quarta-feira, setembro 03, 2014

Aleluia!!! Milagre em Jeremoabo, um vereador aprendeu qual o seu verdadeiro papel.






Infelizmente a maioria dos vereadores de Jeremoabo não sabem, ou fazem de conta que não sabem, qual o seu verdadeiro papel.

Já a prefeita aproveitando a omissão e conivência desses mesmos vereadores faz de conta que desconhece que mais do que todo mundo, o administrador público está obrigado  a seguir a lei. Além do mais, ele tem que saber que  existe para atender às necessidades da coletividade, não o contrário. Por isto deve seguir, estritamente, os princípios, regras e postulados que regem a administração pública. 


O Japão passou por uma catástrofe chamada "Tsunami" e Jeremoabo por uma chamada "desgoverno anafel". A diferença é que no Japão em um ano já foi refeito 80% das cidades atingidas e, Jeremoabo em quase  três anos, não foram tapados nem as crateras generalizadas do calçamento das ruas da cidade. 
A população de Jeremoabo diga-se de passagem, os vencidos e que não progrediram na vida, sempre reclamam e condenam os forasteiros que implantaram o progresso e o desenvolvimento da cidade, no entanto, foi um único forasteiro, vereador do município de Jeremoabo, que mesmo indo de encontro a seus colegas, resolveu com dignidade representar a população de Jeremoabo, principalmente aos que o escolheram como seu legitimo representante.                                                                                       
Me refiro ao Vereador Neto,  que exercendo suas funções, resolveu com  responsabilidade  fiscalizar as ações tomadas pelo poder executivo, isto é, pelo prefeito, cabendo-lhe a responsabilidade de acompanhar a administração municipal, principalmente no tocante ao cumprimento da lei e da boa aplicação e gestão do erário, ou seja, do dinheiro público.                             
Dizem que uma andorinha só não faz verão, porém o vereador Neto contrariou esse conceito popular, partiu para a terceira via, impetrou um Mandato  de Segurança e conseguiu uma liminar permitindo impedir que mais uma vez o dinheiro do povo de Jeremoabo corresse pela ralo da irresponsabilidade e da corrução.
Foram 7 milhões que os outros vereadores aprovaram a toque de caixa  para financiamento junto ao Desenbahia.
 Foi a visão do TCM-BA através  de relatório, que deu  parecer concernente as contas  2012; denunciando que o Plano Pluri Anual (PPA) não estava sendo seguido.





















O Vereador Neto aproveitou a deixa do TCM-BA, e olhando para o bem de Jeremoabo impetrou o remédio que corrige todas as injustiças ou anomalias que é o Mandado de Segurança, pois caso assim não procedesse além das crateras já   existentes o rombo  iria se tornar no " Tsunami de Jeremoabo".   Depois de mais de ano que estamos denunciando a escuridão nas ruas de Jeremoabo, as crateras que assolam toda cidade , o  IPTU exorbitante e irregular cobrado dos moradores de bairros desprovidos de iluminação pública, calçamento e esgotos, um ou dois vereadores resolveram  corroborar com nossas denúncias, cobrando da  (in)administração Municipal de Jeremoabo.










































A maior irresponsabilidade existente em Jeremoabo, é a omissão e conivência da Câmara de Vereadores que  se omitem, concernente a apreciação das Contas Anuais do ex-prefeito "tista de deda" e Pedrinho de João Ferreira, contas essas já reprovadas pelo TCM-BA, devido ao rombo que deram  no erário público.
Olhem que essa omissão já foi denunciada e cobrada por esse Blog e por diversos sites da região.
Cabe ao povo de Jeremoabo  quando os vereadores juntamente com a prefeita "anafel" forem mendigar votos para seus candidatos, os eleitores de Jeremoabo pagarem com a mesma  moeda, ou seja, virando as costas para os pedintes.


