segunda-feira, janeiro 30, 2023

Não volte nunca mais genocida! O Brasil agradece!

    em 30 jan, 2023 4:07 

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

                                “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.


“Ele está desopilando. O cara passou quatro anos tomando porrada, fazendo o melhor pelo Brasil. O cara merece, por tudo que ele fez, estar lá desopilando”.

A Declaração do senador Flávio Bolsonaro no fim de semana, à imprensa é uma piada. Jair Bolsonaro só deveria pisar os pés no solo brasileiro se for extraditado e ir direto para a penitenciária. Do resto é melhor fica no exterior pelo resto da vida dele.

O que ocorreu em Brasília no dia 8 de janeiro foi obra de Bolsonaro. Os terroristas fanáticos do genocida foram incentivados quatro anos por um presidente negacionista de ultradireita.

Ele disseminou o ódio à democracia, aos poderes constituídos, à liberdade de expressão e aos segmentos mais frágeis da população brasileira.

Bolsonaro é o responsável pela divisão de famílias, pela divisão religiosa e pela mediocridade e o baixo nível de civilidade de uma pequena parcela do eleitorado que o segue como uma manada ao seu líder maior. Tão medíocre que não aceitou a derrota e fugiu para não ser responsabilizado pelo ato insano e terrorista.

As instituições se superaram e mostraram que são mais fortes do que os terroristas. As forças armadas, em sua grande maioria, são compostas de homens de bem que respeitam a Constituição Brasileira.

A maioria dos delinquentes terroristas já está pagando com processos judiciais, prisões e bloqueios dos bens.

O Brasil precisa de Paz e reunificação. Que o “delinquente maior” fique no exterior desopilando pelo resto da vida dele.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens (acima) que valem mais do que mil palavras sobre mobilidade urbana em AJU e o descaso da SMTT: o edifício onde mora o prefeito e a sinalização para pedestres quebrada Em frente ao Edifício Opará (onde mora o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira), na Avenida Beira Mar, onde diariamente dezenas de pedestres têm que atravessar a via, não só para o trabalho, mas para o lazer no calçadão da 13 de julho, tem dois semáforos para pedestres (um em cada lado). Porém, os dois estão com as botoeiras (dispositivo de acionamento manual), quebradas, uma delas pendurada pelo fio.

Apoio ao Campeonato Sergipano Nesta segunda-feira, 30, o Governo de Sergipe anunciará o apoio que será dado aos times de futebol masculino que disputam o Campeonato Sergipano. O anúncio será feito pelo governador Fábio Mitidieri, às 14 horas, no auditório do Palácio Governador Augusto Franco.


Novamente, uma pergunta para a Emsurb que tem uma ação de recolher sucatas de veículos das ruas de Aracaju: quem é o dono? Faz um bom tempo que este baú com placa GPQ 5621 / Aracaju, Sergipe, está ocupando um pedaço da Rua João Bosco Lima, no Bairro Atalaia. Moradores estão preocupados que ele se transforme num espaço para marginais, drogados e que servem de criadouro para o mosquito Aedes aegypti, responsável pela dengue e outras doenças.

Certificado de inspeção estadual Na sexta-feira, 27, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria da Agricultura e da Emdagro, entregou o certificado comprovando que o Laticínio Fazenda Nova, em Nossa Senhora da Glória, atende ao Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Segundo o secretário da Agricultura, Zeca da Silva, na prática o laticínio está recebendo um documento que atesta as boas práticas de fabricação dos produtos para garantir que chegue com qualidade à mesa do consumidor. A agroindústria que possui SIE pode comercializar dentro do Estado de Sergipe.

 11º a receber o selo. 51 em análise O secretário de Estado da Agricultura informou que o Laticínio Fazenda Nova é o décimo primeiro a receber o selo de Inspeção Estadual, outros 51 laticínios e queijarias estão em processo de análise pela Emdagro. “Parabenizo a empresária Joseane da Costa pela conquista. Todos saímos ganhando com essa vitória, pois temos certeza de que o laticínio entrega um produto de qualidade para a população, gera mais emprego para a região e a empresária vê seu negócio crescer, disse Zeca da Silva. Ele alerta que o consumidor observe nas embalagens dos produtos se contam o certificado de Inspeção ou selo de garantia da Emdagro.

 Adesão De acordo com a Zeca da Silva, os laticínios que já possuem SIE podem aderir ao SISBI, a novidade só foi possível a partir do último dia 25 quando o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro,  assinou e entregou pessoalmente ao governador Mitidieri a autorização para ampliação do escopo ao Serviço de Inspeção Estadual da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) para atuação na área de leite e derivados. Com a adesão, as agroindústrias do estado já podem comercializar seus produtos em todo o território nacional.

