terça-feira, janeiro 30, 2024

Quais as principais alianças de poder entre países envolvidos nos conflitos do Oriente Médio




Irã e Arábia Saudita são as duas grandes potências atuais do mundo muçulmano

'Na política internacional, a dinastia Al Thani do Qatar segue uma estratégia clara para se estabelecer como ator importante de mediação em conflitos regionais'

Por José Carlos Cueto

A guerra entre Israel e o Hamas deu início a um dos tempos mais turbulentos da história recente do Oriente Médio.

Além do conflito, a região foi abalada nas últimas semanas por confrontos entre Israel e Hezbollah no Líbano; ataques entre forças ocidentais e rebeldes houthi no Iêmen; operações do Irã contra alvos no Iraque, na Síria e no Paquistão; e ataques de outras milícias pró-Irã contra alvos dos EUA, de Israel e dos seus aliados.

Essas múltiplas fontes de violência alimentam o receio de uma guerra maior no Oriente Médio e afetam as tradicionais alianças de poder regionais.

Existe uma rivalidade entre o Estado de Israel e o mundo árabe. Mas há também uma divisão religiosa entre os xiitas — tradicionalmente representados pelo Irã — e os sunitas — cuja potência maior é a Arábia Saudita.

Essas duas rivalidades são duas constantes no quebra-cabeça no Oriente Médio.

Especialistas consultados pela BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC) dizem que a região tem sido afetada menos por questões de diferenças de fé e mais por alianças políticas e militares temporárias.

Irã e grupos armados não-estatais

O Irã despertou preocupação na comunidade internacional quando, em apenas três dias, de 15 a 17 de janeiro, atacou alvos em três países diferentes: Iraque, Síria e Paquistão.

Embora as ações do Irã tenham sido contra alvos específicos, como uma suposta base de inteligência israelense no Iraque e grupos islâmicos rivais no caso da Síria e do Paquistão, os especialistas atribuíram os ataques ao interesse iraniano em mostrar força em tempos turbulentos.

Teerã repete que não quer se envolver em um grande conflito, embora nas últimas semanas o seu chamado "eixo de resistência" tenha sido bastante ativo.

O eixo é formado por grupos armados como o Hezbollah no Líbano; milícias xiitas no Iraque, Afeganistão e Paquistão; o Hamas e outros grupos militantes nos territórios palestinos e os rebeldes houthi no Iêmen.

O serviço persa da BBC descreve a ideologia como "notoriamente antiamericana e anti-Israel".

Todos, em maior ou menor grau, atacaram alvos israelenses ou aliados desde o início da guerra em Gaza, em outubro.

Haizam Amirah-Fernández, especialista em Oriente Médio do Elcano Royal Institute, um think tank baseado na Espanha, disse à BBC Mundo que "as alianças do Irã com o seu 'eixo de resistência' são das mais estáveis e duradouras da região".

"As alianças entre o Irã e estes grupos são um produto da revolução iraniana de 1979 e funcionam como uma forma de exportar o seu modelo e promover seus propósitos políticos", diz Lina Khatib, diretora do SOAS Middle East Institute, com sede em Londres.

Segundo especialistas, estes grupos surgiram do descontentamento com a realidade política dos seus países — e o Irã aproveita esse sentimento para expandir a sua influência regional.

Em artigo publicado em 2020 pela BBC, Kayvan Hosseini, jornalista do serviço da BBC em persa, afirmou que todos estes grupos recebem "apoio logístico, econômico e ideológico” do Irã.

Michael Kugelman, diretor de Sul da Ásia no Wilson Center, diz que não se pode ignorar o papel do sectarismo religioso devido à "proximidade do Irã com os grupos xiitas e dos sauditas com os sunitas".

Mas, ao mesmo tempo, ele destaca que as rivalidades têm muito mais a ver com uma briga por poder do que com diferenças religiosas.

Isso explicaria, por exemplo, o apoio iraniano ao Hamas como contrapeso a Israel, apesar de este grupo militar provir do ramo sunita do Islã.

Ou explicaria, ainda, que dentro dos mesmos grupos há lados diferentes dependendo do conflito. O Hamas e o Hezbollah apoiaram diferentes frentes na guerra síria, mas ambos estão unidos no seu objetivo de acabar com Israel.

Quanto ao "isolamento" do Irã na região — uma referência à falta de alianças com atores estatais, com exceção do regime de Bashar al Assad na Síria —, os especialistas atribuem a dois fatores principais.

Primeiro, "porque o modelo de exportação da revolução islâmica foi visto como uma ameaça pelas dinastias petrolíferas do Golfo e de outros países da região e, segundo, porque o Irã se considera no direito de ser um ator hegemônico regional ao longo da história, com seu país, seus recursos, população e herança do império persa", diz Amirah-Fernández.

"E isso vai contra ambições de outros países, especialmente da Arábia Saudita", diz o analista.

O bloco de países árabes liderado pela Arábia Saudita

A Arábia Saudita realizou muitas ações nos últimos anos para se estabelecer como líder no mundo árabe.

Há algumas décadas, o centro do mundo árabe estava concentrado no Egito, país que tinha maior peso demográfico, político e cultural na região.

Mas o poder migrou para os países do Golfo e para a Península Arábica, onde a exploração de recursos energéticos gerou riqueza abundante que, pouco a pouco, virou influência política.

Primeiro, alguns países pequenos — como os Emirados Árabes Unidos ou o Catar — se destacaram. Mas em seguida, especialmente com a ascensão de facto ao poder do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman em 2017, "a Arábia Saudita mudou em grande escala dentro do país e globalmente".

'A transformação da Arábia Saudita acelerou com as ambições de Mohammed bin Salman'

"A sua ascensão também foi reforçada pela sua rica economia de hidrocarbonetos e pelo apoio prestado pelos Estados Unidos durante a presidência de Donald Trump como medida de pressão contra o Irã", afirma o analista Amirah-Fernández.

Especialistas concordam que a Arábia Saudita é o líder de facto da Liga Árabe, uma organização regional de 22 países.

"Em geral, embora cada país tenha as suas ambições, até o Egito e a Jordânia se posicionam e seguem as orientações estabelecidas pelos sauditas", afirma Khatib.

Durante cerca de 40 anos, a Arábia Saudita e o Irã mantiveram uma rivalidade aberta que alguns especialistas chegaram a descrever como "a nova Guerra Fria no Oriente Médio". Nos últimos anos, esta situação foi agravada por "guerras por procuração" em vários lugares da região.

No Iêmen, a Arábia Saudita tem apoiado as forças governamentais na sua guerra contra os rebeldes houthi desde 2015.

O Irã, acusado pelos seus rivais de apoiar os houthis, negou que envie armas a este grupo, responsável por orquestrar ataques de mísseis e drones contra cidades e infraestruturas sauditas.

A Arábia Saudita também acusa o Irã de interferir no Líbano e no Iraque, onde milícias xiitas acumularam vasta influência política e militar. Além disso, alguns destes grupos foram responsabilizados por ataques a instalações sauditas.

Em março de 2023, as relações entre a Arábia Saudita e o Irã entraram em uma nova era ao restabelecerem os laços diplomáticos e acordos de segurança, comerciais, econômicos e de investimento em uma negociação mediada pela China.

Isso seria mais um exemplo, como alertam os especialistas consultados pela BBC, da constante fluidez e complexidade das relações de poder no Oriente Médio.

Catar como mediador

'O ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir-Abdoulahian, reuniu-se com o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, no Catar, no final de dezembro'

Khatib e Amirah-Fernández concordam que o Catar faz parte do lado do bloco liderado pelos sauditas, embora também destaquem o seu papel mediador que o torna um caso peculiar nos equilíbrios de poder regionais.

Atualmente, os negociadores do Catar desempenham um papel singular como mediadores entre Israel e o Hamas.

E, durante anos, este país bilionário do Golfo esteve envolvido na reaproximação de países como Israel ou Irã e grupos políticos muito diferentes daqueles apoiados pelo resto dos seus vizinhos — na sua maioria, grupos islâmicos como o próprio Hamas ou a Irmandade Muçulmana, estes últimos antigos rivais dos sauditas.

Estas abordagens nem sempre foram bem recebidas pelos seus vizinhos.

"Em 2017, o Catar sofreu um embargo de Arábia Saudita, Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen e Líbia porque começou a ser visto como uma ameaça devido às suas ambições políticas", lembra Khatib.

O Catar é um país muito rico, mas pequeno, o que o coloca em uma situação vulnerável que o leva — como apontou o cientista político Mehran Kamrava no seu livro Qatar: Small State, Big Politics (Catar: Estado pequeno, grande política, em tradução livre) — a procurar alianças múltiplas e variadas como forma de preservar a sua segurança e "melhorar a sua estatura e posição diplomática".

O embargo ao Catar foi eliminado em 2021 e as suas relações com os seus vizinhos, especialmente a Arábia Saudita, parecem estar em uma boa fase.

É claro, reitera Khatib, que o Catar ainda quer "se estabelecer como um país mais mediador e conciliador dentro da sua estratégia geopolítica".

Como fica Israel?

Amirah-Fernández define o caso israelense como um exemplo "atípico" de suas alianças na região. Khatib diz que o país "age de forma independente, sem pertencer a nenhuma aliança de países".

Israel mantém uma guerra longa e não declarada contra o Irã e outras milícias. As hostilidades de baixa intensidade se repetem, mas não atingem o ponto de um conflito total e aberto.

Israel também tem uma relação difícil com seus vizinhos árabes.

Israel — juntamente com Turquia e Irã — é um dos únicos países não árabes no Oriente Médio, e seu reconhecimento como Estado é limitado na região.

'A guerra de Israel em Gaza aumentou a rejeição do Estado judeu entre os países árabes'

De todas as nações árabes, apenas o Egito desde 1979, a Jordânia desde 1994 e os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão desde 2020 reconhecem o Estado israelense.

Segundo Amirah-Fernández, isso se deve principalmente ao fato de que "Israel continua sendo visto como ocupante e agressor diante da maioria absoluta das populações árabe-muçulmanas devido ao seu conflito com os palestinos, aprofundado pela guerra atual em Gaza".

Pouco antes do início da guerra contra o Hamas, em 7 de outubro de 2023, Israel estava em negociações para normalizar as relações com a Arábia Saudita, o que teria sido um grande avanço para o país.

No entanto, dias depois do ataque, foi noticiado que as autoridades sauditas pediram aos Estados Unidos que paralisassem as negociações.

Os especialistas consultados pela BBC News Mundo consideram difícil que Israel abandone essa condição "atípica" nas suas alianças e relações se não houver uma solução clara para o seu conflito com os palestinos.

BBC Brasil

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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