segunda-feira, setembro 10, 2012

 


 

 

LUIZ GARCIA

Ficha suja ou limpa

Mais de um milhão de brasileiros assinaram o projeto de lei que se transformou na Lei da Ficha Limpa. Era inevitável: um apoio popular com esse peso praticamente exigiu dos políticos a aprovação do projeto, e muitos com certeza lamentaram que a iniciativa não fosse deles.

Afinal, os profissionais do ramo sempre conheceram de perto os efeitos daninhos da praga das fichas sujas na vida pública. Inclusive aqueles que nunca se beneficiaram dela — mas nunca tinham procurado encontrar um instrumento legal para acabar com a sujeira.

O projeto virou lei há dois anos. Ele proíbe por oito anos a candidatura de políticos que tenham tido seus mandatos cassados, que tenham renunciado para evitar a cassação ou foram condenados em segunda instância. Parece ser mesmo um bom instrumento para melhorar o nível moral — e, portanto, a eficiência — da vida pública.

Neste ano de eleições municipais, daqui a um mês, a nova lei já mostrou bons resultados. No país inteiro, foram contestadas na Justiça Eleitoral mais de 14 mil candidaturas, muitas delas por acusação de ficha suja. E até agora os políticos prejudicados deram prova evidente da eficiência da vigilância da opinião pública: pouco mais de 1.300 recorreram aos tribunais eleitorais tentando salvar suas carreiras.

Dificilmente os tribunais conseguirão dar decisão definitiva para a maioria dos casos. Mas quem entende do assunto afirma que os fichas-sujas que conseguirem continuar candidatos até as eleições de outubro — o que parece ser inevitável, devido ao número de processos, que são quase 14 mil — só conquistarão os mandatos por decisão definitiva do TSE.

E ainda está para ser verificado um dado importante: a reação dos eleitores. Ou seja, quantos deles deixarão de votar na turma dos fichas-sujas. Por decepção com os candidatos ou para não se arriscarem a desperdiçar seus votos.

Também se verá qual o efeito do estigma da sujeira sobre os cidadãos que ajudam a financiar as campanhas ou nelas trabalhar. A sujeira é um estigma poderoso.

As eleições deste ano serão importantes também para os partidos. Se uma legenda tiver um número considerável de candidatos derrubados pela Justiça Eleitoral, isso com certeza não ajudará em nada a sua reputação junto aos eleitores. Partidos com fama de abrigar um bando de fichas-sujas podem ter problemas sérios nas urnas futuras.
Publicado no Globo de hoje.

 

Por que costuma-se dizer que ainda há juízes em Berlim?

Wilson Nobre

O (des)governo municipal e muitos elementos que denunciaram o "tista deda" e agora estão juntos,  são forçados a efetuar um longo tratamento com o medicamento abaixo, sendo medicado como "modo de usar" dose cavalar. Caso o mal seja crônico pelo menos servirá de paliativo.

 

Político ficha suja de Jeremoabo ou Laranaja apoiado por ele nunca mais...

  É muito comum no Brasil ouvir através das emissoras de televisão, que a Polícia Federal prendeu prefeito, secretário de finanças, tesoureiro, servidores ligados à comissão de licitação de um determinado município, em decorrência de desvios de dinheiro público.

Tem municípios que foram surrupiados em dezenas de milhões de reais e pelo jeito as coisas jamais irão terminar por ai. Porém, é bom salientar, que geralmente só um é o responsável direto pelas mazelas e na maioria das vezes é o prefeito. Tem prefeitos que vão deixar o cargo no dia 31 de dezembro e na bagagem dezenas de processos, inelegibilidade, bens bloqueados e na maioria das vezes quem saiu com muito dinheiro no cofre, pouco vai responder. Que prevaleça o bom senso.
Então, aqui vai um recado para os todos os prefeitos do Brasil que tomarão posse no próximo dia 01 de janeiro de 2013, todo cuidado é pouco, tem quadrilhas organizadas para dilapidar o dinheiro do povo e não medem as conseqüências. Uma boa administração se torna, a partir do momento que o prefeito nomeia pessoas honestas, fichas limpas, e que tenha um passado condizente com os bons costumes.

Vamos tirar de circulação os malfeitores, os que querem ganhar sem trabalhar, os que querem se enriquecer com o dinheiro do povo através de ações fraudulentas. Ninguém tem bola de cristal e mesmo que tivesse, nada vale, porém quando pensamos em acertar para que tenhamos uma boa administração que sirva de exemplo, primeiro começa pelas escolhas…….escolher pessoas certas para cada setor é o caminho….fichas sujas, nunca mais.(Fonte: A  Porrada)

Com máscara do capeta, motorista é preso por 'tocar o terror' na BR-324

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Foto: Divulgação/PRF

Assustada com a gravidade de nossas denúncias, a CVM tenta esconder o Blog da Tribuna

Carlos Newton
É uma estratégia antiga, que funciona mais ou menos como tirar o sofá da sala ou esconder a cabeça num buraco, deixando o rabo de fora, como faz a avestruz. Pode parecer brincadeira, mas esse é justamente o comportamento da atual diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

 

 E o “ficha mal lavada”, quem é?

