terça-feira, fevereiro 28, 2012

A lentidão da Justiça faz com que o processo do mensalão já comece a prescrever. E la nave va, fellinianamente.

Carlos Newton


Coluna A Tarde: A Ficha Limpa e seus filhotes


Ex-deputado preso há 12 anos e condenado a 110 ameaça Judiciário

Hildebrando Pascoal, o 'homem da motosserra', exige R$ 6 mil por mês para 'não contar o que sabe'


A Ficha Limpa abriu caminho para o recall de políticos

Leinin e o recall

Leinin e o recall


Jaula para os animais

Carlos Chagas


No Brasil, assalariados pagam muito mais impostos que as empresas

Pedro do Coutto


Charge do Sponholz


Brasil critica ameaças da ONU à Síria e rejeita armas para rebeldes no país


Alunos do ensino a distância já são 15% do total de universitários no País

Estudantes de tal modalidade são mais velhos e pobres que os de cursos presenciais de faculdades


Dora Kramer

Sim, resta o mais difícil da Lei da Ficha Limpa

Dora Kramer


Militar alertou, em 2006, sobre falhas na base brasileira na Antártida


Novos brinquedos assassinos e a benevolente Lei do Trânsito

Milton Corrêa da Costa


Agrava-se a crise Banco do Brasil/Previ e um ex-vice-presidente é acusado de corrupção.

Carlos Newton



TORTURA: “DADOS ESTARIAM SENDO MAQUILADOS NO ESPIRÍTO SANTO...?”


Por : Pettersen Filho

Visto, outro dia, em Rede Nacional de Televisão , prestando o mais
sincero, e embargado. depoimento, quanto a possível Pratica de Tortura em
Presídio no Espírito Santo, essa semana, em que Vídeo veiculado na
Internet exibe imagens que seriam de Presos sendo submetidos a Tratamento
Degradante em Aracruz, retirados das celas e despidos, em plena madrugada,
por Agentes Penitenciários...mais


SUPER DILMA – NEOLIBERALISMO SERVIL


Por : Laerte Braga

A política econômica em absoluta e estrita obediência às diretrizes de
instituições como o Banco Mundial, o FMI. A privatização (que disfarçam
com o eufemismo concessão) de quatro grandes aeroportos do País e o
anúncio que mais rodovias serão entregues à administração de empresas
privadas. A plena falta de tino da presidente para questões de importância
decisiva para o futuro do Brasil (basta dizer que Moreira Franco é o
ministro Secretário...mais



Charge do Duke (O Tempo)


Reflexões sobre o processo de privatização no Brasil, que começou com Collor e nunca mais parou.

Carlos Frederico Alverga


Justiça quebra sigilo bancário e fiscal do ex-prefeito de Campinas, Dr. Hélio

Verba para programa de combate à Aids foi usada para comprar TVs, portas de jequitibá e até bombons


Quase um terço dos parlamentares é “forasteiro”

Padre Tom é piauiense e exerce seu mandato por Rondônia. Como ele, boa parte dos parlamentares brasileiros não nasceu no estado que representa - Luiz Alves/Câmara

De cada dez parlamentares brasileiros, três não nasceram no estado pelo qual foram eleitos e representam. Em Rondônia, por exemplo, não há nenhum deputado ou senador que tenha nascido no estado

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Dr. Rosinha: o Irã terá o mesmo destino que teve o Iraque?

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Senadores pedem ficha limpa a Dilma e Tarso Genro


Nos jornais: Lei de Acesso está atrasada em todos os estados

O juiz e a percepção da sociedade: privilegiado ou trabalhador explorado?

Nos jornais: Serra abriu mão de projeto presidencial, afirma Kassab


O salário para procurador do Ministério Público junto ao TCU é de R$ 22 mil

Concursos: mais de 29 mil vagas e salários de até R$ 22 mil

O Tribunal de Contas da União abre vagas para procurador com os salários mais atraentes entre os concursos disponíveis: R$ 22 mil. Há vagas para juízes nos Tribunais Regionais do Trabalho de Campinas e no Rio Grande do Norte, com vencimentos de R$ 21,7 mil



Serra 'volta à política com força' nas eleições em SP, avalia FHC


Depósito milionário para ex-vice do Banco do Brasil é investigado

Afastado durante crise no banco, Allan Toledo recebeu recursos de aposentada de 70 anos

ELEIÇÕES 2012

PT lança ofensiva para impedir isolamento de Fernando Haddad



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Tribunal vai adquirir 90 carros de luxo quatro anos após decidir que iria acabar com o benefício. A justificativa é a segurança dos magistrados


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Brasil será 7ª economia mundial apenas em 2050, diz HSBC

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Estudo feito pelo banco aponta que nos próximos 40 anos o País deve crescer a um ritmo mais acelerado do que as nações desenvolvidas

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Pedro Simon

"O líder da Bahia está equivocado. Onde está a proibição? Nada impede que a Assembleia da Bahia faça isso, para valer no estado"

Senador Pedro Simon, em entrevista ao jornalista Samuel Celestino, no programa Bahia Notícias no Ar, da Rede Tudo FM 102,5, ao questionar a justificativa do líder do governo, deputado Zé Neto (PT), de que a Lei da Ficha Limpa não seria objeto de legislação estadual.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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