sexta-feira, setembro 12, 2014

DECLARAÇÃO DE VOTO

DECLARAÇÃO DE VOTO

Neste 11 de setembro, quando devemos um tributo ao grande presidente Salvador Allende, derrubado e morto pelo mais violento golpe militar da América Latina há 41 anos, declaro ter dirimido todas as dúvidas para definir o meu voto para a Presidência do Brasil nas eleições do próximo dia 5 de outubro. E para sugerir aos parceiros de tantas jornadas que procedam a mesma reflexão. 
Votarei em Dilma Rousseff, em primeiro lugar, por que o que há de pior neste país mobiliza-se histericamente contra ela. Se não fosse por tantas razões, essa seria suficiente. 

Estão contra ela em frenéticas articulações os insaciáveis sanguessugas do nosso país, os banqueiros e empresários interessados na debilitação dos direitos trabalhistas,  os políticos picaretas, muitos da atual base do governo, o oligopólio da grande mídia, os segmentos mais individualistas da classe média alta e todos os que amargamente se sentem ameaçados pelas políticas sociais de inclusão das camadas mais pobres, que se apegam com unhas e dentes a uma pirâmide social injusta e opressiva. Investem contra ela furiosamente os movidos pela hipocrisia e a manipulação, os interesses contrariados, os nostálgicos da ditadura militar, que a odeiam por seu passado rebelde, e os bolsões da intolerância e do preconceito.

Essa decisão me parece muita clara hoje. Vejo na valente Dilma Rousseff  autoridade, segurança, firmeza, determinação e coerência em relação às questões estratégicas centrais.

Votarei em Dilma por que não quero a privatização política do Banco Central, sem qualquer controle dos poderes representativos da sociedade, como também não quero que voltem a despejar sobre os assalariados de todas as camadas sociais o peso de "remédios" ortodoxos contra a inflação, aqueles arrochos que mantinham o salário mínimo na faixa dos 70 dólares, enquanto os lucros desenfreados, com gordas remessas ao exterior, eram preservados e protegidos.

Votarei em Dilma por que acredito na Petrobras, na revolucionária descoberta do pré-sal, de onde extrairemos recursos efetivos para os grandes ganhos na educação e na saúde pública. Em outras palavras para que não entreguem de mão beijada a nossa maior empresa a um banco, como aconteceu com a Vale do Rio Doce, naqueles anos irresponsáveis de privatizações e desnacionalizações financiadas pelo BNDES.

Votarei em Dilma por que ela teve a coragem de levar a todo o país o programa MAIS MÉDICOS, trazendo profissionais comprometidos com a medicina preventiva e o seu caráter social, no que enfrentou com determinação o poderoso lobby da saúde mercantil.
Votarei em Dilma por que pela primeira vez vejo o combate público diuturno e implacável à corrupção, doa em quem doer, o exercício da mais absoluta liberdade dos órgãos policiais e do Ministério Público, o culto da transparência e a punição de todos os flagrados efetivamente em desvios de conduta. Esse combate corajoso não existia antes.
Votarei em Dilma pela firmeza de sua política externa,  na formação de blocos independentes como os BRICs e o MERCOSUL, na aproximação com os países em desenvolvimento deste Continente, da África e da Ásia.

Ao declarar meu voto em Dilma Rousseff manifesto minha esperança na correção de rumos, no rompimento com amarras contingenciais, no resgate de um cenário político livre dos vícios atuais, através de uma reforma de profundidade que depure e fortaleça o aparelho público, tornando-o mais controlável e mais accessível ao conjunto da sociedade.

Esperança em que possamos abrir caminho para desprivatizar o Estado, livrando-o da nefasta hegemonia do poder econômico e dos seus prepostos no Parlamento, no Judiciário e em todos os poderes.
Esperança de que o povo seja efetivamente considerado nas grandes decisões, através de novas práticas que limite o poder de chantagem dos políticos sem escrúpulos e dos empresários que manipulam o aparelho público.
Não tenho ilusões de que isso venha acontecer sem as pressões sociais, nem desconheço as limitações de alianças impostas por uma classe política que só pensa nos seus interesses, através de acordos que tenho criticado por tantos anos.


