sexta-feira, maio 28, 2021

CPI CEGUEIRA DO POVO INCRÍVEL!

 



CPI CEGUEIRA DO POVO INCRÍVEL!


Antonio Nines de Souza*: “Não tem brasileiro que não tenha conhecimento do descaso presidencial e do Ministério da Saúde”


Mesmo contra uma gama substancial da Câmara e Senado, estamos vendo o andamento da CPI da Covid-19 ao vivo, pela Tv Record, tendo a oportunidade de ouvir e ver, entre os componentes, aqueles beneficiados pelos acordos financeiros e do “toma lá dá cá”, mentirosamente, tentando a todo custo livrar a cara dos comprovados culpados do aumento substancial dos exagerados óbitos ocorridos no país, principalmente, na região amazônica!

Não tem brasileiro no país e no exterior que não tenha conhecimento do descaso presidencial e do Ministério da Saúde, com relação à desprezada atenção à Pfizer no ano passado, oferecendo 70 milhões de doses de vacina, começando as entregas em dezembro de 2020, e o governo não deu a mínima satisfação. Esse fato foi comprovado pelo presidente da Pfizer, através de vasta documentação!

Todos nós estamos cansados de saber, que o presidente nunca foi favorável à vacinação, chegando a falar na TV que quem se vacinasse deveria assinar um documento tirando a responsabilidade do governo. E que ele não se vacinaria, como até hoje não se vacinou, enquanto todos os chefes de estado do mundo inteiro se vacinaram, estimulando suas populações. Sem contar o seu descaso no início da pandemia, dizendo, debochadamente, que era uma “gripezinha”, quando o número de óbitos já era acentuado!

Desobedecendo as determinações científicas, inclusive da Organização Mundial da Saúde, provocou e provoca aglomerações constantes, não usando máscara e, veemente, contra os lockdown para minimizar as contaminações, fato que todos os países utilizam com excelentes resultados!

Absurdamente, comprou uma quantia substancial de “Cloroquina” e, sem base médica e científica, começou a recomendar abusivamente que todos os contagiados fossem curados com uma medicação específica para malária, com possibilidades de causar danos ao coração. Isso, mesmo depois da comprovação “mundial” de que o remédio é nocivo para a Covid-19 e suas variações!

Não podemos deixar de citar a tenebrosa falta de oxigênio, em todo o país, principalmente na região amazônica, que seu ex- ministro Pazuello confirmou na CPI, que se tivesse sido providenciado o oxigênio, teria evitado centenas de mortes. Aliado a isso, uma grande falta de medicamentos, como o super importante “kit de intubação” em todo o país, que inda hoje está faltando em todos os estados!

Os ousados ataques à China, que continuam sendo feitos pelo presidente e seus filhos, têm dificultado a remessa do IFA, produto vital para que a FIOCRUZ e BUTANTAN fabriquem as vacinas!

Lógico que tem muito mais coisas absurdas no comportamento do presidente, que somente se preocupa em se reeleger em 2022, inclusive, para mostrar serviço, vive inaugurando obras que já foram inauguradas, ou quase prontas em outros governos, porém, creio eu que são de conhecimento de todos, com a exclusividade dos seus seguidores fanatizados!

Se, como defesa, disserem que o governo mandou bilhões para os governadores, que sejam feitas fiscalizações rigorosas pelo governo e a Polícia Federal, e que, se encontrarem culpados que desviaram algum dinheiro, que sejam rigorosamente punidos. Mas, até agora, essa possibilidade consta somente como uma desculpa!

A CPI está em andamento, apurando rigorosamente as falhas do governo que, acintosamente, provocou e provoca um grande número de óbitos que poderiam ser minimizados!

Que o povo seja sensato, reflita imparcialmente, não torça os fatos dizendo que é esquerdismo, comunismo, Lulismo, etc., nossas observações não são partidárias, são de um brasileiro que está vendo, claramente, que estamos sendo mal administrados como nosso querido Brasil não merece!

 

*Escritor-Historiador-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com

Diário Bahia

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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