Acese: eleição de nova diretoria acontece nesta segunda-feira  Acontecerá hoje, 30, a eleição para a nova diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese) para o triênio 2023-2025. O empresário Maurício Vasconcelos, da Casa J&A, encabeça a chapa única, denominada “Retomada e Renovação”, substituindo à frente da entidade o empresário Marco Pinheiro, presidente desde 2017. A eleição acontecerá a partir das 16h, na sede da entidade. A chapa “Retomada e Renovação” conta ainda com os vice-presidentes Robson Santos Pereira (Protfer), Fábio Araújo, (Aju Beauty), Carlos André (Teprolim), Susana Santos (Sercon Serviços Contábeis), Max Dosea (Dosea Corretora de Seguros) e Renan Tavares (Autopeças Macedo).

 Conselho Na mesma chapa, também estão os candidatos às 20 vagas no Conselho Deliberativo da Acese. Entre eles Gleide Selma (Ricarte Contabilidade), Paulo Pereira Carrera (Escariz), Elisângela Aciole (Eli Promoções), Lucas Vinícius Vieira (Foco Arquitetura), Jorge Luiz Cabral (Animo Instituto Educacional), Gesse Silva (Nordic), Luiz Fernando (Dele&Dela), José Hermano (Sicredi), José Ademir (Aquarela).

Conselho II Também fazem parte da chapa para o Conselho Marcelo Mendonça (Di Oliveira), Sandro Ataíde (NC Vigilância), Jorge Eduardo Felizola (Cohab Premium), José Antônio (Lay & Victor Baby), Fábio Reis (Rei dos Tecidos), Domingos Luiz (Tok Cosméticos), Fernando Moraes (Casa das Tintas), Thiago Barreto (J&A Kids), Wanderson Rodrigues (Supermoda), Carlos Alberto (Lyscar) e Alberto Filho (Concorde Veículos).

Nossa Senhora do Socorro deixará de ter um único CEP nos próximos dias Na manhã da sexta-feira, 27, os Correios em Sergipe entregou oficialmente ao município de Nossa Senhora do Socorro os Códigos de Endereço Postal (CEP) por logradouros e bairros. Dessa forma, Socorro deixará de ter um único CEP. A entrega ocorreu no Centro Administrativo da Prefeitura de Socorro e contou com a presença do Prefeito Padre Inaldo, da procuradora geral do município, Dra. Vivianne Sobral, do superintendente dos Correios em Sergipe, Rosinaldo Garcia, de secretários municipais, servidores dos Correios e do Setor de Tributos.

Marco histórico Para o prefeito Padre Inaldo, esse é um marco na história do município, já que Nossa Senhora do Socorro era um dos poucos municípios de grande porte no Brasil a ter um único CEP. “Nós estamos nessa luta de criação dos CEPs desde 2017 porque sei que esse era um dos sonhos da população. A criação dos CEPs por logradouros e bairros vai facilitar e muito os serviços de entregas de correspondências. Estou muito feliz por isso e principalmente porque tudo foi feito pelos nossos servidores e pelos técnicos dos Correios, então o sentimento hoje é de gratidão por fazer parte desse momento que vai ficar marcado na história de Nossa Senhora do Socorro”, declarou.

Primeira etapa Nesta primeira etapa foram entregues aproximadamente 1.800 CEPs, mas a Prefeitura e os Correios não descartam a criação de novos CEPs, já que pode ocorrer alguma retificação ou inconsistência. Anselmo Galvão, Arquiteto e Urbanista da Secretaria de Planejamento e Orçamento Participativo (Seplan), que tem como secretário Francisco Nascimento, foi um dos técnicos envolvidos diretamente para a viabilidade da criação dos CEPs. “Foi um trabalho que não necessitou a criação de empresa para desenvolver, foi feito por técnicos da Prefeitura, o que é muito importante. Foram meses trabalhando diuturnamente, juntamente com Wallace da Secretaria da Fazenda, criando toda a metodologia de identificação dos eixos logradouros, do georreferenciamento, da identificação das leis, da extensão das ruas, enfim foi um trabalho todo técnico para entregar aos Correios e possibilitar que eles não tivessem tanta dificuldade para conseguir fazer a parte deles, que é a codificação”, detalhou.

Acesso De acordo com o superintendente dos Correios em Sergipe, Rosinaldo Garcia, dentro de, aproximadamente, 10 dias os CEPs estarão ativos e poderão ser consultados no site dos Correios (www.correios.com.br ). Após o período de adaptação dos moradores, que será de 60 dias, o único CEP em vigor deixará de funcionar. “Socorro estava no nosso plano a um bom tempo e agora, nos últimos dois anos, a gente conseguiu fazer essa parceria com a Prefeitura que, prontamente, abraçou essa ideia, e hoje estamos finalizando para entregar a cidade codificada”, declarou.

