segunda-feira, fevereiro 06, 2012



Tribunal de SP facilita troca de aposentadoria

Aposentado que trabalha tem maiores chances de conseguir trocar seu benefício sem devolver a grana recebida do INSS



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Congresso gasta R$ 6 bi com cargos de confiança

Com o que o Congresso gasta anualmente com cargos de confiança, seria possível construir-se cerca de 50 mil casas populares - J.Batista/Câmara

Estudo revela que custo do staff pessoal de deputados e senadores – em torno de 16 mil pessoas – é muito elevado

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Recordar é Viver 2: Matéria da Agencia Folha em 26 de Julho de 2001

Por Mário Kertész em 05/02/2012 às 22:54h em Política


De Luis Inácio Lula da Silva a propósito da greve da PM no governo de César Borges:
“Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. Veja, o que o governo tentou vender? A impressão que passava era de que, se não houvesse policial na rua, todo o baiano era bandido”. Segundo o chefe do PT, nenhuma greve pode ser considerada ilegal. “‘A Polícia Militar pode fazer greve”, afirmou. “Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário micho, esse cidadão tem direito a fazer greve. Na Suécia, até o Exército pode fazer greve fora da época de guerra.”

E ai, cara pálida?



No Fórum, Célio Pezza: o diesel brasileiro e os ares do inferno

Antônio Augusto de Queiroz: problemas à vista para os servidores públicos

Entidades repudiam ações contra o Congresso em Foco



Nos jornais: Rádios de ministro estão em nome de empregados na PB


Nos jornais: fotógrafo da morte de Herzog diz que ditadura o usou



Antônio de Queiroz
Antônio de Queiroz

Governo esvazia órgão de negociação com servidores

“A temperatura vai subir na relação das entidades de servidores com o Governo Federal, com várias categorias sem reajuste há alguns anos”



EUA elogiam Dilma mesmo
após críticas a Guantánamo







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Lúcio Távora | Ag. A TARDE Confira as imagens do sexto dia de greve dos policiais militares em Salvador (Lúcio Távora | Ag. A TARDE)

Confira as imagens do sexto dia de greve dos policiais militares em Salvador


Aguinaldo Ribeiro, o novo ministro das Cidades, é um fenômeno em matéria de aumentar o patrimônio pessoal sem explicação.

Carlos Newton


DO FUNDO DA MEMÓRIA (3): Dos juristas aos jurilas

Carlos Chagas



Charge do Sponholz



Assembleia Legislativa é cercada pelos militares

Policiais passaram a noite amedrontados com a possível invasão. Imprensa foi afastada do local




Em seis dias de greve RMS é palco de 86 casos de homicídios

O dado equivale à metade dos registros de fevereiro de 2011: 172 ocorrências




Força Nacional, Exército e PM cercam Assembleia Legislativa



Por Mário Kertész em 05/02/2012 às 19:04h em Polícia

Os 516 policiais militares indiciados na Bahia por participar da greve na Bahia, em 2001, não vão mais ser punidos. O presidente Lula sancionou ontem (14)uma lei federal que anistia todos os policiais e bombeiros militares envolvidos em movimentos reivindicatórios que ocorreram no Brasil desde 1997. Mais de cinco mil policiais, em oito estados e no Distrito Federal, foram beneficiados.

Na Bahia, 516 policiais foram indiciados por participação na greve de 2001. Desses, 24 chegaram a ser demitidos, mas 18 já conseguiram a reintegração na Justiça. Na época, Salvador viveu ondas de saques e assaltos, que culminaram com a invasão do 8º Batalhão da PM, em São Joaquim, onde os líderes do movimento estavam aquartelados, pela Tropa de Choque da própria PM.

Após o fim do movimento, os policiais tiveram 10% de aumento salarial e conseguiram benefícios como auxílio alimentação e plano de cargos. “Hoje já não cabe um movimento como aquele. Nossa principal conquista foi o respeito da sociedade”, argumenta o coordenador geral da Associação de Policiais e Bombeiros e seus familiares do estado da Bahia (Aspra), Marco Prisco, soldado demitido em 2001.

E agora o governador Wagner nega, com razão, a anistia.

Nada como um dia após o outro.

PS O destaque em negrito é meu.

Iniciada retomada
da Assembleia
Legislativa da Bahia



Tráfico aproveita greve
para acerto de contas







Entrega do IR começa em
1º de março





TJ-DF: a Corte mais cara do País


'Não adianta ter reivindicação atendida e não ter o respeito da população', diz coronel da PM

por Patrícia Conceição

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GREVE DA PM

Prejuízo de lojistas pode passar de R$ 200 milhões

O presidente do Sindicato dos Lojistas do Estado da Bahia, Paulo Motta, estima que devido ao fechamento das lojas em todo o estado e ao baixo movimento registrado nos estabelecimentos, o prejuízo acumulado é de cerca de R$ 200 milhões




'A PM não vai se abaixar perante isso', diz Isidório

por David Mendes / Rodrigo Aguiar

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Foto: Max Haack/Bahia Notícias



Confronto entre policiais e Exército acontece na AL-BA

por David Mendes / Rodrigo Aguiar

Confronto entre policiais e Exército acontece na AL-BA
Foto: Max Haack/Bahia Notícias
O primeiro confronto entre o Exército e policiais militares grevistas já aconteceu na manhã desta segunda-feira (6) na área externa da Assembleia Legislativa da Bahia. O embate começou quando os homens das Forças Armadas perceberam que um dos manifestantes que tentava retornar para o interior do prédio da AL-BA estava armado. O homem foi imobilizado e teve que deixar a arma. Depois disso, foi liberado. Houve utilização de gás pimenta para dispersar os grevistas. Estão envolvidos na ação 600 homens do Exército, 200 da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe/Caatinga) e 40 da Força Nacional, segundo o tenente coronel Cunha, porta-voz da 6ª Região Militar. O acesso ao Centro Administrativo da Bahia está bloqueado.



Tiros de borracha são disparados na AL-BA, diz jornal



Número de homicídios já chega a 92 no sétimo dia de greve

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O número de assassinatos contabilizados durante a greve da PM é mais da metade dos 172 homicídios registrados em fevereiro de 2011

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Avenidas fechadas em Salvador

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Registros de ônibus e caminhões tomados em algumas vias de Salvador

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Salvador

Mandado de prisão: confira o nome dos policiais

Foram expedidos 12 mandados de segurança; um dos policiais já está preso desde a madrugada desde sábado (4)

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Fotos do dia

Xenia Tchoumitcheva é namorada do piloto Fernando Alonso Timão empata e perde a liderença do Campeonato Paulista Jovem caminha na favela do Corujão, localizada na Vila Guilherme. Incêndio deixou 410 desalojados
Delegacias demoram mais para fazer BO e população sofre Bingo é fechado por policias militares no bairro da Santa Cecília Gilberto Kassab participa de vistoria na Fábrica do Samba, na Barra Funda



"Não temos por que ter medo do Conselho Nacional de Justiça"

Fernando Ganem, presidente da Associação dos Magistrados do Paraná



Roberto Muniz é exonerado do Ministério das Cidades

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Forças Armadas cercam a Assembleia Legislativa

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Às 7h45, tiros de borracha foram disparados contra um grupo de manifestantes que avançou sobre o local onde soldados do Exército estavam posicionados. Imprensa foi asfastada, ruas fechadas e situação é tensa



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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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