quarta-feira, fevereiro 28, 2024

Árabes e Judeus pela Paz protestam em frente à Globo contra cobertura pró-Israel - Dois anos após o início da guerra, o Ocidente está totalmente paralisado - Era do domínio global do Ocidente chegou ao fim e muito mais....

 

Árabes e Judeus pela Paz protestam em frente à Globo contra cobertura pró-Israel

26/02/2024 Por 

Manifestantes no Rio carregavam cartazes dizendo: “Globo fascista”, “Boicote rede esgoto” e “Capacho sionista”. O coletivo Árabes e Judeus pela Paz, que reúne membros da comunidade local e aliados em movimentos negros, populares e sindicalistas realizaram neste domingo (25) um ato no Rio de Janeiro contra a cobertura da imprensa corporativa sobre a guerra genocida … Ler mais

Dois anos após o início do SMO – Operação Militar Especial, o Ocidente está totalmente paralisado

26/02/2024 Por 

24 de fevereiro de 2022 foi o dia que mudou para sempre a geopolítica do século 21 , escreve Pepe Escobar. Há exatos dois anos, neste sábado, 24 de fevereiro de 2022, Vladimir Putin anunciou o lançamento – e descreveu os objetivos – de uma Operação Militar Especial (SMO) na Ucrânia. Esta foi a sequência inevitável do que … Ler mais

Estados árabes e Turquia pedem à Corte Mundial que declare ocupação de Israel ilegal

26/02/2024 Por 

Vice-ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Yildiz, descreveu a ocupação dos territórios palestinos como “o verdadeiro obstáculo à paz” na região. Estados árabes pediram aos juízes internacionais nesta segunda-feira que considerem ilegal a ocupação israelense dos territórios palestinos e a Turquia descreveu a ocupação como “o verdadeiro obstáculo à paz” no último dia de … Ler mais

Crise do mar Vermelho desencadeia escassez de petroleiros

26/02/2024 Por 

Operadores foram forçados a interromper a navegação através da passagem estratégica e as taxas de seguro de transporte marítimo dispararam. A campanha dos houthis de atacar ou sequestrar navios comerciais com destino ou de propriedade de Israel que viajam através do mar Vermelho, afetou gigantes do transporte marítimo global. Alguns deles foram forçados a interromper … Ler mais

Era do domínio global do Ocidente chegou ao fim, diz Borrell

26/02/2024 Por 

“Embora teoricamente isso fosse claro, nós nem sempre tiramos todas as conclusões práticas dessa nova realidade”, disse o chefe da política externa da União Europeia. O chefe da política externa da União Europeia (UE), Josep Borrell, falando sobre as tensões geopolíticas atuais no mundo e as relações da Europa com o Sul Global, declarou que … Ler mais

O lobby sionista nos EUA não é um lobby judaico

26/02/2024 Por 

“Esse conjunto de pessoas que forma a massa dos judeus estadunidenses não detém força suficiente para influenciar significativamente o rumo da política”, diz. Ainda que não disponhamos de dados estatísticos precisos, sabemos que o número de judeus que habitam os Estados Unidos chega a ser equiparável ou superior ao daqueles que vivem em territórios administrados … Ler mais

Flopou? Pesquisadores da USP estimam público de pouco mais de 30 mil pessoas em manifestação bolsonarista

26/02/2024 Por 

Estimativa entre os grupos bolsonaristas era de 1,5 milhão de pessoas. Cálculo foi realizado por meio da análise de seis fotografias aéreas que permitiram uma divisão detalhada. A manifestação bolsonarista que ocorreu na Avenida Paulista neste domingo (25) reuniu, segundo estimativas de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 32.691 pessoas. De acordo … Ler mais

“Já há motivos para prender Bolsonaro e Malafaia”, diz Fernando Fernandes

26/02/2024 Por 

Jurista afirma que caberá ao ministro Alexandre de Moraes avaliar a conveniência da prisão neste momento. O advogado Fernando Augusto Fernandes avalia que o ex-presidente Jair Bolsonaro agravou sua situação penal neste domingo, ao participar de um ato na Avenida Paulista em que pediu anistia por seus crimes. O mesmo vale para o empresário da … Ler mais

Amoêdo defende prisão de Bolsonaro, recebe ameaça e aciona a polícia

26/02/2024 Por 

Neste domingo, Jair Bolsonaro confessou seus crimes e pediu anistia. O ex-presidente do Partido Novo, João Amoêdo, defendeu a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, neste domingo, confessou seus crimes e defendeu uma anistia para si. “Após Bolsonaro confessar que havia uma minuta do golpe e pedir anistia aos “manifestantes” de 8/1 – assumindo então … Ler mais

Brasil pode crescer acima de 2% em 2024

26/02/2024 Por 

O IBC-BR, indicador do BC que procura calcular um PIB aproximado trouxe uma alta surpreendente de 0,82% para dezembro em relação a novembro e uma elevação de 0,22% no último trimestre do ano, praticamente eliminando as chances de uma contração econômica do Brasil no final de 2023. Esses dados apontam agora para um possível crescimento … Ler mais

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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