https://twitter.com/josemontalvao


A síndrome de Regina Duarte picou a campanha petista

image
Foto: Reprodução


Erra feio a propaganda na TV da presidenta Dilma Rousseff ao associar Marina Silva a Jânio Quadros e Fernando Collor de Mello, presidentes eleitos sob a bandeira de salvadores da pátria que deixaram os postos de maneira trágica – a renúncia, em um caso, e o impeachment, no outro.
Se a ideia era mostrar que a candidata do PSB era uma “aventureira”, incapaz de formar uma maioria parlamentar, como os ex-presidentes citados, o tiro acertou o próprio pé.
Primeiro porque um dos “salvadores da pátria”, citado indiretamente na peça, é hoje aliado de primeira ordem do Planalto. Já anunciou, inclusive, o voto na presidenta.
Em segundo lugar porque, ao especular sobre uma suposta incapacidade de Marina em obter uma maioria sólida no Congresso, fato que contribuiu para a queda de Jânio e Collor, o PT brinca com a própria história: o partido só acenou à governabilidade quando uma sombra semelhante pairou sobre o governo durante a crise do “mensalão”, em 2004. Ali, e só ali, a legenda percebeu que não conseguiria governar sozinha – ou com os aliados escolhidos a dedo na campanha – e alargou o terreno do peemedebismo, expressão cunhada pelo cientista político Marcos Nobre para designar o sacrifício da coerência em troca da aliança com os partidos fisiológicos do Congresso, não apenas o PMDB.
Por esse viés é possível dizer que foi a prudência, e não a generosidade, a balsa que ajudou o governo petista a chegar do outro lado da margem em “segurança” (com todas as aspas que a palavra “segurança” permite) em 2006. Caso contrário, a travessia hoje poderia ser chamada na propaganda alheia de “aventura” – o que seria lamentável, diga-se, além de desonesto.
Em terceiro lugar porque, ao incluir a rival entre os “chefes do partido do eu sozinho”, a propaganda desrespeita duas histórias. A do PSB, que hoje abriga Marina e que até ontem compunha a base de apoio do PT, e da própria ex-seringueira, ex-senadora do PT e ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula. É como admitir que o partido aceita amadores em sua administração, mas não em uma disputa eleitoral.
Por fim, erra o partido como erram todos os candidatos que apelam ao medo para construir, ou desconstruir, um discurso. Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo da mesma estratégia em todas as eleições que disputou. Em 2002, a atriz Regina Duarte, eleitora do então candidato tucano José Serra, foi à TV dizer que tinha medo de um futuro governo petista. Virou símbolo do derrotismo que Lula prometeu enterrar ao anunciar a vitória da esperança sobre o medo.
Marina Silva pode, e deve, ser confrontada em todas as frentes. Tem razão quem se questiona como ela pretende fazer uma nova política em um Congresso tomado por políticos tradicionais. Ponto. Mas o benefício da dúvida não é sintoma do desastre certo, e a exploração de diferentes experiências e contextos históricos para criar um novo fantasma dá brecha para outro tipo de desconfianças do eleitor – que, a princípio, sabe a diferença entre um espantalho e uma raposa.
Ao olhar para trás e pinçar o terror a seu favor, o comando da campanha petista sinaliza não ter mais esperanças a vender a não ser o próprio medo. O sofisma pode até render votos, mas é o caminho mais curto para alguém sair de uma campanha menor do que entrou.
https://br.noticias.yahoo.com/blogs/matheus-pichonelli/a-sindrome-de-regina-duarte-picou-a-campanha-petista-134653992.html



SE A POLÍTICA FOR ENCARADA COMO UM NINHO DE RATOS OU UMA POCILGA FEDORENTA, MELHOR PARA A DIREITA!

Celso LungarettiemNáufrago da Utopia - Há 26 minutos
*Afinal, a Dilma se referiu a este Collor...* *É* simplesmente deplorável que os petistas, começando por Dilma Rousseff, estejam desqualificando Marina Silva como o "Collor de saias". Nem mesmo a iminência da derrota justificam esta tentativa desesperada de enfiarem uma falácia, a marteladas, na cabeça dos cidadãos comuns. Para começo de conversa, qual Collor? O que era o inimigo nº 1 do PT em 1989 ou aquele que é o aliado nº 1 do PT em 2014? O que trombeteou o adultério e filha ilegítima do Lula, ou o que o Lula depois perdoou em nome da politicalha? O que antigamente era de direita... mais »


