quinta-feira, novembro 13, 2025

A CORRUPÇÃO QUE SE ESPALHA PELOS TRÊS PODERES — E O CLAMOR POR UM BRASIL MAIS ÍNTEGRO

 

Nota da redação deste Blog -  A CORRUPÇÃO QUE SE ESPALHA PELOS TRÊS PODERES — E O CLAMOR POR UM BRASIL MAIS ÍNTEGRO

Por mais que tentemos não generalizar — e não devemos nunca fazê-lo — é impossível negar que a corrupção e a improbidade administrativa infiltraram-se de maneira preocupante nos três poderes da República. Como bem destacou o radialista Júnior de Santinha, vivemos tempos em que o mau exemplo parte justamente de quem deveria ser guardião da lei, da moral e do patrimônio público.

No Executivo, o cenário é revelador. Ministros, ex-ministros, agentes políticos e até ex-presidentes foram presos, respondem a processos ou desfilaram recentemente com tornozeleiras eletrônicas, como se fosse mero acessório da vida pública. Casos envolvendo gestores do INSS, além de uma verdadeira centena de executivos e operadores do poder, consolidam a sensação de que a corrupção virou agenda institucionalizada em algumas esferas.

No Legislativo, a “moda” agora é a corrupção travestida de legalidade: emendas parlamentares usadas de forma obscura, verbas manipuladas sem transparência, e acordos nos bastidores que sangram os cofres públicos enquanto enfraquecem a democracia. São maracutaias que, apesar de muitas vezes não aparecerem nas manchetes, geram impacto direto na vida da população, desviando recursos que deveriam chegar ao cidadão em forma de saúde, educação e infraestrutura.

No Judiciário, o poder que deveria ser o farol da justiça e o último bastião da ética, a situação não é menos grave. Hoje mesmo, a imprensa noticiou que um desembargador da Bahia, alvo da Operação Faroeste, foi “agraciado” com aposentadoria compulsória — uma punição que, para muitos, soa mais como prêmio. No alto escalão, casos assim corroem a confiança da população em quem deveria zelar pela Constituição.

E se olharmos para a base da pirâmide, a realidade não é menos preocupante. O próprio Corregedor-Geral da Justiça já denunciou a existência dos “juízes TQQ” — magistrados que deveriam residir na comarca em que atuam, mas que só aparecem de terça a quinta-feira, contrariando frontalmente o princípio da residência obrigatória previsto em lei. Uma distorção que prejudica o andamento dos processos, desacredita a instituição e prejudica a população que precisa de decisões rápidas e presenciais.

Felizmente, há mecanismos de controle. As corregedorias, tanto as dos Tribunais de Justiça quanto a Corregedoria Nacional de Justiça, têm o dever e a prerrogativa de investigar, apurar e punir essas irregularidades. Por meio de correições, inspeções e procedimentos disciplinares, podem aplicar sanções, corrigir rumos e resgatar a credibilidade das instituições.

Mas a verdade é que, apesar desses mecanismos, o sistema ainda carece de coragem, independência e transparência. Enquanto houver interesses políticos protegendo culpados, punições brandas que mais premiam do que penalizam, e o medo constante de represálias contra quem denuncia, a impunidade continuará sendo a melhor amiga da corrupção.

O Brasil não precisa de salvadores, mas de instituições sólidas, cidadãos vigilantes e moralidade pública. Como lembra Júnior de Santinha, a imprensa — especialmente a independente — cumpre papel fundamental nesse processo, revelando o que muitos tentam esconder e reforçando que o jornalismo investigativo ainda é uma das maiores ferramentas de combate à injustiça.

Se quisermos um país mais íntegro, é preciso cobrar, fiscalizar e denunciar. O combate à corrupção não pode ser bandeira de um poder ou de um grupo, mas compromisso coletivo. Só assim deixaremos de engolir a velha frase “é assim mesmo” e passaremos a construir um Brasil que seja realmente digno de seu povo. 


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