quinta-feira, setembro 13, 2012

Simon entra com representação em Conselho de Ética por 'sabotagem dos trabalhos' da CPI do Cachoeira

Simon entra com representação em Conselho de Ética por 'sabotagem dos trabalhos' da CPI do Cachoeira
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) entrou com uma representação no Conselho de Ética, nesta quarta-feira (12), para cobrar “investigação formal sobre a inexplicável paralisação dos trabalhos” da CPI do Cachoeira, que investiga as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários. No documento, o peemedebista classifica a decisão de suspender os trabalhos do colegiado até outubro como uma “óbvia manobra para que não haja tempo de se investigar mais nada, nem votar a quebra de novos sigilos”. De acordo com a coluna Poder Online, do Ig, Simon disse ainda que, ao se reunirem no último dia 25, os líderes partidários “sabotaram os trabalhos” da CPI ao impedirem que acontecesse naquele mesmo dia uma sessão administrativa na qual seria determinada a quebra de novos sigilos.

 

Simões Filho: Estudantes procuram presidente do TRE-BA para comunicar suspeita de fraude em eleitorado

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Foto: Divulgação

 

  NÃO VOTE EM CANDIDATO CORRUPTO FICHA SUJA OU CANDIDATOS LARANJAS APOIADOS POR FICHA SUJAS.

STF retira poder da Presidência da República

Economista que inventou uma nova classe média (que não existe) ganha de recompensa a presidência do Ipea.

Carlos Newton
Em matéria de prestação de serviços, Marcelo Neri é uma espécie de Dias Toffoli em assuntos econômicos. Como chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ele ganhou notoriedade com a criação do estranho e contestado conceito de “nova classe média”, para denominar a população que teria milagrosamente saído da pobreza no governo Lula.
Neri, um bajulador recompensado



A vantagem oculta para Marta Suplicy

Carlos Chagas


Presidente do BC sugere pagamento mínimo do cartão em 15% 
 
 

PRE-BA pede ao TRE que arquive denúncia contra Beto Lélis por participação em comícios

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Foto: Irecê Repórter / Reprodução
 

 

Juízo arbitral poderia desafogar a Justiça

Roberto Monteiro Pinho
Discutir a morosidade da Justiça brasileira é como malhar em ferro frio. Afinal de que vale o juiz prosseguir com uma ação, formatando-a para que leve anos para ser resolvida, quando existe uma oportunidade real de imediata solução da ação.



O filme errado na hora errada: como entender o que aconteceu nas últimas horas na Líbia e no Egito

Paulo Nogueira (Diário do Centro do Mundo)
O que leva alguém a fazer um filme que ridiculariza Maomé e o islamismo num momento destes? Esta é a pergunta-chave sobre os lastimáveis incidentes ocorridos nas últimas horas na Líbia e no Egito, países em que multidões de muçulmanos atacaram representações diplomáticas americanas.






Chacina da Baixada Fluminense: uma gravíssima afronta ao poder público

Milton Corrêa da Costa
A espantosa e cruel chacina, ocorrida no último final de semana, na divisa dos municípios de Nilópolis e Mesquita, Região Metropolitana do Rio, cuja autoria é atribuída a traficantes da localidade da Chatuba, em que seis jovens foram encontrados mortos, com os corpos mutilados, nus, enrolados em lençóis, crivados de bala, esfaqueados e com marcas de tortura, numa chocante cena, de extrema violência e barbaridade, mostra, mais uma vez, que estamos diante de seres irracionais, monstros assassinos, frios e covardes, que portam armas de guerra, dotados de elevado grau de crueldade e letalidade e de desprezo à vida humana.







Orçamento prevê 6,5 bilhões só para revisões do INSS

Projeto garante verba para pagar as revisões dos auxílios e do teto. Benefícios começarão a ser corrigidos em fevereiro

supera a inflação



julgamento do mensalão
Máquina
a força das mulheres



Na briga por prêmio, políticos de 18 estados e do DF


Em termos proporcionais, é do Distrito Federal que vem a maior parcela de parlamentares finalistas do Prêmio Congresso em Foco
Dos 26 estados brasileiros, oito não tiveram quaisquer de seus representantes congressistas votados por jornalistas na primeira fase dp Prêmio Congresso em Foco; DF é o campeão de menções, proporcionalmente
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Rudolfo Lago: a biruta da política e as apostas de Lula

No Fórum, Aletheia Vieira: o PSDB e as lições da Guerra dos Tronos

Senado aprova Sistema Nacional de Cultura

nistas

Rudolfo Lago
Rudolfo Lago

Tem que tirar o chapéu: parece mesmo São Lula

Haddad se aproxima do segundo turno. Serra sai do páreo. Aécio não entra nele. Dilma bate recordes de popularidade. E Lula volta ao centro da ribalta política. De onde nunca planejou mesmo sair

 

 

Jornais: Serra ataca Dilma e associa Haddad a mensalão

 

Zé Maria
Zé Maria

Lições da greve dos servidores federais

“A greve impôs uma derrota política importante ao governo. Mostrou que é o descaso que caracteriza a atitude do governo para com a educação, a saúde, e os serviços públicos”

 

Lista completa de salários da Câmara em agosto de 2012

Lista completa de salários da Câmara em julho de 2012

Veja os esclarecimentos da Câmara sobre as folhas de pagamento


 AFP Photo/Mohammed Huwais / Os manifestantes tentaram invadir a embaixada americana na capital do Iêmen, Sanaa

Embaixadas dos EUA são alvo de protestos

Houve ataques no Iêmen, Egito e Iraque. Na capital do Iêmen, a polícia atirou para o alto e utilizou jatos d'água para dispersar os manifestantes



Relator considera Zavascki apto ao cargo de ministro do STF

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Começou nesta quarta-feira a tramitação, no Senado, da indicação de Teori Zavascki para o Supremo Tribunal Federal; relator da mensagem presidencial, Renan Calheiros (PMDB-AL) apresentou hoje relatório favorável à indicação de Dilma




Juristas apontam riscos ao direito de defesa

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Em artigo, Ives Gandra e Antônio Claudio Mariz criticam potencial de subjetividade nas novas decisões judiciais



Juiz polêmico anula provas contra Juquinha

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TRF concede habeas corpus ao ex-presidente da Valec ao declarar ilegais todas as escutas telefônicas da Operação Trem Pagador, que investiga suspeitas de corrupção nas obras da Ferrovia Norte Sul; o mesmo juiz concedeu habeas corpus a Carlinhos Cachoeira

Barbosa dá aula de intolerância no STF

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Em nova cena de pugilato, o ministro relator da Ação Penal 470 discutiu com o revisor Ricardo Lewandowski e provou que tem dificuldades em aceitar o contraditório


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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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