quarta-feira, fevereiro 01, 2012


Negromonte comunica demissão a aliados do PP


OAB faz ato em favor do CNJ

Mesa Diretora do TJ-BA será empossada hoje

Supremo decide hoje se cassa os poderes do Conselho Nacional de Justiça. E o corporativismo indica que sim...

Carlos Newton


Bons ventos. STF deve manter amanhã a autonomia correcional do CNJ

Charge do Sponholz

Ministro das Cidades pode deixar o governo esta semana

Acordo entre Dilma, PP e Wagner foi costurado em Camaçari. Negromonte enfrenta acusações


Planalto estuda 'ficha corrida' de escolhido para ocupar Cidades

Sob suspeita de fraude nas eleições, TJ empossa mesa diretora

Sob suspeita de fraude nas eleições, TJ empossa mesa diretora

Desembargadora Telma Britto se despede da presidência da casa e dá lugar a Mário Hirs, que comandará tribunal por dois anos

comentários

Parece brincadeira, mas nomearam um ladrão para tomar conta da Casa da Moeda. É a perfeição, em matéria de roubalheira.

Carlos Newton


Na marca do pênalti, sem goleiro

Carlos Chagas


ELEIÇÕES
Saída de ministro pode
mudar planos do PP

SÓ ELOGIOS
Gurgel elogia atuação da
corregedora Eliana Calmon


Charge do Duke (O Tempo)


Aposentados e reformados não causam déficit algum ao governo

Pedro do Coutto


Exclusivo: um quarto do Congresso tem supersalário

Relator das auditorias, Raimundo Carreiro deve levar casos à julgamento em março. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Auditorias nas folhas de pagamentos da Câmara e do Senado feitas pelo TCU encontram 1.588 servidores efetivos recebendo acima do limite constitucional, atualmente fixado em R$ 26,7 mil

Continue Lendo...

Marcelo Soares: Fugidinhas, ovos e distância

Servidores sofrem descontos na remuneração, diz Câmara

Cuiabá e Boa Vista, as únicas capitais sem radares eletrônicos no trânsito


Um inquérito no Supremo vai ser aberto porque Cameli tem imunidade parlamentar

Deputado é pego em blitz da Lei Seca em Brasília

Gladson Cameli (PP-AC), que está no segundo mandato na Câmara, foi flagrado acima do limite alcoólico permitido para dirigir


Atrasados do INSS acima de R$ 30.600 saem para 57 mil

Grana será paga até maio para quem tem direito a receber a bolada dos atrasados acima de R$ 30.600


Fotos do dia

Letícia Wiermann é tão determinada quanto o pai, José Luiz Datena Usuários esperam por ônibus na avenida Ragueb Chohf, na zona leste de São Paulo Terminal Rodoviário Oeste fica vazio por causa da greve de motoristas de ônibus
Moradores do bairro Piraporinha esperam ônibus em ponto da estrada no M' Boi Mirim Funcionários da Sabesp consertam tubulação da rede de água que se rompeu no Brás Carro em meio a alagamento na rua João Jacinto, na região central de São Paulo


José Nêumanne

Civilização e barbárie na ocupação do Pinheirinho

José Nêumanne

Presidente da OAB diz que CNJ deve investigar os que não "honram a toga"

OAB lançou ato em defesa do CNJ, com a presença de 7 dos conselheiros. Nesta quarta, STF deve definir autonomia do órgão para investigar juízes.



Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília

Ato na OAB em defesa do poder do CNJ de investigar júizes (Foto: Filipe Matoso/G1)Ato da OAB em defesa do poder do CNJ teve a
presença de parlamentares, procuradores e
ex-ministros do STF (Foto: Filipe Matoso/G1)
Com a presença de sete dos 15 conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançou nesta terça-feira (31) um ato em defesa do órgão de controle do Judiciário. Nesta quarta (1º) o Supremo Tribunal Federal deve decidir se o conselho pode ou não investigar juízes antes das corregedorias dos tribunais.

Em discurso ao lado de senadores, procuradores e ex-ministros do Supremo, o presidente da OAB, Ophir Cavalcanti, afirmou que apenas magistrados "sem compromisso" com o Judiciário brasileiro se beneficiarão de uma eventual redução dos poderes do CNJ.


saiba mais

Judiciário retoma trabalhos nesta semana
Associação pede que PGR questione lei que autoriza Coaf a quebrar sigilos
Conselheiros do CNJ dizem não ter dúvidas de legalidade de licitação



"O CNJ precisa ter competência concorrente, a competência originária para, em determinadas situações, investigar os que não honram a toga da Justiça brasileira", afirmou. Citando dados da Corregedoria do CNJ, Ophir afirmou que 15 dos 27 presidentes dos Tribunais de Justiça estão sendo investigados ou tiveram processos arquivados no conselho.

Segundo ele, dois presidentes e três corregedores de Tribunais Regionais Federais também sofrem ou sofreram processos no CNJ. Dos 28 corregedores de Tribunais de Justiça, 18 respondem ou responderam a processos, de acordo com o presidente da OAB.

"Sem as investigações do CNJ, se beneficiarão os magistrados sem compromisso com a Justiça. Este ato tem o objetivo de defender e afirmar a importância da Justiça brasileira", disse Ophir. Para o presidente da OAB, o CNJ "não é dos magistrados, é dos brasileiros."

Antes de iniciar o discurso, Ophir destacou a presença dos seguintes conselheiros do CNJ: Jorge Hélio, Carlos Alberto Reis de Paula, Gilberto Martins, Wellington Saraiva, Jefferson Kravchychyn, Bruno Dantas e Marcelo Nobre.

Presente ao ato, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim defendeu a autonomia do Conselho Nacional de Justiça e afirmou que os juízes "devem prestar contas de que servem, para que servem, para o que vieram, o que fizeram e o que deixaram de fazer."

Para o jurista Miguel Reale Júnio, estão “nas mãos do Supremo a imagem e a fidedignidade do Judiciário.” “Transformar ouvidorias em mero encaminhamento de denúncias a corregedorias que não tem independência suficiente para julgar seus próprios dirigentes será cortar a ligação efetiva entre a justiça e o povo. Supremo, não desmereça a Justiça perante o seu povo”, disse.

O jurista Hélio Bicudo afirmou que o CNJ “foi criado diante dos reclames da sociedade civil”. “Só estamos exigindo a manutenção daquilo que foi elaborado pelos nossos legisladores”, afirmou.

Segundo o senador Demóstenes Torres, há magistrados "com medo" do CNJ. "Só teme quem deve alguma coisa. Todos os poderes devem prestar contas. O CNJ deve investigar os juízes de maneira originária, sem depender das corregedorias estaduais", disse.
Fonte: Abra a Boca, Cidadão

MAIS UM BAHIA!!!


1


Consulta Processual - W3
Nova pesquisa

Nova Numeração: 0066220-29.2011.4.01.0000
Grupo: IP - INQUÉRITO POLICIAL
Assunto: Crimes de Responsabilidade (DL 201/67; Lei 1.079/50 e Lei 5.249/67) - Crimes Previstos na Legislação Extravagante - Direito Penal
Autuado em: 31/01/2012
Órgão Julgador: SEGUNDA SEÇÃO
Juiz Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL HILTON QUEIROZ
Processo Originário: 00.00.22201-0/BA

Histórico de Distribuição
31/01/2012DISTRIBUIÇÃO POR DEPENDÊNCIADESEMBARGADOR FEDERAL HILTON QUEIROZ
10/11/2011DISTRIBUIÇÃO AUTOMÁTICADESEMBARGADOR FEDERAL PRESIDENTE

Partes
Tipo Ent OAB Nome Caract.

779
JUSTICA PUBLICA
PROC/S/OAB

PAULO ROBERTO DE ALENCAR ARARIPE FURTADO
INDICIADO

JOAO BATISTA MELO DE CARVALHO
INDICIADO

CARLOS ALEXANDRE NOLASCO DE OLIVEIRA
INDICIADO

JOSE NILSON DIAS SANTOS

2

Consulta Processual - W3

2

Nova Numeração: 0042791-33.2011.4.01.0000
Grupo: IP - INQUÉRITO POLICIAL
Assunto: Crimes da Lei de licitações(Lei 8.666/93) - Crimes Previstos na Legislação Extravagante - Penal
Autuado em: 26/08/2011
Órgão Julgador: SEGUNDA SEÇÃO
Juiz Relator: DESEMBARGADORA FEDERAL ASSUSETE MAGALHÃES
Processo Originário: 00.00.32200-6/BA

Histórico de Distribuição
26/08/2011DISTRIBUIÇÃO AUTOMÁTICADESEMBARGADORA FEDERAL ASSUSETE MAGALHÃES
28/07/2011DISTRIBUIÇÃO AUTOMÁTICADESEMBARGADOR FEDERAL PRESIDENTE

Partes
Tipo Ent OAB Nome Caract.

779
JUSTICA PUBLICA
PROC/S/OAB

OSNIR BELICE
INDICIADO

JOAO BATISTA MELO DE CARVALHO
INDICIADO

JAILTON MENEZES LIMA
INDICIADO

JOAO VICENTE GUIMARAES VIEIRA


18 montadoras estão livres do aumento de IPI

As montadoras são as seguintes: Agrale, Caoa (Hyundai), Fiat, Ford, GM, Honda, Iveco, MAN, Mercedes-Benz, MMC Nissan, Peugeot, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo e International Indústria Automotiva da América do Sul








Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas