domingo, setembro 23, 2012

O governo comemora um milagre brasileiro: se você ganha R$ 291,00 mensais, passou a ser classe média.

Carlos Newton



Aliados hoje, adversários de amanhã

Carlos Chagas
Mais realista seria dizer “amigos hoje, inimigos amanhã”. A carta que o Departamento de Estado enviou ao Itamaraty é simplesmente abjeta. Exigem os Estados Unidos que o Brasil acabe com o protecionismo, sob ameaça de retaliações. Pretendem a volta aos tempos em que só produzíamos matéria-prima, importando deles manufaturas ao preço que impusessem. Como nos tornamos um país industrializado, é natural protegermos nossa produção através de barreiras às exportações concorrentes. No mundo inteiro é assim, a começar pelos americanos, que impõem até elevadas taxas a nossos produtos primários. Ganhamos diversas disputas na Organização Mundial de Comércio, a começar pelo algodão, ainda que Washington tivesse dado de ombros, sem cumprir as determinações internacionais.

Fazer o quê, além de repelir essa intromissão indevida? Aguardar a retaliação, preparando-nos para retaliar também, apesar da desproporção de forças. Já não parece tão fácil aos gringos chegar aqui, locupletar-se e sair com o botim.


Por que o pai do capitalismo, Adam Smith, reprovaria Mitt Romney

Paulo Nogueira (Diário do Centro do Mundo)



Charge: 'É gripe?... Não, é político corrupto !!'


Batem nos acusados, mas têm intenção de bater no PT

Leonardo Boff





Reflexões sobre a notícia de que Cristo poderia ter se casado

Francisco Bendl
Três escritores chamados Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln, escreveram o livro intitulado “O Santo Graal e a Linhagem Sagrada”, e Dan Brown se aproveitou das pesquisas feitas por esses autores, plagiando-as e compondo o “Código Da Vinci” que, justamente, abordava a questão de Jesus ter sido casado, e com Maria Madalena.

 Ao Povo. Pão e Circo!

Acorda povo de Jeremoabo!!!

 No Império Romano quando o momento era de crise, para o povo não reclamar e, não se revoltar contra o poder dominante, era utilizado à política do "pão e circo", ou seja, eram construídas enormes arenas (Coliseu), nas quais se realizavam espetáculos dos gladiadores. Esses shows envolviam homens e animais selvagens. Também eram realizados eventos como: acrobacias, bandas, palhaços e corridas de cavalos, inaugurações, grandes comícios etc.

Enquanto o espetáculo acontecia, alguns servos eram incumbidos de jogar pão nas arquibancadas. Dessa forma o povo não reclamava dos problemas que os acometia ou alguma crise política que poderia estar em pauta no momento. Ao patrocinarem a diversão e a comida gratuita ao povo, o mesmo se esquecia, momentaneamente, desses problemas e, quando se lembrassem, os fervores do momento já havia passado. Dessa forma, o povo de barriga cheia e diversão garantida ficavam mais calmos, pacífico e voltava para casa sem reclamar e protestar das injustiças sofridas, tipo cachorrinhos de rua, se sujeitando uma vez mais aos desmandos dos Césares da época e relegando as decisões importantes a esses líderes políticos sem participarem ativamente do processo.
A política do pão e circo que foi muito utilizada na Roma antiga continua muito atual hoje em dia, o que demonstra mudarem-se os povos, os lugares, mas não o modo de agir do ser humano. Essa política circense está cada dia mais em voga, como podemos constatar, nessa época que precede as eleições municipais. São ofertados ao povo comícios shows, entardeceres de inculturas, com atrações diversas. Deixam o povo extasiado e anestesiado para a questão realmente relevante do momento: o voto consciente e qual o candidato que realmente tenha uma proposta séria e voltada para o social.
Ao Povo Pão e Circo. Fato! Até porque sempre existe alguém que gosta de pão como esmolas do poder dominante e circo como diversão corriqueira, mas a maioria quer mais, o povo quer seus direitos, garantido com a lei máxima do Brasil, sendo respeitados, sem a má fé de políticos aproveitadores. O povo quer prestação de contas públicas colocadas a mesa, sem irregularidades porque esse dinheiro, são nossos impostos pagos. O povo quer melhorias feitas na cidade sem que tenha que engolir a velha frase: “O poder dominante é o melhor, fez obras para o povo”. Como? As obras para o povo vêm do próprio bolso do povo, repito, com seus impostos pagos, portanto não esta fazendo, o poder dominante do município, mais que sua obrigação.
E nisso vai pão, e por isso vem circo, e o circulo vicioso da impunidade se perpetua, hoje os que dominam não usam mascaras, hoje as mascaras, em situação inversa, seriam sinônimos de caráter, coisa que foi perdida lá atrás na época do império romano, nas arenas do coliseu, refletindo aqui e acolá...
www.frasesubentendidas.blogspot.com

Senadores do PDT enviam carta a presidente do partido contra apoio a Lula no mensalão

Mariana Jungmann (Agência Brasil)
Os senadores do PDT Pedro Taques (MT), líder do partido no Senado, e Cristovam Buarque (DF) encaminharam carta ao presidente da legenda, Carlos Lupi, na qual se posicionam contra a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva feita pelos partidos da base aliada, em nota divulgada na última quinta-feira.



A Independência do Brasil e as eleições municipais! (Ciro Toaldo)






Fonte: Ciro José Toaldo
Publicou: Jota Oliveira /
editor@navirainoticias.com.br
ARTE / ANDERSON NUNES
Prof. Me. CIRO JOSÉ TOALDO (Naviraí – MS)

  As datas cívicas precisam estimular o cidadão a refletir a respeito do tipo de país que deseja viver. Ao celebrar a data ‘magna’ da História Política do Brasil, através do ‘sete de setembro’, quando ocorre a Independência de nosso país de Portugal, devemos resgatar os 190 anos do processo político de nossa Pátria. Infelizmente nossa história política é vergonhosa sendo nítida a instauração da ‘politicagem’ para se manter no poder políticos inescrupulosos que usam de todas as artimanhas para usar o poder e dele tirar benefício.
A semana da pátria deve estimular o cidadão para ir além do sentimento cívico e da mera exaltação dos símbolos nacionais é preciso entender e se envolver nos reais problemas de sua cidade (local onde a pátria é real), não perdendo a oportunidade de exercer seu sagrado direito de votar com consciência, especialmente nas eleições municipais do próximo dia 07 de outubro. Portanto, não há como honrar a pátria, quando se vende voto e quando não existe a mobilização de todos no sentido de entender que voto não tem preço, mas tem conseqüência e será pelo voto do cidadão comprometido que a pátria prospera. Quanta vergonha e indignação ao ver o julgamento do mensalão, onde políticos ficha suja só souberam tirar proveito do bem público.
E desta forma convivemos com políticos que se julgam “tarimbados” e “experientes”, mas que fazem da política seu meio de vida. O verdadeiro cidadão tem um papel importante que é o de banir (por meio do voto) esses ‘politiqueiros’; pergunto: até quando iremos viver num país onde afirmamos que somos independentes, mas continuamos tendo criaturas que se votam em quem lhe dá algo em troca? É um absurdo conviver com medíocres cidadãos que esperam “dinheiro”, “gasolina”, “cargos” e até sabe lá Deus o que para votar em alguém! Isso causa indignação e revolta, pois com essas falcatruas os politiqueiros corruptos são eleitos, aliás, se existe esse tipo de “político” é pelo fato de também existir eleitores corruptos, mas não esqueçam: há punição para os dois lados.
Em que pese todo o contexto da História Brasileira, desde D. Pedro I, com as implicações do sete de setembro de 1822, nas margens do Riacho Ipiranga, não se pode deixar de acreditar, lutar e exercer a plena cidadania. Vivemos no tempo de revisão de conceitos, de busca de novos projetos e de um tempo novo da política; bastam de políticos autoritários, que não estão preocupados com o bem comum, com a plena justiça, com a solidariedade e que não acreditam que na vivencia familiar se pode avançar! Esse é o momento de repudiar pelo voto os politiqueiros que vivem da política e dela se enriqueceram com o dinheiro público e para o povo dão ‘migalhas’ (é a política do pão e circo dos romanos antigos). O cidadão brasileiro precisa voltar a sonhar com um país e com um município plenamente independente, onde o cidadão vive sem dever favor para ninguém. É possível dar um basta em quem pensa que a política é algo para se ganhar (política não é negócio); os cidadãos honestos, cônscio de seus direitos e deveres devem contribuir com a edificação da independência de sua pátria e precisam demonstrar o amor por sua cidade por meio do voto consciente.
São interessantes os dez mandamentos do eleitor que a Igreja Católica divulgou (veja em nosso blog: www.cj.toaldo.zip.net), pois a plena independência acontece quando os eleitores são conscientes. Destaco alguns destes mandamentos: “Não venda seu voto nem o troque por favores” – isso além de crime eleitoral é o grande trunfo dos politiqueiros que fazem da política sua forma de ganhar dinheiro fácil (corrupção). Outro mandamento: “Não vote sem conhecer o passado do candidato” - o eleitor deve conhecer o passado do candidato, sobretudo como tratou os funcionários do setor público e “Não se deixe levar por pesquisas eleitorais, elas não podem mudar o seu voto”, pois eleição não é competição.
Ainda falta muito para sermos um país plenamente independente, mas quando todos exercerem a plena cidadania essa nação dará um salto gigantesco em todos os setores. Nestes 190 anos de independência o brasileiro aprendeu, mas precisa aprender mais, que tudo está relacionado com a política; aprendeu que o autoritarismo, a ditadura, a opressão, o dedo na cara e o desprezo são fortes indícios para se derrubar um péssimo político.

AUTOR: Prof. Me. CIRO JOSÉ TOALDO (Naviraí – MS).


  Eleitor de Jeremoabo cuidado com os fichas sujas ou laranjas, não caiam no conto do pão e circo...

Fonte: Blog Auto Conhecimento

 






Brasil reage às críticas dos Estados Unidos sobre protecionismo e sinaliza que vai recorrer à OMC

Renata Giraldi (Agência Brasil)


Por que os venezuelanos são o povo mais feliz da América do Sul

Paulo Nogueira (Diário do Centro do Mundo)


Veja os trabalhos que concedem aposentadoria especial

Regras para tempo especial variam de acordo com elemento prejudicial. Frio e umidade estão entre agentes nocivos





 

Em comício, Lula pede que militância não ataque partidos aliados

Após condenações, Valério reclama de estar sofrendo 'linchamento'

Fotos: Divulgação /

Conheça os novos rivais do Gol

Os dois novos integrantes do segmento de hatchs nacionais, Hyundai HB20 e Toyota Etios, vão seguir caminhos diferentes para conquistar seus consumidores e enfrentar o modelo da Volkswagen



Igreja Católica australiana revela 620 casos de abusos de menores

A Igreja revelou este número de vítimas em um relatório ao Parlamento local, mas acrescentou que as denúncias de abusos nos últimos anos caíram significativamente em comparação com os anos 1960 e 1970

A popularização dos importados via internet

Sites estrangeiros que entregam no Brasil estão ajudando no acesso a produtos de fora. Estima-se que as compras internacionais já representem 7% do mercado virtual


Popularidade de Dilma não transfere votos a prefeituráveis, diz jornal

 

Salvador é a 3ª capital com maior número de pessoas sem religião

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Coluna A Tarde: Defesa desnorteada

por Samuel Celestino

 


Mensalão vira arma eleitoral em 13 capitais

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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