O advogado Nélio Machado, que defende Daniel Dantas, sócio do Grupo Opportunity, divulgou nota nesta terça-feira (2/12) afirmando que a condenação do banqueiro era previsível e inevitável. “O magistrado — cuja suspeição foi apontada desde cedo pela defesa — acabou agindo exatamente como se esperava. Sua inclinação era pública e notória”, afirma Nélio Machado.Para o advogado, que afirmou que vai pedir a anulação do julgamento, o processo decidido pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, é “absolutamente nulo”. Segundo Machado, a defesa de Dantas foi cerceada, as provas foram fraudadas e o magistrado impediu a perícia que mostraria a improcedência da ação.O juiz Fausto De Sanctis condenou Daniel Dantas a dez anos de prisão por tentativa de suborno a agentes federais. Dantas, Humberto Braz e Hugo Chicaroni são acusados de corrupção ativa por tentativa de suborno a policiais federais durante a operação Satiagraha. Durante a operação, mais de R$ 1 milhão foram encontrados na casa de Chicaroni, dinheiro que a PF acredita ser do Opportunity e que serviria para pagar propina a um delegado da PF para retirar nomes das investigações.Leia a seguir a íntegra da nota do advogado Nélio Machado:A defesa de Daniel Valente Dantas afirma que o processo julgado pelo juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo é absolutamente nulo.Não houve o crime atribuído ao meu constituinte; sua defesa foi cerceada, as provas são fraudadas e o magistrado impediu a perícia indispensável à demonstração da improcedência da acusação.A sentença desconsiderou a defesa como também no decorrer da ação penal indeferiu todos os seus requerimentos, desprezando as denúncias de práticas abusivas e ilegais evidenciadas também pela participação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que não tem nenhuma atribuição constitucional ou legal para atuar em investigação penal.O magistrado — cuja suspeição foi apontada desde cedo pela defesa — acabou agindo exatamente como se esperava. Sua inclinação era pública e notória.Não foi surpresa a condenação. Esse era o objetivo e não o julgamento e muito menos a Justiça.O Estado Democrático de Direito não se compatibiliza com julgamentos arbitrários e ilegais, pois todos já sabiam do inevitável desfecho diante de um juiz suspeito.A defesa já recorreu pedindo a anulação do julgamento.Nélio Machado
Fonte: Última Instância
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