sexta-feira, setembro 28, 2018

Barrado pelo TSE, Garotinho tem alguma chance de disputar esta eleição?

Barrado pelo TSE, Garotinho tem alguma chance de disputar esta eleição?

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)
Deu em O Globo
A candidatura de Anthony Garotinho (PRP) ao governo do Rio foi barrada por unanimidade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira. Os sete ministros da Corte Eleitoral votaram pela manutenção da impugnação da candidatura, determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) devido à condenação do ex-governador em segunda instância por improbidade administrativa no TJ-RJ e por causa da suspensão de seus direitos políticos após condenação por calúnia e difamação. Entenda o que acontece a partir de agora.
  • O ex-governador ainda pode recorrer?
Sim. O ex-governador ainda pode tentar um recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a decisão do TSE ou mesmo entrar com embargos da decisão no próprio tribunal. Mesmo tendo direito a recurso, Garotinho só pode voltar a disputar a eleição se conseguir uma liminar. A mera apresentação do recurso não gera o chamado efeito suspensivo. A decisão do TSE, portanto, tem efeito imediato.
Além disso, ele vai tentar duas liminares para suspender os efeitos de suas condenações utilizadas para o enquadramento na Lei da Ficha Limpa. No STJ ele tentará argumentar que houve falhas processuais, como a intimação de seu advogado antigo, que já não lhe prestava mais serviços, na condenação em primeira instância por improbidade administrativa.
Consequentemente, ele não foi representado por advogado no dia. No STF, Garotinho quer uma liminar aproveitando que há em curso uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para impedir que crimes contra a honra, como calúnia e difamação, sejam usados na Ficha Limpa.
  • Garotinho pode continuar fazendo campanha?
Não. O Tribunal determinou que a campanha seja imediatamente suspensa, o que inclui a interrupção da propaganda na TV e no Rádio. A presidente do TSE, ministra Rosa Weber, foi a única a defender que o ex-governador poderia continuar a realizar atos de campanha enquanto houver recursos pendentes ao STF, mas foi voto vencido nesta parte.
  • Como ficam os repasses que foram feitos à campanha?
Os ministros decidiram que a coligação do ex-governador não precisará devolver os recursos públicos já usados na campanha. O TSE, no entanto, determinou que seja proibido o repasse de novos recursos do fundo eleitoral para a chapa.
  • O nome de Garotinho aparecerá na urna eletrônica?
Sim, porque já terminou o prazo para alterações no sistema do TSE e as urnas já estão lacradas.
  • O que acontece com os votos dele?
Nenhum dos eventuais votos que venham a ser dados ao ex-governador terão validade. Eles vão aparecer zerados na apuração. Ficam apenas armazenados para o caso de uma decisão do STF reverter o entendimento do TSE. Sua situação, na urna eletrônica, constará como ‘indeferido com recurso’.
O PRP pode substituir Garotinho e colocar outro candidato no lugar dele? Não, porque esse prazo já venceu. Os partidos só podem substituir os candidatos faltando até 20 dias para a eleição. Esse premissa vale também para o vice da chapa.
  • O que gerou a inelegibilidade de Garotinho?
A decisão do TRE-RJ e do TSE teve como base a sentença da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio que, em julho, condenou Garotinho por improbidade administrativa em um processo no qual é acusado de envolvimento em um esquema que desviou R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde. O caso aconteceu quando Garotinho foi secretário de estado de Governo na gestão da mulher, Rosinha Matheus, entre os anos de 2005 e 2006.
Com a condenação em segunda instância, Garotinho foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa. No julgamento, a maioria dos ministros também entendeu que Garotinho estaria inelegível por estar com os direitos políticos suspensos – o que engloba o direito de votar e ser votado. Isso porque, como mostrou O Globo, ele foi condenado em um processo criminal que transitou em julgado, ou seja, foi finalizado.
O processo diz respeito às críticas que ele fez, enquanto deputado federal, ao juiz Marcelo Leonardo Tavares, que lhe condenou na ação de formação de quadrilha.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Garotinho vai recorrer ao Supremo sem nenhuma chance. Já começa o julgamento perdendo de 3 a 0, porque Edson Fachin, Rosa Weber e Alexandre de Moraes votaram contra ele e vão repetir a dose. Ou seja, entre os oito ministros restantes, Garotinho precisa arranjar apoio de seis deles. É missão impossível sem Tom Cruiser(C.N.)

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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