IBOPE: DILMA RECUPERA 3 PONTOS, MAS PERDE PARA MARINA NO SEGUNDO TURNO POR 46 A 39


José Roberto de Toledo, Daniel BramattiO Estado de S. Paulo

Corregedoria intima presidente do Sinpojud e cancela afastamento para atividade sindical

Corregedoria intima presidente do Sinpojud e cancela afastamento para atividade sindical


Brasil cai em ranking internacional de competitividade

.
"Vá chafurdar no lixo"
O jornalista Felipe Recondo, conhecido na cobertura de questões atinentes ao Judiciário, ajuizou ação contra o ministro JB pedindo indenização por danos morais. Em 2013, ao ser abordado na saída de uma sessão do CNJ, o então presidente do STF e do Conselho inopinadamente chamou o jornalista de "palhaço" e o mandou "chafurdar no lixo" (ouça o áudio, clique aqui). Recondo decidiu entrar com o processo porque acredita que "nenhum agente público, seja de que Poder for, pode agredir alguém e não responder por seus atos". Como não há mais foro privilegiado, a ação tramita na 15ª vara Cível de Brasília. (Processo: 0031748-90.2014.8.07.0001)

Novo crime
A CCJ do Senado aprovou o PLC 83/08 que criminaliza a conduta de violar prerrogativas dos advogados, impedindo ou limitando sua atuação profissional, e prejudicando interesse legitimamente patrocinado. O texto, que tem seu nascedouro a partir de iniciativa da seccional paulista da OAB, agora será levado ao plenário do Senado. (Clique aqui)


Guarda compartilhada
CCJ do Senado aprova também PL (117/13) que altera o Código Civil para tornar obrigatória a guarda compartilhada nos casos em que os pais não chegarem a um acordo. O projeto é de autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá e foi relatado na CCJ pelo senador Valdir Raupp. Fomentando os debates legislativos, Migalhas fez chegar ao Congresso textos veiculados neste rotativo, em especial artigos da lavra do migalheiro Milton Córdova Junior. (Clique aqui)

Ajustando a toga
Diante dos números que apontam Marina como possível vencedora das eleições, começam as especulações no meio jurídico para saber quem seriam, confirmada a vitória, os nomes fortes do meio jurídico. Ouve-se, aqui e ali, os nomes de Eliana Calmon e Herman Benjamim.

Mudança de planos
Ainda dá para substituir os candidatos ? Para Eduardo Muylaert, do escritório Muylaert, Livingston e Kok Advogados, "nos próximos dias, como se vê, tudo poderia mudar de novo. A lei permite, mas não é fácil. Nem provável". Veja os comentários feitos ao Estadão. (Clique aqui)



Em debate na TV, Dilma ataca Marina e 'esquece' Aécio


Candidata do PSB à Presidência foi um dos principais alvos dos dois principais adversários após crescimento em pesquisa eleitoral



Cresce número de famílias com dívida, indica pesquisa





A fiadora da reviravolta na eleição presidencial

Renata no enterro do marido. Menos de 24 horas depois
Discreta, mas sempre influente nas decisões do marido, Renata Campos uniu o PSB em torno de Marina e abriu caminho para mudança no cenário eleitoral. Ex-primeira-dama era chamada de “vice-governadora”, mostra a Revista Congresso em Foco









Carta aos candidatos à Presidência da República

Senado aprova criação de quase 2 mil cargos

Sem quórum, fracassa primeiro dia de “esforço concentrado” na Câmara


Planejamento corta aumento para ministros do STF em 2015, diz tribunal



Teste confirma eficácia de vacina contra a dengue

-
-

AFINAL, POR QUE ROBERTO E ERASMO VÃO PROCESSAR TIRIRICA?



MOVIMENTO ‘VOLTA, LULA!’ ESTÁ DE VOLTA AO PT


EXÉRCITO SE DEFENDE SOBRE IMPOSIÇÃO DE SILÊNCIO SOBRE OS CRIMES DA DITADURA



Enzo com Sato, comandante da Aeronáutica

A ESTRANHA ARITMÉTICA ELEITORAL


VIÚVA DE EDUARDO CAMPOS DIZ QUE ‘UM HOMEM QUE TEM IDEAIS E SONHOS NÃO MORRE NUNCA’


Mariana Haubert




































Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas