sábado, setembro 01, 2012

Em Jeremoabo ainda acontece disso...´

Paulo Afonso - Bahia - 28/08/2012

Tista de Deda contesta críticas do candidato Deri do Paloma à Prefeitura de Jeremoabo

Luiz Brito DRT/Ba 3913
Foto Divulgação
As críticas do empresário Deri do Paloma candidato à sucessão do prefeito Pedrinho de João Ferreira, em seu programa de rádio ao ex-prefeito João Batista Melo de Carvalho, um político que tem acumulado seguidas vitórias durante sua trajetória política, provocaram imediata reação no seio da sociedade jeremoabense.  Deri classificou Tista como um mandatário que nada fez pelo município.
Ocorre que na visão de Tista a multiplicação de boatos na medida em que a campanha avança é absolutamente normal. Afinal, a campanha se acirra e os interesses nela depositados não são pequenos. Mas até para espalhar boatos e criar "factóides" é preciso muito talento, criatividade e competência. Este senhor que atualmente é contra a todos é o mesmo que esteve com lado a lado com todos os que hoje dão sustentabilidade à candidatura da Anabel prefeita. Este cidadão é "mestre" na criação de boatos, mas se ressente justamente de talento, criatividade e competência, tornando divertidos os boatos lançados por ele. Autoritário, prepotente, arrogante e com a vaidade sempre à flor da pele, este cidadão que se diz defensor da família, resta saber qual família, trata como lixo todos os correligionários e aliados que não sejam totalmente submissos. Fez isso agora a pouco ao atingir de frente todos os ex-prefeitos de Jeremoabo com os quais comeu no mesmo prato durante quase 20 anos. Tista ressalta que não vai reagir. "Não vou alimentar o ilusionismo de um candidato fadado ao fracasso político e empresarial". Portanto, é inócuo querer atribuir ao maior líder político da história de Jeremoabo um suposto factóide em retaliação à guinada da candidata do PSD a prefeita, Anabel de Tista, que com a força dos homens e mulheres de bem de Jeremoabo deixa de exercer a função de primeira dama para assumir o desafio de ser a primeira mulher prefeita da terra do chão coberto de anil. Quanto ao candidato do contra, cabe a ele, reparar o mal praticado sob pena de sentir culpado por injustiça, se é que ele sabe o que é isso, finalizou  Tista.







 

 



 COMENTÁRIO: 

Hoje ao abrir o site BOB CHARLES, me deparo com a matéria acima onde tecerei os seguintes comentários:

Inicio discordando do  candidato Deri, por se omitir em declarar que o “tista de deda”, foi o primeiro mandatário que colocou Jeremoabo como um dos Municípios do Estado da Bahia possuidor do gestor com maior número de processos por corrupção, e tanto isso é verdade que o mesmo não pode ser candidato, aliás,  ato esse condenado por todos os brasileiros, condenação essa divulgada diáriamente através de toda imprensa televisionada e escrita.


Alerto ao candidato Deri, que não entre na jogada de provocação  do “ tista de deda” , o mesmo não é candidato a nada,  apenas mais um “ ficha suja”,  está querendo é desviar atenção do eleitor, caso  você não fosse importante,  ele não estaria tanto incomodado, é a maneira que ele está encontrando para se espernear

 É como diz Reinaldo Azevedo :

 

Acredito ser de conhecimento de todos os cidadãos de bem de Jeremoabo,  que o senhor Deri é um homem  de bem, é trabalhador, honesto,  não compartilhou das falcatruas de nenhum ex prefeito trambiqueiro e corrupto, a prova disso é que o mesmo hoje é candidato,  os que se diziam “ dono da verdade”, hoje estão classificados como ficha suja, e sem direito a candidatar-se. 

O que me intrigou foi o tópico onde diz: " Fez isso agora a pouco ao atingir de frente todos os ex-prefeitos de Jeremoabo com os quais comeu no mesmo prato durante quase 20 anos".
Comeu o que?
Quem come, come alguma coisa, só que,  se o Deri comeu pelo menos não se lambuzou, tanto é verdade,  que sua ficha ta ai limpinha...

Portanto Deri, continue sem o talento, a criatividade e competência por ele vangloriada, competência essa que disvirtua qualquer cidadão de bem a ingressar no caminho do ficha suja, os fatos não mentem.

Encerro este comentário citanto o Ministro do STF Celso de Melo ´onde  após fazer citações do livro A Arte de Furtar, publicado no século 17 em Portugal, insistiu na necessidade de o Supremo atribuir "penas exemplares" aos condenados. "Corruptos e corruptores são profanadores da República", disse. "São delinquentes, são marginais", completou.´

Ou então : "Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca".

Darcy Ribeiro

 

Político Corrupto: Definição vinda do conhecimento empírico!

 

 

ABRAÇO EM UM CANDIDATO FICHA SUJA


Na política brasileira, nada vai mudar, a não ser as moscas

Martim Bertho Fuchs
Já tenho dito que o projeto do PT foi soterrado pelo muro de Berlim em 1989. Hoje, vou adiante. Nunca tiveram um projeto de país. Os 10 anos em que se encontram com o Poder total nas mãos vêm demonstrando que administram os problemas à medida que aparecem, e são eles mesmos que criam a maior parte deles. Não há planejamento.

  

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A perfeita parceria de Renato Teixeira e Almir Sater concretizam, na letra da música Tocando em Frente, a descoberta de valores e estilos de se levar a vida sempre em frente, tocando pra frente, mas de uma maneira simples e bucólica diante dos atropelos cotidianos que a vida nos impõe.
Almir e Renato
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TOCANDO EM FRENTE
Renato Teixeira e Almir Sater
Ando devagar por que já tive pressa
E levo esse sorriso por que já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Nada sei.
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou.
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.
Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz.
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz.
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.
(Colaboração enviada pelo poeta Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Prefeitos fraudam concursos para nomear parentes


De acordo com o promotor Fernando Santos, uma nova modalidade de fraude em concursos começa a ficar comum nos municípios
Ministério Público investiga irregularidades em seleções que servem de fachada para a prática de nepotismo em vários municípios
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Werneck de volta, exercitando a ironia

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Carlos Newton, estou farto de sua parcialidade e da maneira discriminatória com que você e outros articulistas deste site vêm tratando desse assunto do Mensalão.
Lewandowski tem toda razão

O tribunal da consciência e a corrupção que não se apaga

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O corrupto ama a escuridão e abomina a luz. Ele sabe o quanto é condenável o que pratica. É nesse ponto que se anuncia a consciência. Fizeram-se inumeráveis interpretações acerca da consciência. Tentaram derivá-la da sociedade, dos superegos, das tradições e das religiões, do ressentimento face aos fortes e outros. Os manuais de ética referem infindáveis discussões sobre a origem, a natureza e o estatuto da consciência. Entretanto, por mais que tentemos derivá-la de outras realidades, ela se mantém como instância irredutível e última.


Conluio dos grandes partidos

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A reincidência da Rádio Coração FM, que teria favorecido um candidato à prefeitura no programa “Boca de Fogo”, levará o veículo a 48 horas de interdição. Na primeira vez, a rádio levou advertência, na segunda teve sua programação suspensa por 24 horas e com a nova ação judicial, além de ficar o dobro do tempo sem poder transmitir seu conteúdo, terá que desembolsar multa que pode ir de R$ 20 mil a R$ 21 mil. Com informações do Jacuípe Notícias.







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Emmanuel Pinheiro/Folhapress

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José Cruz/Agência Senado

Sarney desconversa sobre sucessão no Senado

"Acho que está muito cedo, da minha parte, não quero que me vejam já como um retirante, não é?", brincou o presidente do Senado, que estava de bom humor e brincou também sobre o bilhete em que Dilma Rousseff foi flagrada dando bronca em ministras
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Que país é esse?

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Estado terá de pagar R$ 10 milhões por "repressão"

Edição 247

A Justiça Federal em Eunápolis decidiu que o Estado da Bahia deve pagar a multa por ter impedido manifestação que foi considerada pacífica nas comemorações dos 500 anos do Brasil em 22 de abril de 2000; "Não se justifica a atuação repressiva da Polícia Militar em relação aos manifestantes, não sendo possível reconhecer que os agentes estatais agiram no estrito cumprimento do dever legal", afirma a sentença

 

 

A praga da corrupção
André Zahar
Este país tem uma praga,
que só atrasa nossa vida:
corrupção desenfreada,
ainda pouco combatida
Suborno, bola, propina,
cervejinha, mensalão.
Muitos nomes pruma sina:
dinheiro pelo ladrão
Tal vergonhoso legado,
deformação do país,
precisa ser extirpado,
cortado pela raiz
2
E pra começar, sem medo,
a dar cabo a essa mudança,
na ferida ponho o dedo
e não cedo a pajelança
A praga vou te mostrar
de alto a baixo, sem pudor.
Melhor, pra não vomitar,
por no nariz um pregador
Comecemos pelo alto
vendo a locupletação
de quem faz banquete lauto
com dinheiro da nação
Os políticos mundiços
nos períodos de campanha,
já selam compromisso,
fazem jogada e artimanha
3
Candidatos rumo à glória
posam de santos no andor
abusam de sua oratória
e da inocência do eleitor
Por trás da campanha rica
sempre há gente interessada
em fazer da vida pública
uma extensão da privada
Os eleitos roem o erário
com uma fome de saúva.
Ganham baita de um salário
e ainda roubam da Viúva
Há quem venda o mandato
como em bolsa de valores.
Prometa emenda, contrato
e uma série de favores
4
Nessa cleptocracia
se dá bem o que fica atento
ao comprar a nota fria
ou fraudar o orçamento
E evita mesquinharia
ao dar cargo a cupincha
pois quem fica sem boquinha
pode iniciar uma rixa
Pato novo? Fica esperto,
se virando como pode.
Nomear por ato secreto
é pra gato com bigode
Só escolado em lero-lero
vira dono de castelos,
reina sobre o baixo clero
e pros bobos dá farelos
5
A quantidade de opções
de violação de conduta
é maior que as posições
descritas no Kama Sutra
Mas há quem diga: “não é mansa
vida de parlamentar
(que tira doce de criança
e sua merenda escolar)”
“O mandato não é finta
tem que dar ponto com nó
(trabalha de terça a quinta
e ganha auxílio-paletó)”
“O homem se desdobra
pra cumprir bem sua função”
(para liberar uma obra,
exige boa comissão)
6
Vista grossa dos isentos
faz a festa do empreiteiro
que não atrasa pagamento
com suas malas de dinheiro
Se um se vende, outro lhe paga.
Vejamos agora então
quem alimenta essa praga
do outro lado do balcão
Se na Câmara e Senado
essa peste tem abrigo
roubar no setor privado
é outro crime sem castigo
A arte do empresariado
é a de não fazer alarde
pois com bom advogado
não faz falta a imunidade
7
Quando tem licitação
ninguém vence mais no grito
o cartel é a condição
para ninguém ficar aflito
Há outro modo bem plausível
para garantir seus pleitos.
Jato e carro conversível
fidelizam os prefeitos
O edital encomendado
oculta as cartas marcadas,
e o suborno parcelado
por obras superfaturadas
Pagamento de imposto
é outro mal remediado.
Pra que não haja desgosto
o fiscal já vem comprado
8
No fim um contador mui hábil
no balanço dá um jeito
faz uma fraude contábil
pra ninguém botar defeito
Quando algo dá errado,
ele, assim que “a casa cai”,
chama o amigo magistrado
e o habeas corpus logo sai
Lá na França essa baderna
terminava em guilhotina.
Mas aqui quem a condena
amanhã paga propina
O hipócrita que age errado
culpa a Era colonial.
Faz do roubo um bem tombado,
patrimônio cultural
9
“Se Portugal fez o caminho
que no Brasil virou ciência
eu posso dar o meu jeitinho
sem que me pese a consciência”
É um pensamento de traça
que não percebe que é venal
qualquer buraco que se faça
no tecido social
Há um outro lado funesto
da moeda que o ralo come.
É que o ato desonesto
traz doença, morte e fome
Um centavo que é tirado
de uma compra de ambulância
pode até ser o atestado
de óbito de uma criança
10
E alguém que por circunstância
desvia a verba da comida
não merece a mesma instância
a qual julga um genocida?
Ante a falta de caráter
que demonstra essa gente
até quando vais manter
o teu silêncio de inocente?
Se em cordel ou na TV
corrupção te causa asco,
lembre: somente você
pode ser dela o carrasco
Tens aqui uns bons conselhos
pra ganharmos esta luta.
É preciso ser pentelho
contra essa gente fajuta
11
Basta de ser cordial
com quem nada em mar de lama
mostre o quanto és radical
no combate dessa trama
A reforma dos costumes
da cultura e da política
muito mais do que tapumes
exige argamassa crítica
Mude o seu pensamento,
não roube ou deixe roubar.
Use todo instrumento
que houver pra fiscalizar
Recuse bens imorais
de ficha suja criminal,
creia: o voto vale mais
que dentadura ou cereal
12
Ao votar, tenha critério
estude cada conduta
pra separar quem é sério
de quem é filho da mãe
Sua responsabilidade
não se acaba na eleição.
Não dê paz à autoridade,
mantenha ela sob pressão
Acompanhe bem de perto
os atos dos três poderes.
De quem se acha muito esperto
cobre que cumpra os deveres
Esteja sempre informado
por rádio, site e jornal.
Leia até o que é publicado
no Diário Oficial
13
Se o governo compra caro
o que é barato, na esquina,
apure bem o seu faro:
pode ali haver propina
No elogio e na crítica
desconfie da imprensa
a motivação política
é maior do que se pensa
Não se preste a ser laranja,
fantasma, homem da mala.
Se a PF lhe tira a canja
o seu nome vai pra vala
Se o vizinho ficou rico
sem agir com honestidade,
vá ao Ministério Público
relatar a improbidade
14
No controle social
ataque nas várias pontas:
Conselho Municipal
e no Tribunal de Contas
Vale até se filiar
a legenda partidária
se o estatuto lhe agradar
e não for ninho de pária
Se nada surte efeito
não se faça de rogado
exerça o seu direito,
faça abaixo assinado
Só não pode se omitir
dizer “são todos iguais”
pois você há de convir
que se iguala aos demais
15
Que a gente é valente
várias vezes demonstramos:
derrubamos presidente
e a ficha limpa aprovamos
A cidadania ativa
é o antídoto da praga.
A pessoa que se esquiva
perpetua essa chaga
Pra quem age como rato
não existe pior algoz,
nem maior pedra no sapato,
do que o cidadão com voz 

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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