quarta-feira, outubro 29, 2025

Futuro da proteção vegetal inovadora é ‘ensinar’ as plantas a se protegerem



Por Mariana Yama, engenheira agrônoma pela Universidade Estadual Paulista, especialista em fisiologia vegetal, nutrição e desenvolvimento de plantas pela Universidade de São Paulo (USP) e gerente de biocontrole da UPL Brasil 
 
Produzir mais com menos impacto ambiental tornou-se um dos dogmas da agricultura moderna. Os produtores rurais buscam cada vez mais novas formas de fortalecer a defesa das plantas, mantendo o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade. Na UPL, gostamos de chamar esse processo de “reimaginar a sustentabilidade”. Nesse cenário, a combinação entre ciência e tecnologia assume papel de protagonista, desenvolvendo soluções que ajudam as plantas a expressarem todo o seu potencial produtivo, mesmo sob condições adversas. 
 
Entre as inovações mais recentes, destaca-se uma tecnologia capaz de ativar o sistema imunológico natural das plantas, tornando-as mais preparadas para reagir ao ataque de patógenos e a outros tipos de estresse. Essa tecnologia é conhecida como “indutora de defesa”. 
No mercado existem variados ativos que ativam o sistema de resistência das plantas, sendo o sistema de resistência adquirido, ativado após o contato com a doença, e o sistema de resistência induzido, ativado por microrganismos benéficos. Porém, antes que seja desencadeada a resposta de algum dos sistemas de resistência, existe uma primeira camada de defesa, onde há uma rede de receptores que são ativados a partir do reconhecimento de padrões moleculares, que são responsáveis pelo balanço das ativações entre os sistemas. 
 
Esse processo, conhecido como ativação basal do sistema imunológico, cria uma espécie de memória imunológica, pelo qual a planta “aprende” com o estímulo e responde de forma mais veloz e eficaz quando exposta novamente a uma condição de estresse. Essa ativação não interfere negativamente no metabolismo nem compromete o rendimento final, refletindo-se em melhor desempenho produtivo. É assim que funciona Luminus, recém-lançado pela UPL Brasil, após parceria com a Elemental Enzymes. 
 
Esse desenvolvimento está alinhado com as necessidades atuais do campo, especialmente diante das mudanças climáticas cada vez mais intensas observadas a cada safra, do aumento da pressão de doenças foliares e da busca constante do produtor por maior eficiência operacional. Nesse contexto, é fundamental contar com soluções biológicas cada vez mais eficazes. A tecnologia de Luminus se destaca por promover plantas mais responsivas ao ataque de doenças foliares, principalmente no controle de manchas-foliares, como Septoria e Cercospora na soja, além de mancha-branca e ferrugem no milho. Tudo isso aliado à facilidade operacional, compatibilidade com outros insumos químicos, baixa dosagem e segurança nos resultados. 
 
Isso não é tudo: o produto é totalmente biológico, não deixa resíduos tóxicos e é altamente biodegradável – consequentemente, seguro tanto para o meio ambiente quanto para plantas, animais e humanos. 
 
Dessa forma, a UPL reforça mais uma vez o compromisso com a inovação, inaugurando a mais nova geração de biológicos, uma molécula bioquímica de alta estabilidade, sem organismos vivos, que oferecem ação rápida e precisa. Luminus é tão inovador que, para ele, foi criada uma categoria nova no Fungicide Resistance Action Committee (FRAC) Global 2025, comitê internacional responsável por classificar os modos de ação de ingredientes ativos e há expectativa de que o FRAC-BR também atualize em breve. 
 
Historicamente, a UPL tem sido pioneira em fungicidas. Há uma década, a UPL criou os chamados multissítios, com Unizeb Gold, sendo líder nessa categoria desde então. Com Luminus, damos sequência a essa história de pioneirismo e compromisso com a agricultura, posicionando um produto com base de um exclusivo peptídeo foliar, inovação que está à frente do que predomina no mercado atualmente. Mais do que controlar doenças (como manchas foliares em soja e milho), queremos estimular o equilíbrio fisiológico. Em outras palavras, o objetivo é traduzir essa linguagem técnica em alta produtividade, alta qualidade e menor impacto ambiental. 

Obrigada,

Viviane Passerini

Texto Comunicação Corporativa

viviane@grupotexto.com.br

(+55) 11 93221-0828

grupotexto.com.br

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas