quarta-feira, janeiro 31, 2024

Da filosofia, da dica e da procura da verdadeira satisfação

 em 31 jan, 2024 3:50

 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
               “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

“Não conhecendo os meios de encontrar uma satisfação para o seu espírito, o homem da civilização da máquina pensa encontrar refúgio na distração. Organiza-se, mesmo, em nossa época, a indústria da distração. O homem procura distrair-se, porque não tem consciência de que o que sua natureza exige é satisfação, não distração. E confunde distração com satisfação! Pensa poder satisfazer-se com a distração. E distrai-se da procura da verdadeira satisfação.” Eduardo Prado de Mendonça.

O leitor que acompanha este espaço desde 2006 sabe que este jornalista é um eterno aprendiz da filosofia e da história. E, recentemente, ao participar de um evento, teve o prazer de conhecer o advogado, especialista em direito eleitoral, Fabiano Feitosa. E, no bate papo teve a oportunidade de saber que o advogado também é um entusiasta do aprendizado filosófico.

Fabiano sugeriu um livro de um professor e filósofo brasileiro, Eduardo Prado de Mendonça, escrito no início da década de 70, “O mundo precisa de filosofia”. Eduardo faleceu prematuramente em 1978, aos 54 anos, mas deixou várias obras. No caso deste livro especifico ele destaca como a filosofia está no nosso dia a dia citando e refletindo sobre o que escreveram diversos filósofos. Assim como Fabiano Feitosa, este jornalista conseguiu um exemplar usado, neste caso num sebo da cidade de Porto Alegre (RS).

De maneira mais objetiva e clara, o blog vai tentar aos poucos refletir e analisar os capítulos – alguns são fantásticos como “ Viver, ou ter coragem de Morrer” – de tudo que é abordado neste livro que é uma verdadeira síntese de alguns princípios filosóficos.

Reforma Avenida Tancredo Neves e da boa notícia que transtorno para população durará menos de 1 ano. Parlamentar estaria tentando acionar MPE em busca de informações técnicas para redução do cronograma da obra? Como a Avenida Tancredo Neves  se trata de importante via para o desafogamento do trânsito da capital, com enorme impacto na vida dos Sergipanos – já que se trata de uma das principais alternativas para entrada na capital sergipana de turistas, e profissionais residentes em municípios de Sergipe – surgiu a informação ainda não confirmada, que um parlamentar federal, está articulando um meio para acionar o Ministério Público no sentido de buscar com informações técnicas do CREA ou de setores especializados, uma análise de possibilidade concreta na redução do cronograma de execução.

 Isso nada tem a ver! Independente de que alguns partidos estejam ou não entendendo que o prazo de 10 meses pode ter sido estratégico para que a entrega da obra ocorra às vésperas do período eleitoral. Entregar uma obra impactante às vésperas de um pleito eleitoral, pode até impulsionar candidaturas, mas o republicanismo do prefeito Edvaldo Nogueira, não o levaria a sacrificar o dia a dia de milhares de condutores e usuários de transporte coletivo, apenas para proveito eleitoral.

Adrenalina nas avenidas com corredores Nogueira não tem no seu histórico, a execução de obra que tenha gerado qualquer prejuízo para a população. Aliás, não há como desconhecer que foi dele o projeto de revitalização da Avenida Hermes Fontes, que promoveu uma excelente fluidez e transformou a Av. Hermes Fontes num corredor de prazer para condutores e pedestres, permitindo que os usuários do transporte coletivo, ao descer do ônibus possa viver a adrenalina de atravessar uma via super movimentada, abandonando a monotonia de descer na calçada, com acesso ao destino, sem qualquer nível de aventura.

 Colaboração do MP Deus queira que o Ministério Público possa colaborar com a PMA, ofertando um estudo técnico que promova redução no cronograma de execução. O que poderá acontecer é gerar um termozinho aditivo. Mas em meio a tantos “termos aditivos” utilizado rotineiramente pelas administrações públicas. Um termozinho a mais ou a menos, não faz diferença alguma.

 Adema e a nova gestão que pode acabar velhos vícios e alguns “faz de contas” Quando o governador nomeou recentemente o experiente gestor George Trindade para o comando da Adema desejou sucesso por conhecer a história dele no serviço público. Passados alguns meses ele já deve ter conhecimento do que funciona e do que precisa mudar na Adema.

 Resgaste de animais silvestres Certamente ele já deve ter recebido reclamações – inclusive relato de servidores – que hoje este serviço prestado pela Adema é um “faz de contas”. Esse serviço já de responsabilidade da polícia ambiental e do CB, que têm pessoal treinado e equipamentos adequados para esse serviço. O blog não sabe se foi a última gestão que passou este serviço para a Adema, mas a verdade é que é feito de forma capenga e não tem dado uma resposta imediata ao cidadão que precisa de resgate de animais silvestres, como fazia o CB.

 Um veículo apenas George Trindade deve saber que a Adema conta apenas com um veículo, um técnico e um motorista para servir todo o Sergipe. Pelos relatos, este motorista quando fica de plantão o sábado inteiro não recebe diária pois o mesmo trabalha para cumprir carga horária numa combinação da gestão anterior com  a empresa terceirizada. Ou seja motorista não têm direito curtir a sua família pois tira dois três plantão durante um mês. Daí quando acontece um problema igual ao que ocorreu com o acidente que vitimou uma pessoa. A adema apenas disse que o motorista é de uma empresa terceirizada. Sendo que esse serviço de finais de semana é feriados não estão no contrato de trabalho da empresa com a Adema e os seus colaboradores que quando são contratados são informados que seu trabalho é de segunda a sexta-feira.

 Regalias? Será que o diretor-presidente George Trindade sabe que tem uma pessoa da direção que passa 24 com o veículo à disposição? E que não é para as demandas do órgão já que o motorista (o blog recebeu o nome e a placa do veículo) que está descaracterizado pega a filha em casa e leva ao trabalho diariamente na Casa Civil do Estado. Se ocorrer um acidente a culpa será de quem? O blog vai esperar para divulgar os nomes dos envolvidos, inclusive da diretoria responsável pelo veículo.

 Ainda sobre o resgate: “fogo cruzado” O cidadão liga para Adema solicitando o serviço. Se o animal estiver em cima de um telhado ou árvore a Adema não pode fazer, daí passa para o Corpo de Bombeiros que por sua vez responde que esse serviço é da Adema. Enquanto isso o cidadão não sabe a quem recorrer são diversas reclamações nesse sentido. O blog tem a certeza que George Trindade vai colocar esse assunto em ordem. Aliás, o ideal seria passar o serviço como era antes para o Corpo de Bombeiros e acabar com esse “fogo ‘cruzado.”

 Laércio Oliveira acompanha mais celebração religiosa Dando continuidade a uma série de acompanhamento de celebrações religiosas que ocorrem no início de ano, no último domingo, 28, o senador Laércio Oliveira, esteve no município de Pirambu que celebrou sua padroeira Nossa Senhora de Lourdes. “Estar aqui é uma forma de reconhecer todas as graças que Deus me deu”, disse o senador.

 Lideranças O senador esteve ao lado de Dr Niltinho, Clébio Gomes, da ex-prefeita Silvia Cruz, seu esposo e também ex-prefeito, Marcos Cruz, do vereador Carlos André, e do superintendente de Pesca, Everton Siqueira. Laércio registrou a importância da celebração para o povo de Pirambu. Dr Niltinho destacou a participação do senador no evento. “Esse é um dia muito especial, principalmente para a comunidade católica do município. A presença do senador dá uma importância maior ao evento, somos grato por sua participação”, afirmou.

Deputada Yandra Moura visita Hemose e incentiva doação de sangue Com a proximidade do Carnaval, festa que gera um aumento no número de pedidos de doação de sangue, a deputada federal Yandra Moura (União) visitou o Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) e conversou com a diretora geral, Luciana Deda, sobre sua vontade de iniciar uma campanha de doação.

Mobilização em favor da vida A deputada visitou as instalações do Hemose e testemunhou o trabalho que é realizado pelos profissionais. “É uma grande mobilização em favor da vida. Como representante, não poderia deixar de participar e também fazer uma campanha de doação de sangue através de nossas redes sociais e de amigos”, ressaltou Yandra.

 Estoque de segurança A diretora geral do Hemose, Luciana Déda, destacou que cada doação feita, ajuda a salvar em torno de quatro vidas. “Neste período festivo, precisamos de um estoque de segurança porque os acidentes aumentam. Hoje, o Centro precisa de todos os tipos de sangue, todos os RH’s. Então, acho louvável essa iniciativa da deputada Yandra em contribuir”.

 Requisitos Os requisitos básicos para a doação de sangue são: estar bem de saúde, ter entre 16 e 69 anos de idade, apresentar um documento oficial com foto, pesar mais de 50kg e estar bem alimentado. O Hemose está aberto de segunda a sexta, das 7h30 às 17h.

 CRA-SE realiza visita institucional a presidente do Tribunal de Contas de Sergipe A diretoria do Conselho Regional de Administração de Sergipe realizou na tarde de ontem, 30, uma visita cortesia a nova presidente do Tribunal de Contas de Sergipe, a conselheira Susana Azevedo. Na pauta estavam assuntos de interesse dos registrados da autarquia.

Termo de cooperação técnica Na reunião a diretoria do conselho reiniciou as tratativas para firmar o Termo de Cooperação Técnica entre as entidades, onde o TCE recomenda ao Poder Público Estadual e Municipal que as empresas que participem de licitações nas áreas correlatas a administração, como prestadora de serviço e transporte com mão de obra, exijam o registro profissional junto ao CRA-SE.

 Termo de cooperação técnica II Para o presidente do CRA-SE, o encontrou foi bastante proveitoso. “Realizamos uma visita cortesia a nova presidente do Tribunal de Contas e reiniciamos as tratativas do termo de cooperação técnica entre as entidades que tem como finalidade proteger a sociedade sergipana das empresas inidôneas que participem de licitações”, ponderou Adm. Carlos Eloy Filho.

 Presenças O encontro contou com a presença do presidente do CRA-SE, Adm. Carlos Eloy Filho; do diretor de administrativo e financeiro do conselho, Adm. Gildson Mendes; do conselheiro do CRA, Adm. Daniel Almeida; e do assessor jurídico do Conselho, David Garcez.

 Nitinho investe quase R$ 1,2 milhões no atendimento de Saúde Cerca de 550 mil usuários cadastrados no SUS em Aracaju serão beneficiados com investimentos de R$ 1.180.875,00, frutos de indicação de emendas impositivas ao Orçamento Municipal 2024 de autoria do vereador Nitinho Vitale (PSD). “As pessoas precisam ser assistidas com dignidade no serviço público de Saúde”, justifica o parlamentar.

 Alta complexidade Com a indicação total de R$ 900 mil, Nitinho pretende ampliar a gestão de atendimentos de alta complexidade para pacientes de doenças graves, cânceres, hemodiálises, exames de tomografia e ressonância magnéticas, entre outros; além de procedimentos cirúrgicos realizados através dos Hospitais São José, Santa Isabel e Cirurgia.

Fernando Franco Ele também indicou investimentos na ampliação da área física do Hospital Desembargador Fernando Franco, uma unidade de saúde básica e pronto atendimento à população da região sul da capital. Além dos R$ 300.000,00 destinados para cada um dos três hospitais de alta complexidade, o vereador indicou mais R$ 280.875,00 para a ampliação física do Fernando Franco. As indicações de emendas ao Orçamento 2024 de Nitinho para o serviço público de Saúde totalizaram R$ 1.180.875,00. “Só desta maneira o vereador consegue dar resposta às demandas diárias da população “, explicou o vereador.
















Doce memória. Por Antônio Samarone

 Esse é o caminho das Flechas e das Caraíbas.

 É antiga estrada do Sertão, por onde Antonio Conselheiro andou em 1874, ao deixar a sua pequena estadia em Itabaiana, em direção a Jeremoabo. É também a antiga estrada de Ribeirópolis e Alagadiço.

 Ouvi dizer que Conselheiro reformou esse secular cemitério das Flechas (foto). Nesse cemitério, tenho ancestrais sepultados.

 Por essa estrada, o gado era levado e os bodes trazidos para Itabaiana. Era o caminho dos tropeiros que iam vender farinha no Uauá.

 Andei muito por essa estrada na infância, nas idas e vindas ao sítio dos meus avós maternos, onde meu Pai fazia roça. “Era uma légua que a velha mediu de cócoras”, como se dizia.

 Uma légua tirana, que nunca acabava!

 As farinhadas eram festas, regadas a beijus de amendoim.

PELO E-MAIL nunesclaudio@infonet.com.br 

 

PELO TWITTER

 www.twitter.com/paulobetti3

 

 

 

 

 

 





INFONET

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas