sábado, março 07, 2026

Editorial – A pior imprensa é aquela que manipula e omite informações.

 

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Editorial – A pior imprensa é aquela que manipula e omite informações.

Por José Montalvão

Há uma frase que sintetiza um dos maiores perigos para qualquer democracia: a pior imprensa não é a que erra, mas a que manipula e omite informações. O erro pode ser corrigido; a manipulação deliberada, porém, corrói silenciosamente a confiança pública e distorce a compreensão da realidade.

O jornalismo tem uma função essencial: informar com precisão, contextualizar os fatos e permitir que o cidadão forme seu próprio juízo. Quando essa missão é abandonada, a imprensa deixa de ser instrumento da democracia e passa a ser instrumento de interesses políticos, econômicos ou ideológicos.

Uma das formas mais sofisticadas de manipulação não é a mentira direta, mas a omissão seletiva. Ao ocultar informações relevantes, excluir perspectivas divergentes ou destacar apenas determinados aspectos de uma notícia, cria-se uma narrativa incompleta que leva o público a conclusões distorcidas. Em muitos casos, não se trata de inventar fatos, mas de escolher quais fatos serão mostrados e quais serão escondidos.

As consequências desse comportamento são profundas. A difusão de informações parciais pode alterar a opinião pública, gerar pânico, destruir reputações e influenciar decisões políticas e econômicas. Ao mesmo tempo, quando a população percebe que há uma distância entre o que é noticiado e o que de fato ocorre, instala-se uma grave crise de credibilidade na imprensa.

Esse fenômeno pode ser observado em diversos episódios recentes da vida pública. O caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o rombo bilionário associado ao sistema financeiro que orbitava o banco Master é um exemplo ilustrativo. A nova prisão do empresário recebeu ampla cobertura da mídia, destacando o aspecto policial da operação, o modus operandi da quadrilha e as apreensões realizadas pela Polícia Federal.

No entanto, o contexto político do caso recebeu tratamento bem diferente.

É público que governadores e políticos ligados a setores da direita e do chamado Centrão tiveram relações com o banco ou tentaram salvá-lo por meio de investimentos de fundos de pensão estaduais, mesmo diante de alertas técnicos. Também surgiram informações sobre parlamentares e figuras políticas citadas em agendas e contatos associados ao esquema.

Contudo, essas conexões políticas raramente receberam o mesmo destaque dado ao escândalo financeiro em si.

A pergunta que muitos fazem é inevitável: qual seria o tratamento dado pela grande mídia se os nomes envolvidos fossem majoritariamente ligados à esquerda ou ao governo federal?

Se fotografias, agendas ou doações financeiras vinculassem o escândalo a figuras progressistas, é difícil imaginar que o noticiário se limitaria ao aspecto policial do caso. Provavelmente haveria manchetes, editoriais inflamados e pressão política intensa.

Essa seletividade revela um problema estrutural: a narrativa jornalística pode ser moldada por interesses e disputas de poder.

O lendário editor e fundador do Prêmio Pulitzer, Joseph Pulitzer, alertava para esse perigo há mais de um século. Ele descreveu o ciclo de degradação da imprensa quando ela abandona o compromisso com a verdade: primeiro torna-se cínica, depois mercenária, em seguida demagógica e, por fim, corrupta. Nesse processo, a imprensa deixa de educar o público e passa a deformar o senso crítico coletivo.

Quando a informação vira produto e o cidadão vira apenas consumidor, o objetivo deixa de ser a verdade e passa a ser a confirmação de preconceitos, o sensacionalismo e a disputa por audiência. A notícia perde profundidade e vira espetáculo.

É claro que o problema da desinformação não está apenas nos grandes veículos. Fake news, redes sociais e campanhas organizadas de desinformação também contaminam o debate público e são frequentemente usadas para desacreditar jornalistas e instituições.

Mas isso não absolve a imprensa tradicional de suas responsabilidades. Pelo contrário: quanto maior o poder de influência, maior deve ser o compromisso com a verdade, a contextualização e a transparência.

Uma imprensa que seleciona fatos de acordo com conveniências políticas não fortalece a democracia — ela fragiliza a confiança social e cria um ambiente propício à manipulação.

Uma sociedade livre precisa de uma imprensa livre, mas também honesta, plural e responsável. Porque quando a informação é manipulada, quem perde não é apenas a verdade — é o próprio cidadão.

E quando o povo deixa de confiar na imprensa, abre-se um vazio perigoso: o espaço onde prosperam a mentira, o extremismo e a manipulação.

A história mostra que uma imprensa degradada não forma um povo crítico; forma um público manipulável.

E nenhuma democracia sobrevive por muito tempo assim.

José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025




JN E A NOTÍCIA PELA METADE

Angela Carrato 


Desde cedo e ao longo desta quarta-feira (4/3), todos os portais e edições de TV deram destaque à  nova prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, de seu cunhado, Fabiano Zettel, e à descoberta, pela Polícia Federal, de mais um IPhone e do esquema  que revelou o modus operandi da quadrilha.

É público que esta turma deu um rombo de R$ 50 bilhões em quem investiu no Master e nas outra sete fintechs que integravam o seu sistema. 

Todas e o próprio Master liquidadas extrajudicialmente pelo Banco Central.

A primeira prisão de Vorcaro aconteceu em 17 de novembro do ano passado, quando tentava fugir em um de seus jatinhos de muitos milhões de dólares  para Malta.

Era público, mesmo que bastante minimizado pelo JN, que governadores de extrema-direita como Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, e Clecio Luis, do Amapá tentaram ajudar o amigo investindo milhões dos fundos de pensão de funcionários de seus Estados no Master, apesar de todas as recomendações técnicas em contrário. Ou seja: estes governadores fizeram de tudo para salvar o Master.

A "Turma", como era chamada a gangue de Vorcaro, no entanto, divulgou e pagou para que fosse divulgado que, entre os políticos que trabalhavam para o Master, estavam figuras progressistas ou ligadas ao governo Lula, como os ex-ministros Ricardo Lewandowiski e Guido Mantega. Divulgaram igualmente que  Viviane, a esposa do ministro do STF, Alexandre de Moraes, tinha um contrato milionário com o banco. O que valeu para acusarem o ministro de, em função disso, tentar salvar o Master.

Até  onde se sabe, o tal contrato, sem assinatura, portanto uma minuta, estava num dos celulares de Vorcaro. 

Foi o que bastou para que penas de aluguel do Grupo Globo decretassem que Moraes teria que renunciar ao STF.

Por que estou recordando isso agora?

Porque o JN cobriu a nova prisão de Vorcaro e sua "turma" sem fazer as necessárias ligações políticas. 

Cobriu como um caso de ganguesterismo - o que sem dúvida é  - mas omitiu propositadamente o fato dele envolver diretamente políticos do Centrão  e a extrema-direita bolsonarista.

A título de exemplo, qual seria a chamada do JN nesta edição, se a foto do filho de Lula, Fábio Luiz, e não o de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à  presidência da República, aparecesse ao lado de Vorcaro e do Careca do INSS?

Qual seria a manchete se os 21 nomes de parlamentares que foram encontrados na agenda do IPhone de Vorcaro fossem todos do PT ou de partidos progressistas e não de agremiações de direita?

Entre os nomes estavam lá o atual e  ex-presidente da Câmara dos Deputados, respectivamente, Hugo Motta e Arthur Lira, e  três parlamentares mineiros, Álvaro Antônio, Paulo Abi-Ackel e Nikolas Ferreira.

A presença de Nikolas nesta lista só  reforça a ligação dele com os rolos da campanha derrotada de Jair Bolsonaro para a reeleição  em 2022. 

Nikolas fez inúmeras viagens em jatinhos de Vorcaro durante a campanha, não prestou conta de nada à Justiça Eleitoral e diz não  saber de quem eram as aeronaves.

No mínimo, cometeu crime eleitoral, passivo de cassação.

Mas a cereja do bolo é o fato de Zettel, ter dado R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro e R$ 2 milhões para a do hoje governador de São  Paulo, Tarcísio de Freitas.

Se a doação tivesse sido para Lula, o mínimo que o JN e a mídia corporativa teriam manchetado é: Lula recebeu dinheiro do esquema corrupto do Master. E, claro, os pedidos de impeahment choveriam.

Por que uma manchete deste tipo não aparece em relaçã a Bolsonaro ou Tarcísio?

Disposta a tudo fazer para evitar a reeleição de Lula, esta mídia preserva tanto Flávio Bolsonaro, quanto Tarcísio.

Prova disso é  que o JN mostrou a operação da Polícia Federal sem fazer estas óbvias relações políticas. 

O JN, como o próprio jornal O Globo - a "voz do trono da família Marinho" - deu destaque  para o fato de que um de seus colunistas estava entre os jornalistas ameaçados pela "turma" do Vorcaro.

Pior ainda. 

Deu sem qualquer questionamento que o encarregado pelo trabalho sujo, o policial aposentado Luiz Phillipi Mourão,  apelidado de Sicário, suicidou-se na Superintendencia da Polícia Federal em Belo Horizonte, horas após ser preso. Oficialmente ele se enforcou com uma camiseta.

Você acredita nesta história? 

Eu não.  

Sicário poderia fazer delação  premiada e conseguir uma pena bem leve a partir de tudo o que sabia. 

Não por acaso é fato que Vorcaro, Zettel e Nikolas têm em comum pertencerem à  Igreja da Lagoinha.

Passou da hora da Igreja da Lagoinha ser devidamente investigada.

Ela tinha inclusive uma fintech, a Clava Forte, fechada tão logo o escândalo de corrupção do Master veio à tona.

De novo - e sempre é  importante repetir  - se Lula ou políticos de esquerda fossem de uma mesma Igreja e se ela tivesse uma instituição  financeira metida em todo tipo de falcatrua, como seria a manchete do JN?

Ao se prender ao meramente factual, ao dia de hoje, sem qualquer contextualização, sem lembrar dos aspectos políticos que citei, o JN passa pano para a extrema-direita e, de quebra, tenta posar de mocinho, a partir da violência que o colunista do Grupo Globo poderia ser alvo e que estava registrado nas articulações, apreendidas.

Como Vorcaro tem no mínimo outros seis celulares, é  de se esperar que novas ações e articulações desta milícia ainda venham à  tona.

Como último exemplo, vale lembrar que na terça-feira, ao não conseguir blindagem para a turma do fundo de pensão do Amapá,  o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, manteve o inegavelmente fraudado resultado da votação que aprovou a quebra do sigilo do filho do presidente Lula, Fábio Luiz.  

O assunto sequer foi citado pelo JN.

O mínimo a se esperar agora é que o sigilo de Flávio Bolsonaro também seja quebrado.

A campanha suja da mídia contra Lula, que nunca deixou de existir neste terceiro mandato, agora está  descarada.

Alguém ainda duvida que é só  o começo e que esta mídia tudo fará para tentar jogar a corrupção do Master no colo do governo Lula? 

O nome disso é Lava Jato 2.0.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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