terça-feira, fevereiro 07, 2012

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Associações não aceitam proposta do governo e policiais cantam que 'o Carnaval acabou'

por David Mendes / Rodrigo Aguiar

Associações não aceitam proposta do governo e policiais cantam que 'o Carnaval acabou'
Foto: Betto Jr. / Ag. Haack / Bahia Notícias


PMs amotinados temem que AL-BA seja invadida; Atiradores de elite se posicionam em teto próximo

por Evilásio Júnior

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Fotos: Betto Jr. / Ag. Haack/ Bahia Notícias



Justiça manda Senado devolver milhões em hora extra

Pagamento de horas-extras a servidores no período de recesso é questionado por decisão de juíza, que exige a devolução do dinheiro - Waldemiro Rodrigues/Senado

Juíza gaúcha determina que funcionários retornem aos cofres públicos o que receberam indevidamente de hora extra em janeiro de 2009, quando a Casa estava em recesso. Soma chega a R$ 5,7 milhões

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Papel do CNJ é destaque de cerimônia no TJ-SP


Greves por melhores salários fazem parte do contexto democrático.

Vicente Limongi Netto


Charge do Duke (O Tempo)


Tribunal de Contas mandou parar a farra salarial em Brasília, mas os desembargadores inventaram uma desculpa e seguiram adiante.

Carlos Newton


No Fórum, Agassiz Almeida: homenagem a Linduarte Noronha



A doença do atraso e da pobreza

Posted: 06 Feb 2012 10:10 AM PST


Walter Pinheiro: a invasão do Pinheirinho e o jeito tucano de governar


Bahia: restauração da ordem contra o terrorismo de grevistas

Milton Corrêa da Costa

Novo ministro das Cidades aponta gestão como prioridade


Decisão que beneficiou TV GLOBO deu errado. Acórdão do STJ possibilita reexame da compra da TV Paulista, com abundância de provas de irregularidades.

Carlos Newton

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Empreiteiras dançam no leilão dos aeroportos

A informação é de Leandro Mazzinni, da Coluna Esplanada. Nos leilões realizados há pouco,
perderam as grandes



Charge do Sponholz



Fumo está relacionado com deterioração mental nos homens



Mulheres e crianças deixam prédio da Assembleia em Salvador


Greve de PMs na BA faz turistas cancelarem viagem, diz associação



GREVE
Dois pontos ainda
impedem o fim
da greve


NOTA
Associação Bahiana de
Imprensa em Defesa da Lei


OAB FALA
Expor criança a situação
de risco é crime


EM CARREATA
População hostiliza e vai
PMs no sul do Estado


Exército libera acesso de funcionários a secretarias e órgãos públicos no CAB

por David Mendes / Patrícia Conceição

O comando do Exército decidiu liberar, na manhã desta terça-feira (7), o acesso a secretarias e órgãos públicos localizados no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. A medida vale apenas para funcionários e prestadores de serviço, mediante apresentação de documento que comprove o local de trabalho. O acesso à área havia sido bloqueado nesta segunda (6), quando homens do Exército cercaram a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), ocupada por policiais militares grevistas desde a última terça (31). Com isso, o expediente nas secretarias e demais órgãos será retomado. O clima na região neste momento é de tranquilidade, mas as tropas permanecem posicionadas para impedir a entrada de manifestantes e familiares na AL-BA.



Presidente de associação nacional de PMs nega movimento em cadeia: ‘Para Anaspra, PEC 300 é inconstitucional’

por Evilásio Júnior

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Pedro Queiroz tem 33 anos de corporação na PM do


TRICOLOR
Falcão chega para ser
o novo comandante


ABI se manifesta sobre a greve parcial da polícia

ABI se manifesta sobre a greve parcial da polícia
A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) se pronunciou, nesta segunda-feira (6), sobre a atual paralisação de parte da Polícia Militar no estado. De acordo com o documento assinado pelo presidente Walter Pinheiro, são “compreensíveis” as ações desenvolvidas pelos integrantes para reivindicar melhores condições salariais, mas é “inaceitável” a adoção de medidas extremas para o alcance de tais melhorias. A ABI considera, no entanto, que a solução do conflito não deve vir pela força. Assim, conclama as lideranças do movimento grevista no sentido de observarem a lei, na certeza de que os governantes voltarão à mesa das negociações, para o retorno da normalidade. Veja aqui o documento na íntegra.



