quinta-feira, setembro 04, 2014

PODERÁ FALTAR CONSISTÊNCIA.




PÓS-IBOPE

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PODERÁ FALTAR CONSISTÊNCIA.
As pesquisas vinham indicando Dilma brigando para decidir no primeiro turno, Aécio com corpos de desvantagens e Campos como o coadjuvante a proporcionar o 2º Turno.
Lastimavelmente, dada à perda da liderança emergente, Eduardo faleceu em acidente aéreo, se abriu novos horizontes na política nacional com a entrada de Marina na disputa eleitoral. A recém-lançada candidata presidencial desbancou Aécio e passou a se vislumbrar vitória dela no 2º turno sobre Dilma. No dia imediato a sua indicação como candidata em substituição a Eduardo, ela  defenestrou o coordenador da campanha do PSB que xingou por todo lado.
Passado o impacto da morte de Eduardo Campos e sua substituição por Marina, em primeiro momento apareceu uma candidata avalassaladora que começa a mostrar certa de falta de consistência e clareza do que pretende ser o novo Brasil por ela pregado. Marina passou de mera assistente como candidata a vice para ser vidraça e começou amargar suas próprias contradições.  Dilma e Marina tem em comum a mesma paternidade política, Luís Inácio da Silva. Nenhum delas teria vida política própria sem ele.
Como o projeto Aécio Neves vinha fazendo água a entornar o barco, o surgimento de Marina era tudo o que queria quem se diz: “Hay Lula soy contra”. Passado o primeiro momento da euforia Marina não vem sabendo desvencilhar-se de suas próprias contradições. Não tem um projeto definido para o novo Brasil.
Estive acompanhando os debates e noticiários televisivos e o que ouça dela é que o Bolsa Família é bom e vai ser melhorado; o projeto Minha Casa e Minha Vida é bom e vai ser melhorado; o SUS é bom e vai ser melhorado; o programa Mais Médicos é bom e vai ser melhorado e por ai afora, o que vale dizer, vou continuar o que Lula fez.
Marina que era tudo alegria começou a pagar seus próprios pecados. No trato sobre política LGBT e das usinas nucleares mostrou insegurança. Na primeira arremetida do Pastor Malafia ela alterou seu programa de governo para não se incompatibilizar com os evangélicos que ela também faz parte. Noutro ângulo, ela se recursou a divulgar os nomes das pessoas, empresas ou instituições que pagaram a ela por suas palestras, faltando transparência a quem pretenda ser o cidadão acima de qualquer suspeita..
O Brasil de Jânio Quadros e Collor de Mello não foram os melhores exemplos para o Brasil e Já se liga Marina às figuras deles. Ambos fizeram campanhas dizendo combater a corrupção, o primeiro com a vassoura, e o segundo com a ira contra os marajás. Deu no que deu. Ambos renunciaram.
As pesquisas divulgadas na noite de hoje, 03.09, dão conta de certa tendência para Marina patinar e recuperação de Dilma. Todo mundo fica apreensivo com os números divulgados nas pesquisas de opinião dos eleitores como se elas fossem determinar a vitória de quem esteja em primeiro. Pesquisa tem várias interpretações e com toda sua carga cientifica não é capaz de adentrar no subjetivo das pessoas. Ela revela tendência e suas flutuações. Apenas isso. Quem vai decidir em quem votar é o eleitor.
Temos o mês de setembro pela frente e mais os cinco dias de outubro. Via de regra, eleições são decididas nos últimos dez dias, reta de chegada, quando cada candidato buscam os indecisos e esses se definem até na hora de votar.  Embora não sendo cientista político, não acredito nas simulações do 2º turno antes da realização do primeiro. O segundo turno é uma nova eleição que não guarda relação com a primeira, exceto a escolha dos dois candidatos mais votados.
Creio que poderá faltar consistência Marina lhe garantir uma estabilidade eleitoral. Tenho para mim que ela deveria  dizer como vai governar e com quem vai governar. Em um dos debates entre os presidenciáveis ele fez referencia a serra como a integrar o seu governo, aliás, como defendeu hoje o “barata tonta” do Roberto Freire. Mesmo um tanto cansado com a política PSDB X PT, não me influencio em primeira hora com qualquer candidatura. Se o novo não demonstrar coerência e isso não vou encontrar, vou continuar do lado da mesma parede das últimas eleições. 
Paulo Afonso, 03 de setembro de 2014.

Fernando Montalvão.
Montalvão Advogados Associados.


Lula diz que Waldir Pires teve eleição roubada para o Senado

por Luiz Fernando Teixeira/ Fernando Duarte
Lula diz que Waldir Pires teve eleição roubada para o Senado
Foto: José Cruz/ABr



 

Montagem/Estadão - Dilma (à esq.), Marina (centro) e Aécio (à dir.)

Dilma sobe três pontos, mas Marina venceria no 2º turno

Ibope: presidente vai a 37% e candidata do PSB tem 33%; Aécio cai e tem 15% das intenções de voto











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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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