sexta-feira, abril 30, 2021

Desempenho sofrível de Pazuello é o maior temor da base governista na CPI da Covid


Pazuello é tão prepotente que se recusa a usar máscara

Gerson Camarotti
G1 Brasília

A maior preocupação de senadores governistas na CPI da Covid tem nome e sobrenome: general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde. Pelo histórico de Pazuello em convocações anteriores, o temor é que ele repita na CPI uma fala confusa e contraditória que possa expor ainda mais as fragilidades do governo Bolsonaro.

Quando estava no comando da Saúde, Pazuello era blindado e tinha o aval para evitar entrevistas, para não correr o risco de questionamentos que evidenciassem as ações falhas de planejamento da pasta para o enfrentamento da pandemia de coronavírus no país.

POTENCIAL DE ESTRAGO – Há consenso entre articuladores políticos do governo do potencial de estrago do ex-ministro com desempenho sofrível na CPI.

Desde que deixou a pasta, Pazuello tem sido blindado pelo Palácio do Planalto.

O presidente Jair Bolsonaro chegou a prestigiar pessoalmente o general num evento em Manaus na semana passada, logo depois que o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten, afirmou que o atraso do governo na aquisição de vacinas foi motivado por “incompetência” e “ineficiência” do Ministério da Saúde.

SEM MÁSCARA – Mesmo no foco do noticiário, neste final de semana Pazuello foi flagrado num shopping de Manaus sem máscara.

“A maior fragilidade do governo na CPI é o próprio Pazuello. Por tudo o que ele já falou e fez, será preciso muito cuidado. Ainda mais que ele estará num ambiente de pressão”, disse ao Blog um senador governista.

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