terça-feira, setembro 25, 2012

07 DE OUTUBRO EM JEREMOABO E O VÍCIO DA ILEGALIDADE


Não há registro de pesquisas eleitorais autorizadas sobre as eleições municipais de Jeremoabo e até agora o que encontramos são enquetes (que não tem natureza científica) com ampla dianteira para Deri. Na página eletrônica http://www.jeremoabonoticias.com.br/ está sendo promovida uma enquete que dá 54% de intenção de votos para Deri e 42% das intenções de votos para Anabel, o que tem coerência pelas manifestações dedicadas a Deri nas carreatas, passeatas, comícios e visitas.
Para consumo interno as Coligações dispõem de pesquisas e embora não seja permitida a divulgação, na cidade e nos povoados a Coligação 06 de julho vem divulgando dispor de pesquisas que dão a sua candidata vantagem sobre Deri, uma inverdade, e a realidade é bem diversa. Eu, particularmente, disponho de pesquisa feita por instituto idôneo com os números reais de Jeremoabo até o início do mês e como não foi ela registrada não poso o divulgá-la.
Aparentemente “Jeremoabo é um piseiro só” e isso leva a Coligação 06 de julho a cometer uma série de ilegalidades que se viesse ela a ser ganhadora estaria com o pleito comprometido por falta de lisura e ensejaria a cassação da diplomação ou até cassação do registro em sede de Investigação Eleitoral.
São 75 veículos locados pela Prefeitura Municipal que estão sendo utilizados na campanha adversária e muitos pilotados com adesivos ou outra forma, como também os que servem ao transporte escolar são utilizados para transporte de pessoas em atos de campanha, o que levado conhecimento  ao Ministério Público Eleitoral. Há denúncias de que nos dias de passeata da Coligação 06 de julho as aulas noturnas são suspensas para que os alunos participem do evento.  Isso é muito grave e esse abuso deverá acabar de imediato.
Não fosse isso, é fato público e notório e documentalmente provado que Tista de Deda teve seus direito políticos suspensos por ato de improbidade administrativa, mediante sentença da lavra do Dr. Roque, então Juiz de Direito desta Comarca, cuja sentença foi mantida pelo TJBA nos autos da apelação cível de nº. 0001413-62.2008.8.05.022, e por ser esta última uma decisão colegiada, Tista passou a ser considerado “Ficha Suja” e ficou impedido de concorrer nas próximas eleições em face da vedação da LC 135 que alterou a redação da LC 64/90, a chamada Lei das Inelegibilidades. 
Por força de sua ficha suja Tista entendeu de concorrer ao pleito por interposta pessoa, através de sua mulher, por não haver impedimento para ela concorrer uma vez que Tista renunciou ao mandato de Prefeito e em seu lugar foi empossado o vice-prefeito, em manobra politicamente acertada e moralmente desastrosa.
Eu havia adiantado que estranhei quando na segunda feira depois do 1º comício da Coligação 06 de julho em Jeremoabo, no horário político no rádio da Coligação, foi reservado a Tista de Deda que se portou como o verdadeiro candidato, agradecendo a participação de todos e anunciando metas de governo. Nas inserções diárias, nas reuniões, eventos, carreatas e comícios quem fala como se candidato fosse é Tista de Deda, retirando a legitimidade da campanha eleitoral de Anabel, cujo registro de candidato poderá ser cassado de logo.
Na publicidade impressa à foto de Tista é mostrada com a candidata a prefeito e a sua vice e candidatos à vereança. No facebook são constantes as fotos de Tista em eventos e puxando eventos  com candidatos o que é uma prática ilícita.
Quando Tista foi condenando por ato de improbidade administrativa, passando a ser considerado “Ficha Suja”, temporariamente ele perdeu seu direito de cidadania política, pois, tendo seus direitos políticos suspensos, não poderá votar e nem ser votado e nem participar de campanha política, de eventos fechados ou não, programas de rádios, comícios, carreatas e passeatas.
O Código Eleitoral Brasileiro no seu art. 337 considera crime a conduta do cidadão com direitos políticos suspensos participar de atos de propaganda eleitoral, como se vê:
 “Art. 337. Participar, o estrangeiro ou brasileiro que não estiver no gozo dos seus direitos políticos, de atividades partidárias, inclusive comícios e atos de propaganda em recintos fechados ou abertos:
Pena - detenção até seis meses e pagamento de 90 a 120 dias-multa.
Parágrafo único. Na mesma pena incorrerá o responsável pelas emissoras de rádio ou televisão que autorizar transmissões de que participem os mencionados neste artigo, bem como o diretor de jornal que lhes divulgar os pronunciamentos.”

Não haverá de se alegar que o art. 337 do CE ofende a Constituição Federal, pois, a própria CF legitima a vedação no seu art. 5º, II, e art. 15, V c.c. o art. 37, § 4º. Na perda dos direitos políticos, mesmo que temporariamente, há impdimento ao ficha suja. Os “Direitos políticos são integrantes dos direitos de cidadania, de modo que, transitoriamente perdidos, traduzem perdimento provisório da cidadania”.

O Ministério Público já deveria ter tomado à iniciativa de impedir a participação de Tista nos eventos da campanha de sua mulher, e como isso não aconteceu, a Coligação adversa para preservar o princípio da igualdade, poderá solicitar providencias perante o Juízo Eleitoral, pedir a instauração de procedimento criminal e instauração de procedimento de investigação eleitoral para cassação do registro dos candidatos da Coligação 06 de julho, por resultar configurados abusos eleitorais e votação ao princípio da moralidade política. 
É preciso assegurar a lisura do pleito eleitoral e evitar abusos.
Paulo Afonso, 25 de setembro de 2012.
Fernando Montalvão. 
Montalvão Advogados associados. 


Observação do site:
Mais uma vez leio no site do BOB CHARLES, atos praticados pela coligação 06 de julho, o qual pretende passar para opinião pública que tais atos seriam praticados pelo candidato DERI DO PALOMA(PP), como consta da matéria intitulada

Oposição de Jeremoabo tenta confundir eleitor com falsa pesquisa.

Isso é "tática nazista" : " mentir muitas vezes acaba por convencer e confundir as pessaos com pouco grau de educacão e discernimento".

Todas essas acusações infundadas e sem nexo, respondo com a matéria acima.




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..
Qual a diferença entre mau Político e Ladrão ?



- A diferença entre o mau político e o ladrão é que um a gente escolhe, o outro escolhe a a gente!



 

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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