sexta-feira, setembro 19, 2014

TENDENCIA DE ALTA PARA DILMA.





No último artigo, sob o título PODERÁ FALTAR CONSISTÊNCIA, chamei a atenção de que Marina que era tudo alegria, começara a pagar seus próprios pecados. No trato sobre política LGBT e das usinas nucleares mostrara insegurança. Na primeira arremetida do Pastor Malafaia ela alterou seu programa de governo para não se incompatibilizar com os evangélicos que ela também faz parte. Noutro ângulo, ela se recursou a divulgar os nomes das pessoas, empresas ou instituições que pagaram a ela por suas palestras, faltando transparência a quem pretenda ser o cidadão acima de qualquer suspeita.
Malgrado o esforço do sentimento conservador defendido pelos meios de comunicação como O Globo, Veja, Folha de São Paulo, Época e Estado de São Paulo de construir uma candidatura plausível de Aécio Neves, a tentativa não passou de ensaio em face das conquistas do povo brasileiro com os governos Lula e Dilma. Com Marina viera a surgir uma linha de esperança a se contrapor aos benefícios econômicos e sociais da política de Lula e Dilma em favor dos menos favorecidos. O certo é que nos mandatos de Lula e Dilma a economia brasileira e o povo tiveram indicativos altamente positivos, proporcionando o Brasil como uma nau segura em meio à tempestade econômica internacional.
O interessante é que além da imprensa entreguista nacional, os editoriais das revistas financeiras internacionais passaram a pregar derrota para Dilma. As empresas de cotações de confiabilidade das economias dos países também passaram a vociferar contra a candidatura dela, como se os milhões de brasileiros beneficiado pelas políticas sociais do Brasil decente e desenvolvido, na hora de votar, fossem ouvir empresas sediadas em Nova Iorque e em Londres. O Brasil é dos brasileiros e quem decide nosso futuro somos nós mesmos.
Recentemente, a Presidente Dilma participou de reunião em Fortaleza com dirigentes da China, Rússia, Índia, África do Sul, quando se resolveu fundar um Banco de desenvolvimento para os países em desenvolvimento e da constituição de um Fundo Internacional contra as crises dos países do BRIC, o que a pôs em rota de colisão com o FMI, o Banco Mundial e banqueiros e investidores dos Estados Unidos e do Brasil, as conhecidas aves de rapina que sitiaram Getúlio em 1954.
Quando os banqueiros, o empresariado nacional e a mídia cooptada se unem aos banqueiros e especuladores internacionais contra uma candidatura a Presidente da República, como fazem em relação a Presidente Dilma, fique com a presidente e contra eles. Quem se beneficiou com as políticas públicas dos governos Lula e Dilma foram os que ascenderam socialmente, quem ingressou nas universidades públicas e particulares pelos programas governamentais, teve garantidos emprego e renda e se incorporou ao mercado de consumos, ostentando vida diversa da que tinha anteriormente nos governos PSDB-DEM. 
Marina não tinha e nem tem consistência política para o bem do Brasil, e por isso eu voto em Dilma. Infelizmente a ex-seringueira e hoje chic palestrante, de igreja fundamentalista, se colocando a serviços dos banqueiros nacionais e internacionais passou a pregar um Banco Central com autonomia, como o Senhor dos Anéis, acima de politicas públicas e dos Poderes da República, se colocando mais a direita de que qualquer pensador ultra direitista pátrio. Ela conseguiu ficar a direita de Aécio Neves que reúne em torno de si um verdadeiro entulho político.   
O instituto Datafolha divulgou na manhã de hoje, 19.09.2014, números significativos na corrida presidencial. Pelos números divulgados, no primeiro turno, hoje, Dilma teria 37% dos votos, vindo Marina em queda livre com 30% dos votos, e na lanterna, Aécio com 17% dos votos. Para o segundo turno, hoje, a projeção é de 46% para Marina e 44% para Dilma, tecnicamente empatadas. Em agosto, a diferença pró Marina era de 10% e hoje foi reduzida para apenas 2%, o que revela viés de baixa para a ex-ministra e viés de alta para Dilma.
Outros dados interessantes projetam viés de vitória de Dilma no segundo turno. No Norte se projeta Dilma com 49% e marina com 28%, e Aécio com 9%; No Centro-oeste, Dilma 32%, marina 31% e Aécio 23%; No Nordeste, Dilma 49%, Marina 32% e Aécio 8%; Sul, Dilma 35%, Marina 25% e Aécio 22%; Sudeste, Dilma 28%, Marina 32% e Aécio 20%.
Paulo Afonso, 19 de setembro de 2014







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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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