quarta-feira, setembro 26, 2018

Em rio que tem piranha jacaré nada de costa.


Resultado de imagem para foto A estrada do inferno está pavimentada de boas intenções.
Foto divulgação



No balaio de gatos que agora se expõe,
é provável que exista nele mais ratos,
do que os próprios gatos, outrora da casa,
acaso assim se expresse a verdade,
sob esse frágil telhado de cristal,
onde pedras sobrevoam às alturas e,
sem tempo definido, mas previsível,
muitos lhes virão à cabeça!!!

Para alguns, a melhor defesa é o ataque, mas desde que se esteja devidamente equipado para resistir às reações do ofendido, principalmente, quando antes da batalha, fragilidades diversas já demonstrou possuir. Que lembremo-nos da infantil atitude do Japão ao atacar a base americana de Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941, quando em apenas duas horas, morreram 2403 norte-americanos e mais de 1100 feridos, além da destruição de 12 navios e mais de 160 aviões dos Estados Unidos. No entanto, anos depois, o agredido leva o agressor a rendição!

Entendo como pertinente que se apure a verdade, mas do pouco que conheço, vejo tardia certas ações, pois, exceto algumas irregularidades registradas, como há de se comprovar após quase 90 dias de manipulação sem que tenha havido um questionamento sequer. Entendo, que a existência ou não de certos bens, tornou-se discutível a veracidade da denúncia, já que, após esse tempo, que não é pouco, somente agora é que vem a ser questionado, ficando aí a pergunta, quem realmente levou?
Talvez o trocadilho inicial tenha a resposta...

Há ainda, aqueles que buscando camuflar fatos não elogiáveis, passam a exercer o papel de engraçado, ao fazer malabarismos para que outros riam, enquanto isso, tenta esconder a parte que lhe faz vergonha... o bom de tudo isso é que Jeremoabo terá tudo para sair ganhando, pois ao se lavar as roupas sujas, a sociedade vai descobrindo quem teve e quem se tem como seus representantes.

Esperamos que esta portaria não termine igualmente aquele que era para apurar conluio em licitações do lixo e do transporte escolar, que ao final revelou-se como sendo apenas um artifício para justificar as ilegalidades que vieram em seguida.

Quando o conluio é intencional, vias de regra, há por trás de tudo isso, interesses escusos, fazendo com que se criem dificuldades, para em seguida, ocorra a venda de facilidades. Ratificando o que já dizia Karl Marx: A estrada do inferno está pavimentada de boas intensões.

Quando o piloto é cego e perde direção e sentido, qualquer um se sente no direito de tomar o rumo que melhor lhe aprouver, levando a parte que lhe parece de direito!

PORTARIA DE Nº 552 DE 25 DE SETEMBRO DE 2018.

 - Retificação Dispõe sobre a abertura de SINDICÂNCIA, em caráter investigatório, na Secretária Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, com objetivo de apurar possíveis irregularidades: I - na execução e prestação de contas dos convênios do Plano de Ação Articulada – PAR e aplicação dos créditos decorrentes de precatórios oriundos de diferenças das transferências do FUNDEB creditados na conta aplicação sob nº 25-4, Precatórios FUNDEB, Agência 4772.

Art. 1º - Fica decretada abertura de SINDICÂNCIA, em caráter investigatório, na Secretária Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, com objetivo de apurar possíveis irregularidade: 1 - Na execução e prestação de contas dos convênios do Plano de Ação Articulada – PAR em que integram: Termos de Compromisso sob nº 19642 – Processo 23400.018120/2013-89, Terreno do Loteamento São João – Escola 06 salas; Termo de Compromisso: sob nº 201406210 – Processo sob nº 23400.018349/2013-13, Equipamento; Termo de Compromisso sob nº 50204 - processo sob nº 23400.005184/2012-39, mobiliário e equipamentos; Termo de Compromisso sob nº 16900 – Processo sob nº 23400.008198/2013-95, Terreno Público, Escola 04 sala, povoado Malhada Vermelha; Termo de Compromisso sob nº 201300049 – processo sob nº 23400.004043/2013-80, 9682– processo sob nº 23400.010681/2012-59, mobiliário e equipamentos; 2 - aplicação dos créditos decorrentes de precatórios oriundos de diferenças das transferências do FUNDEB creditados na conta aplicação sob nº 25-4, Precatórios FUNDEB, Agência 4772, no âmbito da Administração Pública do Poder Executivo Municipal.

Estamos de olho a espera de resultados...

Há, um lembrete, os recurso dos precatórios que foram distribuídos podem ser exigidos o retorno aos cofres públicos, onde o gestor será responsabilizado, assim como, todos os beneficiados, os quais podem, inclusive, sofrerem penalidades, pois ao servidor não lhe é dado o direito de dizer não conhecer a norma legal, e se recebeu de forma indevida, a regra é devolver e responder por ter aceito, já que, a lei que pune o cidadão comum é muito mais severa, quando aplica ao servidor público.

De tudo isso um fato nos chama a atenção: durante a campanha, criticava-se o fato de somente pagar aos professores, dizendo que o benefício deveria ser extensivo a todos os que fazem a educação, isto é, corpo docente e discente. Mas, como já dito antes, só utilizando as frases filosóficas de Karl Marx para decifrar o enigma daquilo que ocorre nas gestões administrativas de nossa terra.

Então, corpo docente, se preparem para o que está por vir, já que, segundo o dito popular, comer é bom, mas ter que devolver é o pior bocado.
J. M. VARJÃO
Em, 26/09/2018

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ACORDACIDADE.COM.BR
O assunto volta à tona nesta terça (25), quando os professores da rede municipal fazem uma paralisação de 24 horas, reclamando repasse.

 

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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