemprego, a precariedade na saúde, a carência na educação e a falta de investimentos em infraestrutura são problemas que afetam diariamente a população. Mesmo assim, os vereadores optaram por aumentar seus próprios rendimentos, em vez de direcionar esforços e recursos para solucionar essas questões.

Essa atitude suscita reflexões importantes. Qual é o compromisso dos representantes com a coletividade? Não seria mais ético priorizar ações e políticas públicas que promovam melhorias reais na qualidade de vida dos cidadãos? Em um município onde muitos lutam para suprir necessidades básicas, o aumento salarial transmite a mensagem de que interesses pessoais continuam à frente do bem comum.

Além disso, a imoralidade desse aumento ganha destaque no atual cenário de extrema desigualdade. Enquanto a maioria dos cidadãos luta contra o desemprego e a falta de perspectiva, a classe política se beneficia de privilégios que, embora legais, são eticamente questionáveis.

Essa situação é um lembrete de que a sociedade precisa fortalecer sua atuação como fiscalizadora do poder público. Os vereadores foram eleitos para servir ao povo, e não para atender a interesses próprios. A cobrança por moralidade e ética no exercício do mandato é um direito da população e deve ser exercida com vigor, especialmente em contextos como o de Jeremoabo.

O futuro da cidade depende de lideranças que compreendam a urgência de enfrentar os desafios sociais e econômicos. Enquanto isso, a postura dos vereadores reforça a importância de escolher representantes que priorizem o coletivo, e não os benefícios individuais, principalmente em tempos de crise.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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