domingo, outubro 15, 2006

Medo de acordar privatizado

Por: J.Montalvão
Numa cidade que tem vereadora virtual, mesmo estando em São Paulo recebe jeton como se estivesse na sala de reuniões, e o mais importante, votando. Essa mesma vereadora entra com ação na Justiça de Jeremoabo/Bahia, devolvendo o dinheiro que não faz jus, e hoje, ela mesma assina requerimento para colocar uma ata sub judice em votação. O que mudou, será que foi forças ocultas ou o mensalão também em Jeremoabo/Bahia?

Da maneira que a Câmara de vereadores de Jeremoabo/Bahia anda agindo, não será novidade a quaisquer dias desses quando acordarmos estejamos todos privatizados.

Numa cidade que tem vereadora virtual, mesmo estando em São Paulo recebe jeton como se estivesse na sala de reuniões, e o mais importante, votando. Essa mesma vereadora entra com ação na Justiça de Jeremoabo/Bahia, devolvendo o dinheiro que não faz jus, e hoje, ela mesma assina requerimento para colocar uma ata sub judice em votação. O que mudou, será que foi forças ocultas ou o mensalão também em Jeremoabo/Bahia?

Um documento sub judice os edis fazem de conta, e nos pecadores vamos esperar mais o que?

O Presidente da Câmara o Dr. Carlos mais conhecido como Carlos Dentista, não duvido da sua honestidade, pessoalmente não tenho nada contra o mesmo, somos amigos mas, administrativamente deixa muito a desejar, senão vejamos:

1) – Professor do Colégio José Lourenço – Contratado pelo Estado, pelo REDA;
2) – Faz parte da Folha de Pagamento do Estado (Hospital) como Dentista;
3) – Presidente da Câmara de Vereadores;
4) – Dentista do Posto Médico do Município (Pago pela Verba do SUS), com 8(oito)horas diárias pelo PSF, isso tudo sem falar num carro Pipa que presta serviços para prefeitura, onde falam-se mas eu ainda não disponho de provas, então a respeito do Caminhão ainda não provo nada, apenas falam-se que se trata de um laranja! (Esse carro laranja foi denunciado por vereadores e consta em ata, segundo informações)

Somando as horas desses empregos ultrapassam às 24(vinte horas), se o dia só tem 24 horas como irá ficar? Talvez ainda superior ao Itaú o Banco 25 horas.

Enquanto isso a maioria dos jovens de Jeremoabo/Bahia, não arranjam um emprego sequer de salário mínimo.

Caso para a Polícia Federal ou o Senhor Procurador Federal resolver!

Vamos recordar um pouco a ATA da briga pelo “poder”:

Na ata, o Sr. Presidente Carlos dentista diz que inseriram sem conhecimento do plenário o parágrafo 6º da Lei Orgânica do Município de Jeremoabo, portanto fraudaram, adulteraram.
A carapuça caiu sobre o Vereador Manoel Ferreira mais conhecido como Manu de João Ferreira (vide ata), que se diz ofendido por estar sendo acusado de ter posto o parágrafo 6º ao art. 48 da citada Lei Orgânica Municipal. O Presidente reafirma que o artigo foi inserido de forma desconhecida pelo Plenário. Então a partir daí começou a discussão do “botou” ou “não botou”, até que o Presidente em plenário informou ao Vereador Manu de João Ferreira que aceita o voto dele vereador MANU, mas não aceita PEGADINHA (Quer dizer que segundo o Presidente Carlos Dentista, o Vereador Manu, ao invés de dar o seu recado na Câmara tava fazendo era “PEGADINHA”. ÊTA CÂMARA!?

Daí pra frente a reunião ficou pior do que o “SAMBA DO CRIOULO DOIDO”, e foi o maior disse me disse.

Hoje para a felicidade de todos vereadores, o senhor Manu se absteve, (será que anestesiaram ou hipnotizaram), a Vereadora Irene fez de conta que não sabia de nada e aprovou tudo, e o povo...?

Hoje o Cigarrinha faz muita falta, no tempo que era vereador não deixava uma barbaridade dessa passar, e tinha gabarito pra discutir os assuntos e convencer os seus pares, que me desculpe o Josadilson!!!

Nenhum comentário:

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas