domingo, setembro 23, 2018

Formas de Controle da Administração Pública

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Formas de Controle da Administração Pública

Controlar significa verificar se a realização de uma determinada atividade não se desvia dos objetivos ou das normas e princípios que a regem.
Na Administração Pública, o ato de controlar possui significado similar, na medida em que
pressupõe examinar se a atividade governamental atendeu à finalidade pública (em oposição às finalidades privadas), à legislação e aos princípios básicos aplicáveis ao setor público
(legalidade, impessoalidade, publicidade, moralidade, transparência, etc.).
O controle exercido pela própria Administração Pública é chamado de controle institucional, e o exercido pela sociedade, controle social.
Os artigos 70, 71 e 74 da Constituição Federal brasileira estabelecem que o controle institucional cabe essencialmente ao Congresso Nacional, responsável pelo controle externo, realizado com o auxílio do Tribunal de Contas da União, e a cada Poder, por meio de um sistema integrado de controle interno.
O controle externo deve ser realizado pelo Poder Legislativo com auxílio dos tribunais de
contas. No caso do governo federal, o Tribunal de Contas da União (TCU) é responsável por
auxiliar o Congresso Nacional no exercício do controle externo. Nos municípios, o controle
externo é feito pela Câmara de Vereadores, enquanto nos estados é a Assembleia Legislativa, ambos com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados, ou, caso instituídos, dos Tribunais
de Contas dos Municípios.
Por sua vez, cabe ao sistema de controle interno de cada Poder apoiar o controle externo
no exercício de suas atribuições. Nos estados e municípios, também há uma controladoria
interna, ou uma unidade de controle interno com, no mínimo, um auditor.
Na esfera federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) é o órgão central do Sistema
de Controle Interno do Poder Executivo Federal. À CGU compete desenvolver funções
de controle interno, correição, ouvidoria, além das ações voltadas para a promoção da
transparência e para a prevenção da corrupção. Outros órgãos públicos também atuam no
controle institucional, na prevenção, investigação e repressão da corrupção.
A democracia, no Brasil, foi instituída em 1988, por meio da promulgação da Constituição
Cidadã. Nessa constituição, foi reestabelecida a democracia com ampla previsão de direitos, e o Estado brasileiro foi reorganizado de modo a tornar-se mais permeável às questões da
sociedade. A partir de então, a participação cidadã tornou-se não apenas possível, mas
necessária para o bom funcionamento do aparato público.
Alguns dos espaços previstos pelo legislador, fundamentados na Constituição Federal, para
participação dos cidadãos, por iniciativa dos entes públicos, são os conselhos gestores
de políticas públicas. Esses conselhos são instituídos por lei, e a participação da sociedade
é sempre garantida. Como exemplos podemos citar o Conselho de Saúde, o Conselho de
Educação e o Conselho de Assistência Social. Os participantes desses conselhos, chamados
de conselheiros, são nomeados pelo Executivo (no município, pelo prefeito), que segue o que
está determinado na lei que os instituiu.
Além dos conselhos, há outras oportunidades previstas em lei que são de iniciativa do ente
público e que promovem a participação cidadã, como as audiências públicas e as conferências.
Mas não para por aí. A sociedade também pode ter a iniciativa. As redes sociais e as
manifestações na rua são exemplos atuais de controle social que surgiram na sociedade. A
organização de grupos voltados a atividades de controle, atuando de maneira coletiva, atentos
a questões específicas, é outra forma de atuação.
Quando organizados em grupo, os cidadãos se empoderam e conseguem resultados
melhores. A seguir, conheceremos um pouco mais sobre os instrumentos que viabilizam
essa organização social.
Os instrumentos disponíveis para o exercício do controle pela sociedade são os Portais de Transparência, a Lei de Acesso à Informação e a observação atenta aos locais onde são
executadas as políticas públicas.
Portal de Transparência
O que é? É uma página da internet na qual são apresentados, no mínimo, dados sobre
as receitas e despesas. É instrumento para o cumprimento do que está previsto na Lei de
Responsabilidade Fiscal, art. 48, parágrafo único, inciso II:
A transparência será assegurada também mediante:
II – liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público.
Lei de Acesso à Informação
O que é? É o nome dado para a Lei nº 12.527/2011, que regulamenta o direito constitucional
de acesso às informações públicas. Ela criou mecanismos que possibilitam, a qualquer pessoa, física ou jurídica, sem necessidade de apresentar motivo, o recebimento de informações
públicas dos órgãos e entidades. Você já fez algum pedido de informação? Mais a frente, em outras publicações, serão dadas mais orientações sobre como fazê-lo.

Você já acessou alguma página de transparência? O endereço do Portal da Transparência do Poder Executivo Federal é: www.transparencia.gov.br . Acesse! Para mais informações sobre a Lei de Acesso à Informação, acesse a página: www.acessoainformacao.gov.br
O Governo, para suprir as necessidades da sociedade, elabora políticas que tratam dos diversos
temas. Por exemplo, a saúde é objeto de uma política pública, a educação também, e assim
por diante.
A Constituição de 1988 é a sua fonte, nela estão previstos amplos direitos sociais que são
materializados por meio dela.
Para que o Estado brasileiro execute suas políticas públicas, é necessário que arrecade receitas.
Essas receitas financiam a realização das políticas, que se desdobram em projetos e ações do
Estado. Nesse momento, surge o que no orçamento público se denomina despesas, que deverão
ser pagas com as receitas arrecadadas.

Quando o diagnóstico é conhecido e o paciente o ignora, o prognóstica fica por conta de quem estabelece o resultado final... mesmo que a contragosto do paciente!!!!!!!!!!!!!

Quando a sede e a vontade de comer superam a própria necessidade da fome é sinal de que a causa da fome não é apenas uma necessidade fisiológica, é a vontade de abocanhar a maior parte daquilo que está ao seu dispor... vamos apenas chamar de gulodice (vício de comer e beber em excesso; gula), outros adjetivos ficam por conta do leitor.
 Se para o bom entendedor, meias palavras bastam, desnecessário se faz tecer outros comentários...

Eu e Dedé temos direcionado nossas informações para o “crítico construtivo”, infelizmente, vemos que quanto mais mostramos erros, mais esses são cometidos e, já que o Judiciário parece hibernar em sua redoma intransponível, vamos ter que cutuca-lo para despertar, segundo orientação recebida do CNMP-Brasília.
J. M. VARJÃO
Em, 23/09/2018
A internet tem tudo o que se queira saber, basta pesquisar!

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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