segunda-feira, janeiro 29, 2024

Aracaju e a sucessão 2024: o erro dos “líderes”

 em 29 jan, 2024 4:00

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Aracaju e a sucessão 2024: o erro dos “líderes”

A escolha de um candidato ou candidata para ser indicado ou indicada ao cargo eletivo de prefeito ou prefeita de Aracaju, deveria ser tratada com um novo viés.

As redes sociais elevaram a participação dos eleitores no acompanhamento da atuação de cada agente público, e tem demonstrado nos últimos pleitos que é preciso um investimento altíssimo para mudar a vontade do povo.

Escolher quem será apresentado ao público para administrar Aracaju, é de tão grande responsabilidade, que exigiria uma avaliação mais apurada, por parte dos que têm a responsabilidade de escolher o nome a ser apresentado. É essa a exigência desse novo momento.

Há aspectos a serem avaliados, além de uma popularidade construída com fotos sorridentes nas redes sociais, e tapinhas nas costas da população da periferia. Há temas importantes e cruciais que atormentam a vida dos aracajuanos, assim como em diversos outros municípios. O que tem levado a população a ter que aplaudir obras superfaturadas e com qualidade duvidosa, além de enfrentar situações vexatórias e humilhantes ante a péssima execução de algumas políticas públicas.

O ERRO

Os líderes do agrupamento governista, cometem um erro enorme, quando permitem que o responsável pela indicação do candidato do agrupamento, seja protagonista de uma das candidaturas. Se a escolha do candidato ou candidata será feita por quem tem um candidato preferencial, o peso na definição do candidato passa a ser igual para todos. Quem detém o voto de minerva não pode ter preferência declarada por nenhuma das partes.

Há uma propagação demasiada de que o condutor da escolha será o prefeito Edvaldo Nogueira, e matérias e mais matérias tentam diariamente impor que o governador Fábio Mitidieri, terá que engolir qualquer que seja o nome por ele apresentado, e por esse motivo, Edvaldo já surgiu na imprensa local como padrinho de no mínimo três ou quatro pré-candidaturas e à medida que um nome não emplaca ele surge com outro, sempre nomes intimamente ligados a ele. Se atento à essa regra, Edvaldo deveria ter deixado o lançamento de Luiz Roberto para ser conduzido pelo PDT enquanto partido, se abstendo de apadrinhar apenas um candidato.

Mas a pergunta é: Ele está decidindo por um nome de dentro do agrupamento, ou apenas por um nome dentro de casa?

Num agrupamento que possui nomes como Luiz Roberto, Yandra Moura, Katarina Feitosa, Nitinho, Fabiano Oliveira, Danielle Garcia e Zezinho Sobral (apenas os que se apresentaram publicamente até agora), como gesto nobre, caberia a Edvaldo, que possui a prioridade na indicação do nome a ser apoiado pelo agrupamento para a sua sucessão, incentivar todas as candidaturas do agrupamento, torcendo por todos indistintamente, e no momento exato, pós avaliação coletiva sobre quem teve melhor desempenho, passar a apoiar exclusivamente, o escolhido pela maioria dos líderes, o que facilitaria a conquista da Prefeitura pelo agrupamento governista.

 

Assomise e Amparo Saúde anunciam Parceria Estratégica para Beneficiar Associados No último dia 26, o presidente da Assomise, Cel. Adriano Reis, realizou uma reunião estratégica com os responsáveis do cartão de benefícios Amparo Saúde, Max Amaral e Rodrigo Batista. O objetivo é oferecer serviços com descontos em consultas, exames, cirurgias e assistência à gestação para os associados que aderirem ao Amparo Saúde. A parceria promete agilizar procedimentos, reduzir tempo para marcações e liberar acesso a prontuários clínicos de forma eficiente. Duas clínicas serão inauguradas em Aracaju e Carmopólis nos próximos 30 dias, proporcionando maior proximidade aos usuários do cartão Amparo Saúde em Sergipe. O presidente da Assomise enfatizou a satisfação em oferecer mais opções aos associados, aguardando a conclusão dos trâmites burocráticos para formalizar o contrato.

 

 

Clínica de Especialidades Integradas de Macambira – CEIM é inaugurada, no povoado Sobrado A Prefeitura de Macambira, através da Secretaria Municipal de Saúde, entregou mais uma grande obra que irá beneficiar toda a população. A Clínica de Especialidades Integradas de Macambira – CEIM foi inaugurada na último dia 16 e já se encontra em funcionamento com atendimento nas mais diversas áreas da saúde.

Acolhimento “Este novo espaço foi feito e pensado para melhor acolher cada paciente, assim como, oferecer maior suporte aos nossos profissionais, que agora poderão contar com um ambiente amplo e um quadro de médicos composto por endócrino, psiquiatra, cardiologista; além de uma equipe eMulti (psicólogas, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, assistente social e nutricionista). Aqui também estaremos disponibilizando o serviço de ultrassonografista”, comenta a secretária municipal da saúde, Acácia Costa.

 Grupo e suporte permanente Como destaque, a unidade traz ainda a realização do projeto Sonhos Inclusivos: um grupo de assistência e suporte permanente em saúde voltado para o desenvolvimento da autonomia de criancas e adolescentes portadores de necessidades especiais. “Além delas, estaremos acolhendo as famílias, que hoje se encontram sem nenhuma referência e acabam sem saber como lhe dar com a situação”, acrescenta.

 Marco na saúde “Sem dúvidas, é um marco na saúde pública do município e é mais saúde para os macambirenses. E, é assim que celebramos o primeiro mês do ano. Com obra entregue e em pleno funcionamento”, disse o prefeito Carivaldo Souza que este presente na solenidade de inauguração junto com secretários, vereadores, profissionais e a população local. Vale destacar que a CEIM possui também conta com uma sala com oratório, na qual foi colocada a imagem de Nossa Senhora das Graças, doado pelo padre Paulo Moura.

Vacina contra dengue Na última quinta-feira, 215, o Ministério da Saúde divulgou a lista dos municípios que irão receber a primeira remessa da vacina contra a dengue através do Sistema Único de Saúde (SUS). A Qdenga, primeira vacina contra a doença aprovada no Brasil para um público mais amplo, será aplicada a partir de fevereiro em 521 municípios, mas nenhuma cidade sergipana aparece na lista divulgada pelo Ministério da Saúde, por não atenderem aos critérios definidos pela pasta. Serão vacinadas primeiro as pessoas em regiões consideradas endêmicas para a doença, de acordo com os seguintes critérios: Cidades de grande porte, com mais de 100 mil habitantes, e com classificação de alta transmissão de dengue do tipo 2;Prioridade para municípios com maior número de casos em 2023 e 2024.

Casos em Sergipe Em Sergipe, no ano de 2023, foram registrados, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), 2.771 casos de dengue e 10 óbitos. De acordo com Bruno Eduardo Silva de Araujo, doutor em Saúde Pública e professor do Centro Universitário Estácio de Sergipe, a escolha de algumas localidades pelo Ministério da Saúde se deu pela capacidade limitada de fabricação de doses, pois o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante na rede pública. Além do critério geográfico, há também a definição de faixa etária para aplicação da vacina. “O público-alvo, em 2024, serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue, depois de pessoas idosas, grupo para o qual a vacina não foi liberada pela Anvisa. A vacina é indicada para pessoas de 4 a 60 anos e deve ser aplicada em duas doses com intervalo de 3 meses”, explica o especialista.

Alta de casos O Ministério da Saúde estima que, no ano de 2024, cerca de 5 milhões de pessoas serão infectadas com o vírus da dengue, superando o recorde de 2015, quando houve aproximadamente 1,6 milhão de casos registrados. Ainda segundo Bruno Eduardo, alguns dos motivos por trás da previsão da epidemia para este ano são as mudanças climáticas causadas pelo fenômeno El Niño, o ressurgimento do sorotipo 3 e 4, e a redução no número de infecções pelo vírus Zika. “As ondas de calor e chuvas intermitentes causadas pelo El Niño, favorecem a proliferação do mosquito transmissor do vírus da dengue, o Aedes aegypti. Isso explica a previsão de um cenário pior para as regiões centro-oeste e sudeste, mais atingidas pelo fenômeno climático”, explica o especialista.

Quatro sorotipos Bruno acrescenta ainda que o vírus da dengue é classificado em quatro sorotipos. “O sorotipo 3 ressurge após 14 anos no Brasil e aumenta a possibilidade de mais casos pela baixa imunidade da população causada pela falta de contato. Além disso, acredita-se que a epidemia de Zika causou de certa forma um efeito protetor contra a dengue, por gerar uma resposta imune para as duas enfermidades. Assim, com a diminuição dos casos de Zika, esse efeito protetor se dissipou, o que vem causando aumento dos casos desde 2022”, destaca o professor.

 Prevenção Enquanto a vacina não chega para todas as regiões do país, os órgãos de saúde indicam que sejam reforçadas as medidas de proteção já conhecidas. Uma das formas de prevenção mais eficientes é o combate ao mosquito Aedes aegypti, através da eliminação e/ou controle de depósitos de água domiciliares e eliminação de lixo a céu aberto. Além disso, segundo Bruno, alguns métodos individuais podem ser utilizado, como o “uso de repelentes à base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de Icaridina e do uso de telas nas janelas para evitar a entrada dos mosquitos nos ambientes domiciliares”.

Fonte oficial O especialista reforça ainda que é importante lembrar que, em caso de sintomas da doença, é preciso evitar medicamentos que podem reduzir a capacidade coagulação como Dipirona e Ácido Acetilsalicílico (AAS), por conta da possibilidade de piora dos efeitos da dengue hemorrágica. Em caso de dúvidas sobre a dengue, a fonte oficial de informação é o site do Ministério da Saúde, no portal gov.br.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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