quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Agora, falta o Supremo aceitar que o Conselho Nacional de Justiça investigue as ‘movimentações atípicas’ dos magistrados


Desastre ferroviário em Buenos Aires é um alerta para a falta de manutenção do sistema no Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras.

Pedro Ricardo Maximino



Estado: Desembargadores do TJ-SP exigem punição à 'turma do milhão'



Carlos Newton

Mauro Santayana
A decisão do STF e o fim das oligarquias
Não estaremos, é certo, protegidos totalmente contra a corrupção e outros abusos da prática política. Mas estamos, a partir de 1985, com avanços e recuos, nos livrando das oligarquias, e o processo deve continuar. A decisão do STF é talvez o passo mais importante nesse caminho. -


Nos EUA, companhia aérea
permite fazer sexo nas alturas


Gilson Caroni Filho
O amargo chá do colonialismo inglês
Ao negar as acusações da presidente Cristina Kirchner de que esteja militarizando o Atlântico Sul e rejeitar qualquer solução negociada sobre a soberania das ilhas Malvinas, o governo do premiê David Cameron comprou uma briga complicadíssima.


Renúncia do presidente alemão, acusado de corrupção, mostra a diferença entre a política no Brasil e na Alemanha.

Carlos Newton


Recarregadas as baterias

Carlos Chagas


Mas e a reforma agrária, pessoal?

Percival Puggina


Rio: 887 'mijões' foram conduzidos às delegacias durante o carnaval

Eva é o bloco mais visto; Camarote Daniela também lidera

por Ricardo Luzbel / Felipe Campos

Eva é o bloco mais visto; Camarote Daniela também lidera
Foto: Bahia Notícias



Viúvas da ditadura plantam notícia contra ministras da Dilma


Porto Seguro: Padre morre em acidente de carro

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Pe. Wagner Rocha atuava na Paróquia de Nossa Senhora da Paz


Após tumulto, Mocidade é declarada campeã do Carnaval de SP

Identificados pais do menino do jet ski que matou Grazielly

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Marciano Assis Cabral e Maria Adriana Sipoleta, quatro dias após a morte da garota de três anos na praia de Bertioga, litoral norte de São Paulo, foram identificados pela Secretaria de Segurança Pública; Cabral nem é dono do jet ski que seu filho menor teria pilotado; haverá punição?

comentários


Tiroteio em spa deixa cinco mortos nos EUA


Acidente de trem
mata 49 e fere mais
de 500 na Argentina

Acidente ocorreu quando trem chegava à estação terminal Once, em Buenos Aires


Jovem é morta após reagir a cantada durante o Carnaval no Rio


STJ: Plano de saúde não pode limitar despesa com internação

Crise freia 'crescimento em
ritmo chinês' do Nordeste


Sigla de Kassab 'teve' 5,1 mi
de votos em 2010, diz TSE


Chávez diz que há muitas chances de novo tumor ser maligno


Gagos têm 50% de desconto em tarifa de celular em Mato Grosso do Sul

Lei é questionada na Justiça pelas operadoras, que reclamam da dificuldade de fiscalização do benefício


Avião da Igreja Universal avaliado em US$ 20 milhões é retido pela Receita

- Sonia Racy -

Aeronave do tipo Citation X apreendida em SP pertence à filial argentina da igreja de Edir Macedo


Balanço aponta que 312 crianças trabalharam durante o carnaval



JurisWay - 16 de Fevereiro de 2012
O ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sustou os efeitos do decreto de prisão preventiva contra o prefeito do município de Conceição da Barra (ES), Jorge Duffles Donatti, até o julgamento do .


Parlamentares lançam frente em defesa dos servidores públicos


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Marta: briga com José Pimentel pela primeira vice-presidência do Senado deixou-a isolada na bancada - Valdemiro Rodrigues/Senado

Marta Suplicy venceu a queda-de-braço com José Pimentel para se manter na primeira vice-presidência do Senado. Isso, porém, custou-lhe caro, como mostram bastidores de uma reunião recuperados pelo Congresso em Foco

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A nudez das gatas provoca polêmica

Ficha Suja


Aproximam-se as eleições e o eleitor consciente deve valorizar o seu voto não votando em candidatos com FICHA SUJA. O projeto denominado "FICHA SUJA", com mais de um milhão e seiscentas mil assinaturas, em todo o Brasil, na campanha contra a corrupção na política, merece ser respeitado.
Partidos políticos, que apresentam candidatos com "FICHA SUJA" não merecem credibilidade.

Há candidatos com "FICHA SUJA", que se dizem inocentes. É natural que não tenham a coragem de dizer que são corruptos. Mas há processos contra eles. Se porventura, não foram tirados da lista como candidatos, o eleitor consciente deve alijá-lo, com seu voto, nele não votando.

A iniciativa popular "FICHA LIMPA" foi aprovada no Congresso Nacional com a Lei 9840 contra a corrupção eleitoral, também com a aprovação de deputados e senadores corruptos.

A sua aplicação requer contínua e atenta vigilância de todos, dizem os Bispos do Brasil, em Assembleia em Brasília, por ocasião do Congresso Eucarístico Nacional, para que não continue a praga de compra de votos por aqueles que percorrem todos os lugares prometendo favores aos menos avisados.

É compra e venda de votos. Esperamos, dizem os Bispos, que a Lei "FICHA LIMPA" seja um instrumento a mais para sanar o grave problema da corrupção na vida política brasileira.

Permanecem oportunas as palavras do Papa João Paulo II: "A Igreja encara com simpatia o sistema da Democracia, enquanto assegura a participação dos cidadãos nas opções políticas e garante aos governados a possibilidade de escolher e controlar os próprios governantes; ela não pode, portanto, favorecer a formação de grupos restritos de dirigentes que usurpam o poder do Estado a favor dos seus interesses particulares ou de objetivos ideológicos" (Centesimus Annus, 46).

Urge, pois, uma profunda reforma política ¿ sempre prometida mas nunca realizada, como agora afirmam os candidatos às próximas eleições ¿ reforma que seja iluminada por critérios éticos, com a participação das diversas instâncias da sociedade civil organizada, fortalecendo a democracia direta com a indispensável regulamentação do Art. 14 da Constituição Federal, relativo a plebiscito, referendo e iniciativa popular de lei.

A Reforma Política "precisa atingir o âmago da estrutura do poder e a forma de exercê-lo, tendo como critério básico inspirador, a participação popular. Trata-se de reaproximar o poder e colocá-lo ao alcance da influência viável e eficaz da cidadania" (Doc. da CNBB, 101).

O que desejamos é que seja usada, nas próximas eleições, através do voto ético, esclarecido e consciente, a sua cidadania, superando possíveis desencantos com a política, procurando eleger pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, contra o aborto, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana.

Examinar a vida dos candidatos e, se corruptos, não se igualar a eles, neles votando: quem vota em corrupto é, também, corrupto. Chegou a hora de examinar bem a FICHA SUJA dos candidatos e votar nos que, realmente, têm a FICHA LIMPA.


Dom Jaime Luiz Coelho
1º arcebispo de Maringá

Fonte: Odiario






João Baptista Herkenhoff


“Vade retro, Satanás”, ou simplesmente “Vade retro”, é um exorcismo medieval utilizado para afastar o demônio. A expressão latina “vade retro” pode ser traduzida pelo vernáculo: “afasta-te”.

Suponho que é bastante apropriado recorrer à formula medieval para esconjurar os políticos manchados por condenação criminal: “vade retro, ficha suja”.





Ficha Limpa e o caso Eloá



*Tânia Regina
"Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória" é o que diz o artigo 5.o, inciso LVII da Constituição Federal, chamado de Princípio da Inocência ou da Não Culpabilidade.

Lindemberg Alves foi condenado em primeira instância pelo assassinato da sua ex namorada Eloá. Hoje se ele quisesse participar de um concurso público, certamente sua inscrição seria negada. Alguém aí duvida que a sentença poderá ser modificada num possível novo julgamento?

Pois é... como são as coisas são né!

Em nosso País há dois pesos e duas medidas no que tange aos julgamentos de reles mortais e de políticos.

Não se trata de discutir a justiça da decisão de cada um dos casos, mas sim de aplicar a lei e sobretudo os princípios de direito de forma igual para todos: políticos ou não.

Os crimes eleitorais preveem pena de detenção, reclusão e multa. Assim, quem comete este tipo de infração pode responder ao processo em liberdade até que o Juízo profira a decisão final, portanto, este é um direito que provém do Princípio da Presunção da Inocência.

Nessa linha de raciocínio o candidato ficha suja que não concorre a uma eleição não significa que esteja tendo sua pena executada de forma provisória, ou tenho sido condenado antecipadamente, a lei apenas está dizendo que é prudente que o candidato que responde a um processo criminal espere para concorrer quando o seu processo for julgado.

Vou fazer uma comparação com a lei Maria da Penha. A suposta vítima é sempre uma mulher e ela ao ser agredida procura a justiça e ganha uma medida cautelar de proteção para que o suposto agressor fique longe dela.

É isso que a lei da ficha limpa quer: impor uma medida protetiva ao eleitor (que é a suposta vítima sempre). O suposto agressor é aquele candidato que responde a um processo criminal e deve ficar longe do eleitor, das Câmaras, das Assembléias Legislativas, do Congresso Nacional e dos Palácios de Governo por medida de cautela!

A medida protetiva serve para manter a integridade física, moral, psicológica, patrimonial e sexual da suposta vítima, portanto, assim deve ser com o eleitor (ou será que este, estará a salvo desses tipos de violência com um político ficha suja prestes a se tornar um governante ou parlamentar?)

As penalidades para os atos de improbidade administrativa envolvem ressarcimento do dano, multa, perda do que foi obtido ilicitamente, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos (de 3 a 10 anos, conforme a hipótese) e proibição de contratar com o poder público. Portanto, ato de improbidade não é crime, muito embora, possa após condenação, vir a ser responsabilizado criminalmente em sede de Juízo competente.

Ora, se não é crime, o candidato que responde por improbidade administrativa tem o direito de não ser apontado na rua como "político safado, ladrão" e outros adjetivos similares até ser proferida a sentença final, mas da mesma forma que o suposto agressor da lei Maria da Penha, deve se manter afastado pelo menos 2.000 (dois mil) metros do dinheiro público.

*Tânia Regina de Matos - Defensora Pública do Estado de Mato Grosso
Fonte: Ecosdaserrra





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Lei da Ficha Limpa: comemorar e vigiar

O ano de 2012 começou bem para os brasileiros, após um longo período, o Supremo Tribunal Federal – STF- Corte máxima da justiça brasileira, acatou o clamor popular e reconheceu como constitucional a lei da Ficha Limpa. Esse é um fato para ser comemorado em todo o país, afinal é a grande chance que nós brasileiros temos para varrer da vida pública os políticos vigaristas e ladrões dos cofres públicos.

http://douradosnews.com.br/especiais/opiniao/lei-da-ficha-limpa-comemorar-e-vigiar-por-ribeiro-arce



Planos de saúde não podem mais estabelecer limite de gastos com internações



Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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