domingo, agosto 25, 2013

O FORMAL E O DESVIO


Eu estava matutando na noite deste sábado e acessei a Wikipédia para entender o significado da palavra trouxa, encontrando ali o seguinte: "Trouxas" (ou "Muggles", na tradução Inglesa) é um conceito que designa pessoas que não possuem poderes mágicos, não sendo então, bruxos. A palavra trouxa aqui mencionada foi retirada da obra de Harry Porter.
Do que encontrei na Wikipédia passei a fazer um paralelo em algumas situações vividas em Jeremoabo. Como trouxa significa uma pessoa que não tem poderes mágicos, é fácil entender que um ato administrativo aparentando uma forma prevista em lei não tenha valia por desvio de finalidade e ai haverá um trouxa de Harry Porter.  
Em Jeremoabo, na prática, não há oposição no Legislativo Municipal a fiscalizar os atos do Poder Executivo pela grande maioria governista. Aparentemente Jairo do Sertão começou a tomar a posição que deveria ter tomado nos quatro anos anteriores e assim acontecendo estará representando parcela significativa da população de Jeremoabo. De futuro poderá até pensar em voos maiores e tendo uma conduta de oposição poderá vir receber apoio de diversos matizes para o desempenho de seu cargo. Como Vereador, mesmo estando só na Câmara, tem o direito a voz e isso ninguém poderá tomar-lhe. 
Fora da Câmara Beto do Caju vem desempenhando seu papel de oposicionista e já levou ao conhecimento de diversas instituições acontecimentos que revelam descompromisso com a coisa pública em Jeremoabo. De Aracaju com as notícias que lhes são passadas e o que colhe na internet Dedé vem sustentando a curiosidade do seu público que reside na oposição e nas instituições que acompanham os acontecimentos da vida pública.
Um exemplo.  Igor Montalvão acompanhou um cliente do Escritório Montalvão Advogados Associados a uma audiência na Polícia Federal em Juazeiro e em razão do seu sobrenome uma Autoridade Policial presente lhe perguntou qual a relação que tinha com Dedé Montalvao, sendo informado que era sobrinho do titular do jeremoabohoje-Blog. A autoridade lhe disse que acompanhava o jeremoabohoje e assim como Dedé tinha ojeriza aos desvios de conduta e por ele aquele ex-prefeito já estaria na prisão. Não precisa dizer o nome dele né?
Eu estava acessando o Diário Oficial do Município de Jeremoabo e me deparei com o Decreto nº. 001/2013, publicado no dia 08.01.2013, onde a Prefeita Municipal declarava estado de emergência as áreas ali definidas e constantes do croqui de que trata o art. 1º do Decreto.  É fato público e notório que o município de Jeremoabo tem sua localização do semiárido do Estado da Bahia e sofreu os males da seca por três anos. Relevante e necessário foi o Decreto embora as ações mais importantes da Administração no combate a seca fosse a distribuição de suco de laranja e aquisição de 34 veículos novos, salvo engano, um de preço superior a R$ 130.000,00 destinado servir ao gabinete da Prefeita.
 No mesmo Diário Oficial consta o Decreto nº. 002, que no seu art. 1º definiu: “Art. 1º Fica decretado Estado de Emergência no município de Jeremoabo, a partir de 02 de Janeiro de 2013, face a necessidade urgente e emergente de contratação de empresa única especializada em limpeza pública, para a realização simultânea de serviços de significativa relevância para o Município de Jeremoabo.” Ora, contratar empresas para execução de serviços ou obras de combate a seca é uma coisa, porém, contratar empresa sem licitação para serviços de limpeza pública é outra coisa. Quem é partidário da Prefeita sustenta que isso foi necessário porque Pedrinho de João Ferreira deixara a cidade bagunçada e os de oposição sustentam que isso merece uma investigação do Ministério Público. 
Vê-se que a intenção manifestada no Decreto era a contratação de empresa certa e previamente escolhida para execução dos serviços de varrição com dispensa de licitação, a depender apenas da conveniência político-administrativa exclusivo da Prefeita. Posteriormente foi contratada  com dispensa de licitação a empresa CONSTRULOK Transportes e Incorporações Ltda-ME ao custo de R$ 310.088,82 para um período de 60 dias. Dispensa nº. 101/13. Contrato Adm n. 020/13. Objeto: Prestação de serviços de limpeza pública em caráter emergencial.
Vamos acender o debate. Em artigo de minha autoria que foi publicado na Gazeta Juris, revista imprensa de circulação nacional e em diversos sites jurídicos, sob o título DISPENSA DE CITAÇÃO eu afirmei que se instalara a indústria do cataclismo por decreto. O Dr. Luiz Cláudio Barreto Silva no artigo CATACLISMO POR DECRETO: A AFRONTA AO PRINCÍPIO DA MORALIDADE, ao fazer remissão ao meu artigo escreveu: "A mentira iluminada pela inteligência tem um esplendor que a verdade não possui". Essa manifestação do saudoso poeta Carlos Drummond de Andrade retrata lamentável prática que vem sendo adotada em numerosos municípios. Sob falso argumento de situação de urgência, calamidade não menos numerosos decretos são editados burlando, por meio desses artifícios o rigor da dispensa licitação[1] pública, previsto na Lei nº. 8.666, de 21 de junho de 1993.”
A Constituição Federal determina que em se tratando de contratação de obras, serviços e alienação de bens se adote procedimento licitatório. A  Lei nº. 8.666/1993 somente prevê a dispensa nas hipóteses do inciso IV do art. 24. Para que seja dispensada a licitação, exigem-se os seguintes requisitados: a) estado de emergência ou calamidade pública, fato natural; b) demonstração concreta e efetiva da potencialidade do dano e a demonstração de que a contratação é a via adequada e efetiva para eliminar o risco, necessidade de atendimento.
Vamos contribuir para o debate e o aperfeiçoamento dos institutos jurídicos. Se apreciada a contratação pelo Ministério Público ou diretamente pelo Poder Judiciário e a contratação da CONSTRULOK se disser OK, significa que os agentes públicos não são os “trouxas de Harry Porter”, são verdadeiros como os bruxos.  Se houver entendimento contrário os agentes públicos envolvidos poderão responder por ato de improbidade administrativa e crime de responsabilidade, para o Prefeito e os demais responderão por improbidade e o crime do art. 89 da lei das Licitações que prevê: “Art. 89. Dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade: Pena - detenção, de 3 (três) a 5 (cinco) anos, e multa.”
A legalidade ou ilegalidade da contratação da CONSTRULOK poderá ser constada por pronunciamento do TCM – BA em processo de denúncia, como poderá haver representação ao Ministério Público para investigação civil e criminal, ou o cidadão poderá questionar o ato por meio de Ação Popular proposta no juízo da Vara da Fazenda Pública em Jeremoabo. Revestido o ato de legalidade, a empresa de Contabilidade contratada e o Departamento Jurídico do município deixará um legado substancial para o operador do direito público, agentes políticos ou não.
Paulo Afonso, 24 de agosto de 2013. 

Fernando Montalvão. montalvao@montalvao.adv.br
Tit. Escritório Montalvao Advogados Associados.
www.montalvao.adv.br
Foto: CAOS NA REDE

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ILUSÕES DA VIDA
Francisco Otaviano
Quem passou pela vida em branca nuvem,
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu.
 (Colaboração enviada por Paulo Peres - site Poemas & Canções)




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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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