quarta-feira, maio 18, 2022

Fala de oligarca russo reforça a suspeita de que Putin tem câncer terminal

 





O oligarca teve relações muito próximas com Putin e não sabia que estava sendo gravado. "Todos esperamos que Putin morra de câncer ou de alguma intervenção interna em Moscou, para poupar a Rússia de mais infortúnios", disse ainda o antigo contato próximo de Putin:.

“Ele arruinou completamente a economia da Rússia, da Ucrânia e muitas outras. O problema é com a cabeça. Um maluco pode virar o mundo de cabeça para baixo.” Na semana passada, a New Lines Magazine - revista americana focada em assuntos internacionais - publicou trechos da gravação de uma conversa com um oligarca ligado ao Kremlin, que confirmariam as suspeitas de que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sofre de um câncer terminal.

Segundo a revista, o oligarca, que teve relações muito próximas com Putin, não sabia que estava sendo gravado. "Todos esperamos que Putin morra de câncer ou de alguma intervenção interna em Moscou, para poupar a Rússia de mais infortúnios", disse ainda o antigo contato próximo de Putin, que não foi identificado.

As sondagens sobre uma possível doença grave existem há anos. Com a invasão da Ucrânia, as suspeitas aumentaram e ganharam ainda mais repercussão na internet e nos meios de comunicação. De acordo a fala publicada pela New Lines, Putin sofre de um câncer de sangue.

Outras fontes sugerem que Putin tem um tumor na tireoide. Em abril, o jornalista Roman Badanin, do meio de comunicação russo Proekt e refugiado nos Estados Unidos, disse ao canal francês BFMTV que existem evidências da doença há anos. "Nossas investigações não confirmam o câncer na tireoide, mas Putin está rodeado de médicos há cinco ou sete anos".

Ainda de acordo com o jornalista russo, "cada vez que Putin vai a algum lugar, um dos acompanhantes mais frequentes é um médico especialista nesse tipo de câncer". Nos últimos quatro anos, esse profissional da saúde teria estado ao lado do líder russo cerca de 35 vezes e outros otorrinolaringologistas estiveram no gabinete quase 60 vezes.

Existem suspeitas também de Doença de Parkinson

No mês passado, viralizou no Twitter um vídeo em que Putin expressaria dores e tentaria controlar a tremedeira nas mãos. Essa seria uma possível evidência de que ele sofre da Doença de Parkinson. Conforme publicou a ex-deputada britânica Louise Mensch, a hipótese havia sido levantada pela primeira vez em 2020. Segundo ela, "fontes ligadas ao governo britânico indicavam que a doença progredia rapidamente".

Em novembro de 2020, o opositor a Putin Valery Solovei informou ao tabloide sensacionalista britânico The Sun que Vladimir Putin sofre, ao mesmo tempo, de câncer e Doença de Parkinson. De acordo com Solovei, o líder russo passou por uma cirurgia em novembro daquele ano.

Segundo o investigativo Proekt, o chefe de estado russo teria desaparecido do radar outras cinco vezes desde que está no comando do Kremlin: em novembro de 2012, em março de 2015, em agosto de 2017 , em fevereiro de 2018 e em setembro do ano passado. Nesses períodos, de acordo com o jornal, as reuniões teriam sido pré-gravadas, para esconder os contratempos do presidente.

Ainda de acordo com a mídia investigativa russa, Putin teria seguido conselhos do Ministro da Defesa, Sergeï Choïgu, fazendo tratamentos alternativos. Um deles seria o banho de sangue de chifre de veado, que serviria para fortalecer o sistema cardiovascular.

Putin fez isolamento radical na pandemia

Mais uma evidência de que Putin sofreria de uma doença grave é levantada por analistas: o líder russo fez um isolamento radical nos dois primeiros anos da pandemia de coronavírus. Ele exigia teste de PCR e em amostras fecais para fazer reuniões e ficava distante cerca de 6 metros de outras pessoas durante os encontros.

Em março, o jornalista Ben Judah, do francês Le Figaro, escreveu que Putin mudou o comportamento em 2020. "Desde o começo da crise sanitária, Putin deixou de se comportar como um macho alfa, ao ar livre, a cavalo ou sem camisa", apontou. "Em vez de demonstrar publicamente seu desdém pela pandemia, fechou-se quase totalmente", completou o jornalista. Segundo ele, esse cuidado seria justificado pelo fato de que Putin sofre de uma comorbidade que pode tornar a infecção por Covid-19 mais grave.

"Putin mudou completamente"

Em fevereiro, Sergueï Jirnov, que fez parte da KGB, assim como Putin, opinou sobre o estado de saúde do presidente russo no canal francês C8. "Ele está inchado. Dizem que ele está doente", fazendo uma referência ao possível uso de cortisona no tratamento de doenças crônicas.

"Minha fonte do Kremlin fala disso há três anos: que ele vai morrer, que está doente. Mas faz três anos que ele está lá, então nós desconfiamos disso", finaliza. O governo russo sempre negou oficialmente a existência de uma doença grave em Putin.

O ex-oficial da CIA John Sipher disse à New Lines que disseminar a informação sobre uma possível doença grave de Putin pode ser apenas uma estratégia do Kremlin. “O instinto deles é mentir e espalhar desinformação por um lado, e então essa conversa pode ser um esforço para desviar a atenção”, opinou Sipher

Gazeta do Povo (PR)

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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