quarta-feira, agosto 21, 2013

O Secretário Municipal de Infraestrutura Pedrinho foi, viu e venceu.



 

Ao iniciar essa matéria quero dizer que,  mesmo não concordando com o modo binário de agir dos vereadores da situação, reconheço que só vi uma oposição propriamente dita quando os mesmo eram oposição ao governo Spencer, fora disso o que vemos é uma meia sola.

Pelo que pude observar o Secretário de Secretário Municipal de Infraestrutura, compareceu a Câmara de Vereadores de Jeremoabo, não disse nada e todos se deram por satisfeito.

Aliás, situação pior do que a Praça do Forró, é a Praça inacabada da Rodoviária, onde o Governado do Estado apresentou ao povo como concluída e o Prefeito Spencer se recusou a receber, não quis embarcar nessa canoa furada.

Porque não cobram de quem de direito, é o dinheiro do povo jogado no lamaçal através do esgoto da corrupção.

A começar os reparos executados  na Praça do Forró, onde tiveram início ainda na administração “tista de  deda”, portanto caso a atual prefeita sua esposa,  tivesse detectado que  seu secretário iria ser submetido a forte bullying, brindaria o mesmo, pois se atirassem merda no ventilador atingiria seu marido o ex-prefeito.

“  A pauta principal era a presença de Pedro Bonfim Varjão, Secretário Municipal de Infraestrutura, atendendo requerimento do vereador Jairo do Sertão, que questionou as obras da Praça do Forró, ainda não acabadas, solicitando explicações sobre estágio atual. O Secretário 

Começou explicando-se que recebera a convocação apenas no dia 14.08, não sendo verdade que ele não queria comparecer, e detalhou o convênio, efetuado em 20.12.2011 com a CONDER, no valor de R$ 300 mil, e que tem como responsável a empresa Cast Engenharia Construtora Ltda. Inicialmente foi repassado o valor de R$ 120 mil, em 16 04 2012, e repassados à empresa em 19.06: 36 mil; 30.08: 61 mil; 29.10: 22 mil. Após prestação de contas desta primeira parcela e fiscalização da própria Conder foi liberado em 31.12 outra parcela de R$ 120 mil. Estes valores ainda não foram integralmente aplicados, sendo gastos R$ 92 mil em 07.02, restando um saldo de R$ 29.889,51, saldo nesta data e aguardando para liberação e apreciação da Conder, já que a Prefeita Anabel pretende conseguir mais recursos para melhoria do projeto previsto, sendo que ainda faltam R$ 60 mil serem liberados para complementação do projeto. Após as explicações, o vereador Jairo deu-se por satisfeito e nenhum vereador fez mais perguntas. ( Fonte: site jeremoabo.com).

Analisando o tópico acima:

Segundo o Secretário Pedrinho o Convênio foi efetuado ou assinado em 20.12.2011, portando ainda na administração “tista de deda”.

Valor do Convênio R$ 300mil cuja beneficiária foi e ainda é a Empresa Cast Engenharia Construtora Ltda.

Pelo que pude entender, a Prefeitura de Jeremoabo em 16.04.2012  recebeu R$ 120.000,00 para repassar a a empresa executante da obra, só que não repassou esse total,  se apoderou em 19.06.2012 de R$ 84.000,00, depois em 30.08.2012  R$ 61.000.00, em 29.10.2012 R$ 22.000,00. Informou também que em 31-12-2012 foi liberado R$ 120.000,00, só que esse valor não foi integralmente gasto, restando  R$ 29.889,51, pois só em 07.02.2013 gastaram R$ 92.000,00., e que para complementação do projeto faltam R$ 60.000.00.

Quero dizer que o leitor e o povo de um modo geral só poderá entender essa conta de chegar se conseguiu uma ajuda do o matemático Oswald de Souza, do contrário é enxugar gelo no seco.

Vamos tentar decifrar alguma coisa desse balaio de gatos.

O Secretário disse que recebeu  R$ 120 000,00 no dia 16.04.2012, só repassou para a Construtora no dia 19.06.2012, assim mesmo a importância muito a menor ou seja R$ 36.000,00.

A pergunta a fazer é: para onde foi esse dinheiro, ficou depositado na conta de quem?

Já que os pagamentos estão sendo aplicados via conta gotas,  essas sobras de dinheiros recebidos e não aplicados estão onde? Entraram em resto a pagar?

Outra pergunta, esse contrato foi por escrito ou de boca, se foi escrito quais as cláusulas contratuais, não existe prazo para o término dessa obra, nem  multa para o retardamento?

Se a obra foi contratada em 2011, pelo visto quando for terminar, já estará  no prazo de fazer outros reparos gerais.

“o vereador Jairo alegou que tinha necessidade de sair em função de ser professor da Rede Pública e o horário está bem avançado, o que esvaziou o debate.

NEGUINHO: falou em união e respeito. e lamentou a saída do vereador, tendo algumas coisas para falar ao vereador mas deixaria para a próxima sessão.” (Fonte: Jeremoabo.com).

No meu entender o vereador Jairo do Sertão nesse final pisou na bola ao se retirar antes do término da sessão, principalmente respaldado na justificativa acima.

Segundo a Lei em vigor  quando o horário é incompatível com o do emprego, o vereador está na obrigação de optar por um ou outro emprego, pois  não só Jairo, mas qualquer vereador, tem um emprego cujo horário da prestação de serviço coincide com o do Cargo de Vereador, ele tem o dever de optar por um ou outro, e tirar licença, ou então pedi para trocar o horário, não pode é um prejudicar o outro, ou receber vencimentos dos dois tendo um horário que não combina. 
 

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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