sexta-feira, agosto 30, 2013

Além do sentimento de vergonha


Carlos Chagas 

Livro-bomba revela como FHC comprou sua reeleição

 

‘Não somos escravos do dinheiro’, diz médico cubano que atuará em Jeremoabo

‘Não somos escravos do dinheiro’, diz médico cubano que atuará em Jeremoabo
Foto: Divulgação
Os 63 médicos estrangeiros que vão trabalhar na Bahia pelo programa Mais Médicos tiveram o primeiro contato nesta sexta-feira (30) com prefeitos e secretários de saúde dos 28 municípios onde vão atuar. O encontro ocorreu na Universidade Aberta do SUS (Una-Sus), em Salvador, onde os profissionais recebem aulas de fundamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e de língua portuguesa. Entre os escolhidos para o programa na Bahia, o médico Ivan Ahmed Bouyon Albarran, um dos 50 cubanos na Bahia, comentou sobre as manifestações contra a chegada dos médicos de seu país. “Não nos qualificamos como escravos, aliás, pode ser. Somos escravos da alma, da solidariedade”, disse o médico que vai para Jeremoabo, no nordeste do estado. Segundo o secretário de Sáude do Estado, Jorge Solla, de 2013 a 2014, vão ser investidos R$ 500 milhões para reforma de mais de mil unidades de saúde e ampliação de mais de 800. O titular da pasta ainda informou que até o final deste ano o estado deve criar mais de mil novos postos de saúde na Bahia. No evento, o deputado Marcelino Galo (PT) lembrou que os profissionais de Cuba, contratados via acordo do Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), vieram para as cidades onde não houve inscrição de médicos brasileiros.

 

Prefeitura que demitir médicos para burlar governo será punida

  

Um governador sem máscara


Sebastião Nery

 

justica
Não incide contribuição previdenciária sobre funções comissionadas e cargos em comissãoO TRF da 1.ª Região ratificou o entendimento de que não incide contribuição previdenciária sobre retribuição pelo exercício de função de direção, chefia e assessoramento. A decisão unânime foi da 8.ª Turma do Tribunal ao examinar apelações interpostas pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus/DF) e pela Fazenda Nacional contra sentença que julgou parcialmente procedente pedido dos representados pelo Sindicato para que a Fazenda Nacional pare de descontar a referida contribuição

 

Estupro na mineração

 

E se Barbosa ganhasse um salário mínimo?

 

















Após Donadon, Congresso pode virar alvo de protestos de 7 de setembro

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Mas que sorte da Síria, hein?




Mensalão: Supremo já rejeitou recursos de 19 réus, incluindo José Dirceu


André Richter e Heloisa Cristaldo
Agência Brasil




El Paìs: Médicos cubanos são bodes expiatórios no Brasil

Jornal critica atitudes de médicos brasileiros


Sucos elevam risco de diabetes

Senador boliviano no Brasil
cogita pedir asilo a outro país


Prefeitos vão demitir médicos para receber equipes do governo

 

Para advogado, "parlamento perdeu a noção do bom senso"

Tributarista quer impostos mais pesados para ricos


Especialista lamenta falta de "cidadania tributária" e sugere aumento de alíquota do Imposto da Herança
Professor da UnB diz que quase 160 milhões de brasileiros que ganham até R$ 1.019 mensais pagam 53,7% do que recebem em impostos. Enquanto isso, quem tem rendimento acima de 30 salários mínimos contribui com 26% da renda
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Aborto, um debate interrompido no Congresso

Nos jornais: caso Natan Donadon deve agilizar fim do voto secreto

Projetos aumentam salários do PGR e do STF para R$ 30,6 mil

Igreja quer vetar enterro de cães e gatos em cemitérios

 

Luciana Gimenez mostra na revista "GQ" que ainda tem muito charme A apresentadora diz que tem tesão por homem poderoso Em ônibus, profissionais do Mais Médicos que deverão trabalhar no Estado
Boneco do Homem-Aranha em cima de tampa de galeria na Bela Vista, no centro Alojamento da USP onde ex-aluno atirou Pato, Guerrero e Paulo André posa para uma foto de sunga, dentro de baldes de gelo

Teto do INSS
deve passar a
R$ 4.396 e salário mínimo a R$ 722

 
 

Câmara, um poder corrupto e apodrecido

por Samuel Celestino
De pouco adianta o PSDB e o PPS acionar o Supremo Tribunal Federal para pedir a anulação da sessão que referendou o mandato enlameado e corrompido do prisioneiro da Papuda, deputado Donadon,  integrante de uma Câmara dos Deputados entulhada de canalhas que, juntamente com o Senado de Renan Calheiros, forma o que de mais podre existe nesta República tropical. A Câmara é um amontoado de corruptos, com as exceções de praxe, daí porque reuniu maioria suficiente para salvar o mandato do colega condenado a 13 anos de prisão. Dificilmente o STF acatará o pedido porque a sua parte ele já fez e, na primeira etapa do julgamento do mensalão, muito se discutiu sobre a cassação dos parlamentares condenados. A Câmara tomou posição contrária à pretensão da corte e disse que a questão competia a ela decidir, e não ao Supremo. O ministro Marco Aurélio, em pronunciamento curto sobre o caso Donadon, riu da Câmara e afirmou que uma condenação determina, de imediato, a suspensão dos direitos políticos do condenado. A situação da Câmara dos Deputados chegou ao extremo da safadeza e desrespeito à cidadania. Não surpreende. Agora, diante da repercussão negativa, justo quando os movimentos das ruas dela exigia seriedade e mudanças imediatas na forma de agir, passou a prometer medidas rápidas para colocar um ponto final no voto secreto, isso já na próxima semana. Coisa nenhuma. De há muito se discute o fim do voto secreto para que a população acompanhe o procedimento  e a atuação dos seus parlamentares e representantes. O projeto rolou pelas gavetas e nunca entrou em pauta. A Câmara está envolvida no medo de que haja, nas próximas eleições – e isso deve ser feito – uma varredura para a mudança de grande parte dos seus atuais integrantes, embora seja impossível vassourar todos os corruptos. Se atingir a Câmara, atingirá também o Senado, que será renovado em um terço. O Congresso Nacional é uma vergonha, uma excrescência, um poder apodrecido ao longo do tempo, mal cheiroso, sem ética e sem moral. É o um dos poucos, senão o único colegiado legislativo que tem uma “excelência” tão ou mais criminosa dos que seus pares (da Papuda) a ser chamado de “nobre prisioneiro”.
 
















IBGE estima população de AL em 3.300.938

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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