SÃO PAULO - A Polícia Civil começa a rastrear hoje pagamentos feitos pelo padre Júlio Lancellotti à quadrilha acusada de extorqui-lo e as compras realizadas pelos criminosos. O objetivo do delegado André Luiz Pimentel, do Setor de Investigações Gerais (SIG) da 5ª Seccional, é verificar se as informações fornecidas por Anderson Marcos Batista são verdadeiras.
Ex-interno da Febem (atual Fundação Casa), Batista foi preso na noite de sexta-feira com a mulher, Conceição Eletério, e Evandro dos Santos Guimarães. Ele disse que recebeu entre R$ 600 mil e R$ 700 mil do padre, que teria dado o dinheiro espontaneamente porque os dois mantinham um relacionamento sexual.
Em seu primeiro depoimento à polícia, Batista disse ter ido com o padre a uma agência bancária do Santander/Banespa da Avenida Celso Garcia, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, para sacar R$ 40 mil, em outubro ou novembro de 2006. Também afirma ter comprado carros e uma televisão, nas Casas Bahia, com o dinheiro que recebeu.
"Está claro que esse rapaz tinha vida incompatível com seus ganhos", disse Pimentel. "Vamos checar se essa e outras movimentações financeiras ocorreram e a origem do dinheiro." No sábado, ao anunciar a prisão dos acusados, Pimentel disse que pretende pedir à Justiça a quebra de sigilo bancário do padre. Ele descartou a possibilidade de desmembrar o inquérito para apurar novas denúncias - Batista acusa o padre de ter abusado sexualmente dele quando era interno da Febem.
A partir de hoje, a Procuradoria Geral de Justiça deverá indicar um promotor para acompanhar o caso. "Já há um promotor natural", disse o procurador-geral, Rodrigo César Rebello Pinho. "Vou analisar a questão amanhã (hoje)." Ao contrário do que costuma fazer, Lancellotti não celebrou a missa de domingo na Paróquia São Miguel Arcanjo, no Belém, na Zona Leste. A cerimônia das 7h30 foi conduzida pelo padre João Batista, da Paróquia Santa Rita de Cássia, do Pari. Mas, em diversos momentos, houve menções ao caso de Lancellotti. "A justiça de Deus é diferente da dos homens. Vamos trazer as dores do padre Júlio aos nossos corações", disse o sacerdote.
Ao fim da missa, fiéis afirmaram seu apoio e solidariedade a Lancellotti. O padre Júlio saiu de casa, na Rua Irmã Carolina, no Belém, pela manhã e voltou às 9 horas. Mais magro, tinha o semblante abatido. As janelas do sobrado branco onde ele mora com a mãe, de 84 anos, ficaram fechadas. Às 12h10, o bispo dom Pedro Luís Stringhini esteve no local para mostrar solidariedade.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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