quarta-feira, setembro 10, 2014

RELATOR CONCLUI ANÁLISE


UMA NAÇÃO DISSOLVIDA


Carlos Chagas
















EM BRASÍLIA NÃO SE FALA EM OUTRA COISA: EXISTEM PROVAS MATERIAIS DAS DENÚNCIAS DE PAULO ROBERTO COSTA



Luiz Carlos Azedo: Não se fala em outra coisa no Congresso
Celso Serra







O motorista que despencou com um ônibus de um viaduto na BR-324, sentido Salvador, recebeu alta na tarde desta terça-feira (9), por volta das 16h. Edson...
IBAHIA.COM

Justiça mantém multa a bancos que deixarem clientes esperando mais de 30 minutos na fila Banco
Justiça mantém multa a bancos que deixarem clientes esperando mais de 30 minutos na fila Banco expediu mandado de segurança contra a lei estadual, considerando que ela teria “efeitos desastrosos"...
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Uso ilícito da Petrobras, política, políticos e corruptores: vitória do mal
Desde a origem do mundo (escrevia o maranhense João Francisco Lisboa – 1812-1863, no Jornal de Timon ), “o bem e o mal,...
Luiz Flávio Gomes - 09 de Setembro de 2014
Publicidade

Sem qualquer outro elemento objetivo apontado no processo, a construção de uma igreja com recursos públicos consiste em “natureza infracional extremamente duvidosa”. Esse foi o entendimento...
WWW.CONJUR.COM.BR


Mais uma da série essa-lentíssima justiça brasileira
Um despacho do ministro Marco Aurélio - com cópia ao presidente do STF Ricardo Lewandowski - critica a demora da Corte em julgar se é correta, ou não, a inclusão do ICMS na base de cálculo de...
Espaço Vital - 09 de Setembro de 2014
No país dos mensalões
Quando a investigação da Polícia Federal acerca das maracutaias na compra da refinaria americana de Pasadena veio à tona, na primeira quinzena de março, foi formada uma CPI para investigar a...
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bro de 2014
Considerações sobre o LOAS
Bom dia, hoje farei breves considerações sobre a assistência social e sobre o LOAS, espero que seja útil. Sobre os princípios norteadores da assistência social, tem-se o art. 203, da Constituição...
Caio César Soares Ribeiro Patriota - 09 de Setembro de 2014

Brasil sedia congresso internacional de resíduos sólidos
Representantes de 68 países estão reunidos em São Paulo para trocar experiências, apresentar seus trabalhos e debater a gestão sustentável dos resíduos sólidos. É a primeira vez que o evento,...
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O acesso gratuito a serviços de Internet no celular deve acabar? Entenda o que está em jogo
Publicado originalmente por IDGNOW em 06/09/2014 Desde que o Marco Civil foi aprovado, uma dúvida paira no ar: o acesso gratuito oferecido por operadoras de telefonia móvel ao app do Bradesco, ao...
Jean Pires - 06 de Setembro de 2014



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Eduardo Nicolau/Estadão - Dilma participou das 'Entrevistas Estadão'

Dilma não assume por escrito promessa de criminalizar homofobia

Presidente diz que sua palavra basta, sem necessidade de garantias a gays no papel



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Contadora revela que ex-diretor da Petrobrás encontrava doleiro

FAUSTO MACEDO
Meire Poza disse à Justiça que Costa e Youssef faziam reuniões na sede da GDF, empresa de fachada

Costa recebeu R$ 36 milhões, mostram documentos

FÁBIO FABRINI E ANDREZA MATAIS
Dados constam das quebras de sigilo remetidas à CPI da Petrobrás, que investiga irregularidades




Aliado de família Sarney fará gestão de urnas no Maranhão

Dono da Atlântica Serviços Gerais tem vínculos com marido da governadora Roseana; ele não foi encontrado para comentar

ADIADO O JULGAMENTO DE RECURSO DE JOSÉ ROBERTO ARRUDA, NO TSE


Gilmar Mendes parou o julgamento
José Carlos Werneck






DÁ PARA DESCONFIAR… SÃO MAIS DE 60 ACUSADOS, INCLUSIVE GOVERNADORES E MINISTROS, E NENHUM DELES PROCESSA PAULO ROBERTO COSTA

Carlos Newton










DILMA QUER SABER QUEM VAZOU AS INFORMAÇÕES, MAS O MINISTRO DA JUSTIÇA NÃO TEM COMO PRESSIONAR A POLÍCIA FEDERAL


José Eduardo Cardozo perde as esperanças de ser nomeado para o Supremo
Carlos Newton

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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