Placas Segundo o superintendente da SMTT de Socorro, Bruno Henrique, o órgão irá atuar para que placas com os CEPs de cada logradouro sejam confeccionadas e implantadas para que os próprios moradores possam se familiarizar com as mudanças, bem como facilitar o serviço de entrega de correspondências e do e-commerce. “Hoje é um dia de muita alegria porque todos saem ganhando, principalmente os empresários e residentes. Só temos a agradecer ao prefeito por ter nos dado as condições de lutar pelos CEPs”, disse a secretária da Fazenda, Iraci Lima.

Mesmo antes de dar início ao mandato, Baixo São Francisco já colhe frutos do trabalho de Cristiano Cavalcante Defensor do desenvolvimento no do Baixo São Francisco, o deputado estadual eleito Cristiano Cavalcante começa a colher frutos do seu trabalho antes mesmo de iniciar seu mandato. Região conhecida por ter o menor IDH do Estado, mas repleta de potenciais na agricultura e no turismo, principalmente, agora é vista como um terreno de oportunidades na geração de emprego e renda.

Importância O debate tem sido impulsionado com a participação ativa do deputado estadual mais votado do Estado na última eleição e escolhido por Fábio Mitidieri para liderar a bancada governista na Assembleia Legislativa. Cristiano é conhecedor da importância da região e seus potenciais sociais e econômicos. Na semana passada ele levou pautas importantes para a população ribeirinha e já garantiu importantes conquistas.

Semana produtiva A convite do governador Fábio Mitidieri, esteve em Brasília, onde acompanhou reuniões nos Ministérios da Agricultura e Pecuária, Transporte, Desenvolvimento Agrário, Pesca e Saúde. “Tivemos uma semana de conquistas. Acompanhamos o empenho do governador Fábio Mitidieri para conquistar recursos para Sergipe e fiquei muito feliz, em especial, com três pautas relacionadas ao Baixo São Francisco. O apoio à carcinicultura, que pode fomentar a geração de até três mil empregos na região, a liberação de uma emenda no valor de dois milhões e meio de reais para a rizicultura, bem como a liberação para a compra das sementes para o produtor de arroz, além de obras para melhorar a infraestrutura e expandir o potencial turístico da região”, explicou Cristiano.

Prioridade Outro assunto debatido nos ministérios, segundo Cristiano, foi o combate à fome, pauta prioritária do governo de Fábio Mitidieri. “O diálogo com o Ministro Paulo Teixeira e a comitiva do governador em Brasília foi muito positivo. Foram levantadas questões relacionadas ao Pacto de Combate à Fome e ao apoio à agricultura familiar em Sergipe, fonte de sustento de centenas de pessoas que vivem do campo”, complementou.

Prioridade II “Estou na política para trabalhar pela melhoria da qualidade de vida das pessoas, em especial, o que mais necessitam. Estarei à disposição do povo sergipano para devolver cada voto conquistado nas últimas eleições com trabalho e compromisso”, finalizou Cristiano.

Visibilidade Trans: Lei de autoria de Ângela Melo garante respeito às pessoas transexuais de Aracaju “Os serviços públicos, no âmbito do Município de Aracaju, ficam obrigados a incluir na anamnese, triagem, cadastramento e semelhantes, perguntas acerca do gênero, da orientação sexual e identidade de gênero da população atendida”. Este é o teor do artigo 1º da Lei 5.504, de 18 de agosto de 2022.

Respeito De autoria da vereadora Professora Ângela Melo (PT), a lei foi aprovada pela Câmara Municipal de Aracaju e sancionada no ano passado, garantindo, assim, o respeito à identidade de gênero e à transgeneridade nos serviços públicos da capital sergipana.

 Informações Para a parlamentar petista, a lei contribui para a necessária reversão da invisibilidade da população LGBTQIA+, sobretudo as pessoas transexuais. Vale lembrar, neste sentido, que 29 de janeiro é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans.  “A ação estatal torna-se mais eficaz quando baseada em dados. Por isso é fundamental termos a inclusão dessas informações, de modo a qualificar a atuação dos órgãos públicos de Aracaju na implementação de políticas que promovam direitos relacionados ao gênero, à identidade de gênero e orientação sexual”, ressaltou.

Informações II Professora Ângela Melo acredita também que a disponibilização dessas informações pode ajudar a compor “material numérico que permita aos/às profissionais, das mais diversas áreas, identificar fatores que possam interferir de maneira substancial na vida da população LGBTQIA+, de maneira a fornecer subsídios para discussões e elaborações de políticas públicas mais focadas nas necessidades dessa população”. A vereadora chama a atenção ainda para a importância da Prefeitura de Aracaju tanto ampliar a divulgação da lei quanto garantir o seu cumprimento em todos os serviços públicos municipais.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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