Ora é aquele que respondeu a inquéritos, sofreu ações judiciais, julgamentos de contas não prestadas, todavia a condenação final nunca veio, por falta de provas (dizem). É a tradicional figura do político que é pilhado cometendo mal feitos, mas “convence” um juiz de que é inocente. Também critica a imprensa, a oposição e setores da justiça, dizendo ser por eles perseguido.

O ficha “mal lavada” também é aquele que, após condenação política ou judicial se declara um arrependido pelo que fez e promete mudanças de hábito. É semelhante aquele preso comum que pede para ficar na “ala dos evangélicos” no presídio e depois se declara um convertido. Tem deles que até cria uma igreja prá chamar de sua. 

Os “ficha encardida” e “fichas mal lavadas” não saíram da cena política e estão agindo por meio de interpostas pessoas, ou seja: através de outra sub espécie de “fichas sujas reflexa”. Para não se expor publicamente e se sujeitar a ter um pedido de registro eleitoral impugnado, os ficha suja reflexas agem por meio de “laranjas”.

E até nisso são maldosos.

Não podendo ser candidatos lançam para a cena eleitoral os seus próprios familiares. Esposas, filhos e sobrinhos são os preferidos. São considerados ficha limpa, mas a bem da verdade são marionetes a serviço de um político “ficha suja”, “ficha encardida” ou “ficha mal lavada”.(Fonte:
* Antonio Cavalcante Filho e Vilson Nery são ativistas do MCCE)

 

Um professor de poesia chamado Cacaso

Enfim, uma novidade na política: Lula está pintando os cabelos, o bigode e as sobrancelhas

Carlos Newton
“Vanitas, vanitatum” – todos nós padecemos deste pecado capital, a vaidade das vaidades. A diferença é que, no caso do ex-presidente Lula, essa falha de caráter emerge em proporções ciclópicas. Com o passar dos anos, a atividade política e a glória do exercício do poder fizeram com que a humildade fosse sepultada no coração de Lula e hoje praticamente já não se vê sinais dela.



Londres: Modelo deixa filho cair durante passeio, mas não larga o celular

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Foto: Reprodução / Daily Mail

Feira de Santana: União move ação contra ex-prefeito José Ronaldo


AGU mostra que Marcos Valério transitava pelo Banco Central para favorecer Banco Rural

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Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Que mulher pode estar mais ou menos grávida?

Carlos Chagas


IDEB 2011 EM 21 DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO(SERÁ QUE ESSE É O JEREMOABO QUE O POVO QUER)

Fonte: joilsoncosta

Crédito: Divulgação
Levantamento feito no site do MEC em relação ao IDEB de 21 municípios da região, encontramos a seguinte classificação: 1º- ADUSTINA com 4,5. 2º- FÁTIMA com 4,5. 3º- CORONEL JOÃO SÁ com 4,3. 4º- RIBEIRA DO POMBAL com 4,3. 5º- PARIPIRANGA com 4,3. 6º- TUCANO com 4,1. 7º- NOVA SOURE com 4,1. 8º- SANTA BRÍGIDA com 4,0. 9º- OLINDINA com 3,9. 10º- CICERO DANTAS com 3,9. 11º- HELIÓPOLIS com 3,9. 12º- SITIO DO QUINTO com 3,8. 13º- RIBEIRA DO AMPARO com 3,7. 14º- QUIJINGUE com 3,7. 15º- ANTAS com 3,6. 16º- GLÓRIA com 3,6. 17º- CALDAS DE CIPÓ com 3,6. 18º- ITAPICURU com 3,4. 19º- EUCLIDES DA CUNHA com 3,3. 20º- JEREMOABO com 3,2. 21º- BANZAÊ com 2,9. Por Joilson Costa, Radio Pombal FM, com pesquisa no www.portalideb.com.br/



Analfabetismo funcional DE JEREMOABO


Acusado de estupro, candidato a vereador em Anagé é procurado pela polícia

por Rodrigo Aguiar
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Advogados de dirigentes do Banco Rural vão recorrer contra a condenação no Supremo

Débora Zampier (Agência Brasil)

Ibope divulga nova pesquisa para prefeito de Salvador na sexta

 



Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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