Salário mínimo deveria ser de R$ 2,3 mil, diz Dieese

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Itaú tem o maior lucro da história dos bancos no Brasil

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Policial grevista deixa Assembleia da Bahia



Chá-verde reduz deficiências em idosos, revela estudo


Foco de fraudes, convênios da pasta do Turismo desviaram R$ 56 milhões

Investigação de repasses a 57 ONGs foi iniciada após cúpula da pasta ter sido presa na Operação Voucher


Juíza manda bloquear as contas bancárias da Aspra

Magistrada atendeu requerimento feito por integrantes de uma força-tarefa da SSP


Madrugada tensa na Assembleia Legislativa

Exército aposta no cansaço dos policiais que não têm mais acesso a água, alimentos e luz elétrica




Estado alega falta de recursos para pagar GAP 4 dos policiais

Governo argumenta que tem limites orçamentários e legais para negociar com categoria



TCU vê nova licitação irregular do CNJ; agora no valor de R$ 8,4 mi

Órgão considera irregular o processo do Conselho na escolha de uma empresa fornecedora de softwares



Após 4 greves na gestão Dilma, PMs discutem mais oito paralisações

- Bruno Paes Manso e Vannildo Mendes -

Militares e bombeiros pressionam governo e Congresso para acelerar aprovação da PEC 300


Ministro russo explica veto à Resolução da ONU contra a Síria, Foi para não repetir a invasão da Líbia.

Grigory Sysoyev (Russia Today)



Saem as regras
para a declaração do IR deste ano

Quem recebeu até R$ 1.958,26 por mês no ano passado não é obrigado a enviar a declaração para a Receita neste ano



hoje

Aposentadoria de servidor pode ser votada na Câmara




Iriny, que é contrária à criminalização do aborto, disse que Dilma cumprirá compromisso de campanha e não enviará ao Congresso legislação nova sobre o assunto

Companheira de Dilma na prisão será ministra das Mulheres

Pró-reitora de extensão da Universidade Federal de São Paulo, Eleonora Menicucci vai substituir Iriny Lopes no cargo. Ela foi presa política junto com a presidenta na década de 70





Poder

Os destemidos

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Pré-candidatos à Prefeitura de Salvador dizem não ter medo de repercussão negativa da greve dos policiais

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Bahia

Guarda Municipal reforça segurança em Eunápolis

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Ação da Guarda impediu ação de bandidos durante motim da Policia Militar; cidade não registra mortes nem saques durante período

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Revelações bombásticas do cronista esportivo Jorge Kajuru. Entre outras coisas, ele revela que Sócrates estava desencantado e queria mesmo morrer.

O comentarista Mario Assis nos envia uma entrevista impressionante do jornalista Jorge Kajuru, publicada pelo site da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos. Infelizmente, o texto circula na internet sem assinatura, mas outro comentarista, o Joaquim Barreto, nos informa que o autor é o excelente jornalista esportivo Cosme Rímoli, do site R7.



Servidores mal remunerados mais inação dos governos é igual a greves violentas e que só prejudicam a população

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Para brasileiros, desemprego e falta de acesso à educação são principais causas da pobreza



JUÍZES E SEUS DESTINOS

- Paulo Delgado -


Como é difícil compreender a dicção dos juízes. Felizmente, velhos erros podem produzir novas verdades, resignou-se o Supremo Tribunal Federal (STF) diante da realidade e autorizou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ampliar a investigação sobre o desvio de conduta de magistrados.

Há diferentes e difíceis maneiras de identificar o que é justiça. É mais fácil perceber o que é injustiça, especialmente as corrigíveis. Porque a justiça está fundamentalmente conectada ao modo como se comporta o juiz, guardião do comportamento dos outros.

Os problemas do Judiciário servem à vista e ao tato, basta querer ver sem medo de tocar. E é bom que os próprios juízes se deem conta do mérito das críticas que recebem e, assim, tenham preponderância sobre elas. A relevância da função e a elevada conduta da maioria dispensam o uso das expressões corporativas em sua defesa: "Interesses do Judiciário e da Magistratura" e "Direitos da classe dos juízes". O que se busca são formas de combater a injustiça e alcançar a justiça para todos.

Um bom caminho para observar as características predominantes da sociedade é ver como funciona a distribuição das vantagens e desvantagens entre seus membros. Isto porque a renda e a riqueza acabaram se tornando os principais fatores de prestígio e sucesso no mundo atual. E tornou ridículos os que ainda falam em vocação ou prezam a conduta.

Há mais injustiça do que justiça quando a existência de vantagens, de alguns indivíduos sobre outros, por razões que não são de ordem econômica, produz imediata diferença de renda. Mas a sociedade aceita quando a relevância social da função justifica a remuneração relevante. No entanto, se qualquer comportamento individual dos membros de uma instituição é tolerado, não tem por que haver concurso para ser seu membro.

Porque, se as regras internas de seu funcionamento não inibem a ação dos inadequados, é difícil defender sua relevância para todos.

Tornou-se difícil dizer em qual teoria do Direito ou da Justiça se baseiam a função e a conduta de um juiz.

Qual o lugar da vocação, da escolha profissional motivada por senso de justiça, no melhoramento da convivência humana? A solidificação da democracia depende do fortalecimento das instituições: públicas ou privadas. Mas não é indiferente, nem se sustenta, se não leva em conta o modo como as pessoas vivem. Ou seja, há momentos em que a indignação é mais transformadora do que o acordo de cavalheiros, se este pacifica instituições deformadas.

Qualquer autoridade que tenha a função de decidir sobre a vida dos outros tem, obrigatoriamente, que aceitar o cálculo de valorização de sua conduta por toda a sociedade. Do contrário, pressionada pelo coleguismo, reage como um sindicato, e tende a ignorar a força da justiça na solução dos problemas da desigualdade.

Ou pior, não aceita para si o que determina para os outros.

A relevância do poder Judiciário não se ajusta à particularíssima noção de "instituição total", fechada e impenetrável.

Nem à ideia de conviver com regras especiais incompreensíveis para a maioria submetida a leis gerais.

Muito menos considerar produto do seu único esforço uma atividade cuja principal característica é o benefício do outro, o injustiçado. Assim, universalidade, rigor e transparência são imperativos categóricos para a boa administração da justiça.

É legítima a luta por uma remuneração digna para os juízes. Incompreensível é o labirinto criado para se chegar a ela, manipulando princípios da soberania e independência entre os poderes. Ou espremer, por complacência, todo um poder até a desmoralização, só para esconder a má conduta e a inexplicável riqueza de alguns.

Sultanatos institucionais nascem de más rotinas. Produzem autoridades isoladas da vida e do sofrimento das pessoas comuns e enfraquecidas diante de seus críticos. O juiz entesourado por transferência injusta de renda não compartilha do destino dos que prejudica. Mas, ao causar dor aos outros, nunca passa despercebido.

PAULO DELGADO é sociólogo




Alerta: movimento da polícia baiana pode virar nacional

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De acordo com informações da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), existe uma possibilidade de movimento nacional, articulado pela Associação Nacional de Praças (Anaspra), nos moldes do ocorrido na Bahia; ainda nesta semana haverá uma reunião com representantes de todo o País

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Prejuízo no comércio é estimado em R$ 400 milhões

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Turismo também sofre baixas e a dez dias do Carnaval 10% dos pacotes de viagem já foram cancelados; diversos eventos foram cancelados no final de semana

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Será o início do fim?

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Governo sinaliza boa vontade atende maior reivindicação dos policiais: GAP IV E GAP V; será que grevistas vão responder positivamente ao sinal de paz?

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Falcão pousou no Bahia

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Craque de futebol, Paulo Roberto Falcão, foi apresentado, oficialmente, como novo técnico do Bahia. Terá longo vôo? A resposta estará dentro do campo.

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Ministra critica 'crianças como escudo' em greve

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Ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário disse que o 'uso de crianças como escudo humano' é reprovável; ela disse esperar que o Ministério Público ajude a encontrar uma solução para o caso




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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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