Mas tenho a firme convicção  votar em Dilma é seguir o fio da história, livrando-nos de políticos que representam o retrocesso e à submissão contratada aos interesses mais nefastos, tão bem apontados por Leonel Brizola, é repudiar os títeres do  capital financeiro e defensores contumazes do realinhamento incondicional ao império decadente.

Por isso, o voto em Dilma nesta eleição é a mais segura opção da lucidez, da coerência  e do patriotismo.
Postado por Pedro Porfírio às 23:06 Descrição: http://img2.blogblog.com/img/icon18_edit_allbkg.gif
Blog do Pedro Porfírio. 11.09.2014.


Possuir arma com registro vencido não é mais crime



No primeiro turno, Dilma lidera com 39 por cento das intenções de voto, contra 31 por cento da candidata do PSB e 15 por cento do postulante do PSDB, Aécio Neves, segundo o levantamento.
A candidata do PSB, Marina Silva, tem 43 por cento das intenções de voto contra 42 por cento da presidente Dilma Rousseff (PT) em eventual segundo turno da...
BR.NOTICIAS.YAHOO.COM



Moreira Mariz/Agência Senado - O senador petista Wellington Dias

Assessor de candidato do PT ao governo do PI é detido com R$ 180 mil

Dinheiro foi apreendido durante viagem do servidor do senador Wellington Dias








J Fernando Rodrigues adicionou 3 novas fotos.

2 min · 
Dilma recua de 63% para 47% no Nordeste na comparação com 2010, colocando em risco a estratégia para compensar o pouco apoio no Sudeste. Antes reduto do lulo-petismo, região agora tem focos de resistência e Pernambuco e Bahia serão locais inóspitos para o PT no 2º turno. Neste post, a lista completa com as 27 disputas para governador:http://uol.com/bjdT8j

Dilma repudia declaração de Marina sobre Petrobras

por Ricardo Della Coletta e Tânia Monteiro | Estadão Conteúdo
Dilma repudia declaração de Marina sobre Petrobras

Juízes e desembargadores querem auxílio educação mesmo com salários de R$ 30 mil


Marina diz que diretor foi posto por 12 anos para 'assaltar os cofres' da Petrobras

Marina diz que diretor foi posto por 12 anos para 'assaltar os cofres' da Petrobras

Morre ex-secretário Chico Benjamim

por Samuel Celestino
Morre ex-secretário Chico Benjamim

Câmara paga filmes infantis e de ação para deputado

universidademonstros
Desde 2009, Casa gastou quase R$ 15 mil com megapacote de TV por assinatura de Luiz Fernando Faria (PP-MG), que inclui canais pornô e de futebol, além do aluguel de títulos como “Aposta máxima” e “Universidade monstros”











TSE nega mais um recurso e mantém candidatura de Arruda barrada

Maioria no TSE mantém candidatura de Cássio Cunha Lima ao governo da PB



DATAFOLHA APONTA DESFECHO DURÍSSIMO ENTRE DILMA E MARINA


Pedro do Coutto















POLÍTICOS NÃO CONSEGUEM INFORMAÇÕES SOBRE A DELAÇÃO DO HOMEM-BOMBA DA PETROBRÁS E TÊM DE AGUARDAR A PRÓXIMA EDIÇÃO DA VEJA


capa veja petrobras paulo roberto costa
Carlos Newton













NO FLA-FLU NINGUÉM TORCE PELO VASCO

Carlos Chagas







ADVOGADO DE JOSÉ ROBERTO ARRUDA ENTRA COM RECURSO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

José Carlos Werneck






MAIS UM ESCÂNDALO: SENADO CONFIRMA QUE DIRETORES DA PETROBRAS TIVERAM ACESSO PRÉVIO ÀS PERGUNTAS DA CPI

,

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas