segunda-feira, fevereiro 13, 2012

A incontida loucura da corrupção brasileira

Welinton Naveira e Silva


Sem anistia, ela não teria sido presidente da República

Carlos Chagas



"Rua dos bobos, número zero"

Na sexta-feira, o Estadão divulgou uma matéria informando que a Justiça bandeirante havia concedido o benefício da prisão domiciliar a um cidadão acusado de furto. Até aí tudo bem, não fosse o fato de que o referido réu era um morador de rua. A reportagem causou mal estar. Em nota, o TJ/SP assevera que a notícia de que o acusado era um sem-teto não foi informada nos autos pelo defensor. (Clique aqui)


SUS deve fornecer medicamento para tratamento de derrame cerebral



Ciro Gomes diz que 'no cafezinho do Congresso todo mundo sabe quem está roubando'

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Leia a íntegra do boletim médico do ex-presidente Lula


Tratamento de Lula é milagroso e já fez com que ele lesse dois livros.

Carlos Newton


Novo ministro das Cidades usava verba da Câmara para pagar notícias favoráveis a ele.

Carlos Newton


Confira os carros mais econômicos, na cidade e na estrada

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Nem sempre o veículo mais desejado será o mais amigável ao bolso, o consumo de combustível também conta. Veja também quais são os mais "beberrões". Uno Mille Fire Economy faz jus ao nome

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Acredite se quiser: quatro servidores públicos foram presos por desviar dinheiro no esquema do Ministério do Turismo


Poder

Greve da PM na Bahia poderia ter sido evitada

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Especialista em segurança pública, o ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel avalia que Comando da PM-BA foi muito maleável no trato com grevistas e mostra que ferramentas constitucionais o coronel Alfredo Castro poderia ter utilizado para pôr ordem na casa

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Mauro Santayana
Os militares e a polícia
O que está em jogo na mobilização dos policiais é muito mais do que a reivindicação dos corpos policiais - que pode ser justa, ou não – mas a própria estrutura do Estado Nacional, republicano e, de acordo com seus primeiros constituintes, federativo. -


Governador nega troca no comando-geral da PM e comenta bolo oferecido a general

por Rodrigo Aguiar

Governador nega troca no comando-geral da PM e comenta bolo oferecido a general
Foto: Tiago Melo/Bahia Notícias


Poder

Triste Salvador! Oh quão dessemelhante!

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Espírito de Gregório de Mattos baixa no deputado Emiliano José. Petista recita poema do "Boca do Inferno" para ilustrar o abandono da Cidade de Salvador.

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Francisco de Assis Leme Franco é o novo presidente da Casa da Moeda

Francisco de Assis Leme Franco é o novo presidente da Casa da Moeda

Franco assume no lugar de Luiz Felipe Denucci, demitido após denúncias de que teria recebido propina de fornecedores do órgão

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Charge do Duke (O Tempo)


Lutar por salário é sagrado, truculência, não.

Welinton Naveira e Silva



Greve mostrou que PM é importante para paz e segurança da sociedade, diz Dom Murilo


EXCLUSIVO! Processo envolvendo venda da TV Globo de SP para Roberto Marinho será julgado pelo Supremo Tribunal Federal. O relator é o ministro Celso de Mello, decano do tribunal.

Carlos Newton


Enquanto isso, vejam o que acontece com quem trabalha honestamente

José Guilherme Schossland


Eike Batista usou informações privilegiadas da Petrobras para conquistar as melhores áreas.



Fim de semana do Rio tem 223 detidos por urinar na rua



Briga do PSD é em busca do fundo partidário

O PSD de Gilberto Kassab briga na Câmara com outros partidos de olho nos R$ 282,6 milhões do fundo partidário - ABr

O partido criado por Gilberto Kassab luta com outras legendas pelas representação nas comissões da Câmara de olho mesmo nos R$ 286,2 milhões da bolada do fundo

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Antonio de Queiroz: governo está cometendo perversidade com o salário-mínimo

Lei da Ficha Limpa retorna à pauta do Supremo



Atrasados do benefício por invalidez podem chegar a R$ 35 mil

O Agora traz uma tabela com o valor da revisão para quem recebeu benefícios do INSS entre 2002 e 2009

Receita Federal

Programa do IR poderá ser liberado em site antes do dia 24




de medula óssea

Entidade ajuda no transplante


Ficha limpa

Validade da lei ficha limpa na pauta do STF

A validade da lei ficha limpa (LC 135/10) deve voltar a ser julgada no STF na próxima quarta-feira, 15. Neste dia, estão na pauta de julgamentos do plenário as três ações que tratam da validade da norma, cuja análise começou em novembro do ano passado. São elas as ADCs 29 e 30 e a ADIn 4578.

O julgamento será retomado com o voto do ministro Dias Toffoli, que interrompeu a votação com um pedido de vista em 1º/12. Até o momento, foram registrados dois votos favoráveis à lei.

O relator, ministro Luiz Fux, votou pela legalidade da norma, mas entendeu que alguns ajustes precisariam ser feitos. Ele defendeu, por exemplo, que o político que renunciasse para escapar de cassação só ficaria inelegível depois que houvesse processo contra ele na Comissão de Ética. A mudança foi criticada pela imprensa e pela opinião pública, que viram brechas para que políticos escapassem da punição.

Fux acabou voltando atrás em sua proposta quando o julgamento retornou ao plenário, já em dezembro, após pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa. Em seu voto, Barbosa também votou pela constitucionalidade integral da lei ficha limpa, reforçando o discurso da necessidade de moralização da política nacional. Mais uma vez, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Toffoli, que será o primeiro a votar na semana que vem.

Veja pauta de julgamentos previstos na sessão plenária do STF de quarta-feira, 15.

Fonte: Migalhas



Fotos do dia

Nara Alves é destaque do site Bella da Semana Jogadora de vôlei morta a facadas por bandidos em assalto em Perdizes, na zona oeste Vista da cozinha interditada da Escola Estadual José Nascimento, na zona sul
Corredor de escola estadual em reforma Pai de Eloá fala sobre assassinato da filha pela primeira vez de dentro da cadeia Danilo cabeceia a bola para marcar o gol da vitória do Corinthians sobre o São Paulo


Oposição pede liberação de senha para fiscalizar governo

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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