quarta-feira, setembro 10, 2014

Quando a coisa funciona é assim : Ex-prefeitos sergipanos são condenados à prisão


Ex-prefeitos sergipanos são condenados à prisão
Ex-gestores acusados de fraude foram denunciados pelo MPF
Tonho de Dorinha promete provar inocência (Fotos: Arquivo Portal Infonet)
Investigados pela Operação Fox, da Polícia Federal, e denunciados pelo Ministério Público Federal, os ex-prefeitos sergipanos Antonio da Fonseca Dórea [o Tonho de Dorinha] e Hélio Mecenas, respectivamente de Poço Verde de São Domingos, foram condenados à prisão em regime fechado por suposto envolvimento em esquema articulado para fraudar licitações e desviar recursos públicos. A decisão é assinada pelo juiz federal Ronivon Aragão, da 2ª Vara da Justiça Federal em Sergipe.

O ex-prefeito Tonho de Dorinha foi condenado a 11 anos, oito meses e dez de reclusão, enquanto, o ex-prefeito Hélio Mecenas, de São Domingos, foi condenado a oito anos e dois meses de reclusão. O juiz também condenou à prisão os sobrinhos dos respectivos ex-prefeitos, João Batista Andrade Dórea, que à época ocupava cargo de secretário de finanças do município de Poço Verde, e José Robson Mecena, então secretário de finanças do município de São Domingos.
Robson Mecena
João Batista Andrade Dórea, o sobrinho de Tonho de Dorinha, foi condenado a oito anos e seis meses de reclusão, enquanto Robson Mecena, sobrinho de Hélio, foi sentenciado a seis anos de prisão. A decisão ainda cabe recurso.

Portal Infonet conseguiu conversar apenas com o ex-prefeito Tonho de Dorinha. O ex-prefeito garante que vai provar inocência junto à corte federal e que seus advogados já foram mobilizados para apresentar recurso junto ao TRF da 5ª Região. “Decisão judicial a gente contesta na justiça”, observa o ex-prefeito. Ele informou que está há cerca de uma semana sobrevivendo à base de medicação e que a tese de inocência também prevalece para o sobrinho, que prefere não ter contato com jornalistas por ser hipertenso.
O ex-prefeito Tonho de Dorinha informou que ainda não foi citado pela Justiça Federal a respeito da condenação.

Suposto esquema

As provas, conforme as informações contidas no processo judicial, foram colhidas por meio de escutas telefônicas legalmente autorizadas pelo Poder Judiciário. As investigações chegaram a um suposto esquema articulado nos Estados de Sergipe, Bahia e Alagoas, entre os anos de 2004 a 2006, com o objetivo de fraudar licitações públicas, envolvendo corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e malversação de verbas federais que deveriam ser destinadas às áreas da saúde e educação, com participação de servidores públicos e empresários.

Portal Infonet permanece à disposição do ex-prefeito de São Domingos e do sobrinho dele. Informações devem ser enviadas por e-mail jornalismo@infonet.com.br ou por telefone (79) 2106 – 8000.

Por Cássia Santana





Proatividade e abertura para diálogo são qualidades do novo presidente do STF, afirma Janot

 

Direto do Plenário: ministro Lewandowski é empossado no cargo se presidente do STF

“Nós também temos um sonho: o sonho de ver um Judiciário forte, unido e prestigiado, que possa ocupar o lugar que merece no cenário social e político deste País”, afirmou o novo presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, em seu discurso. 



"Desconstruindo Marina". Coluna na Folha de hoje (10.set.2014). Sobre "esquerda de museu", a "culpa dos bancos" (sic) e outras curiosidades brasileiras. http://uol.com/bcdTZy
BRASÍLIA - Está em curso uma investida feroz de Dilma Rousseff contra sua principal adversária na corrida presidencial, Marina Silva.
WWW1.FOLHA.UOL.COM.BR


Ex-prefeito de Jitaúna tem contas rejeitadas e terá que devolver quase R$5 milhões
As contas da Prefeitura de Jitaúna de 2011, sob a responsabilidade de Edisio Cerqueira Alves, foram rejeitadas pelos conselheiros do Tribunal de Contas dos Muncípios, nesta quinta-feira (28/08). Na verdade, o ex-prefeito sequer apresentou ao TCM a prestação de contas dentro do prazo legal , assim como os dirigentes da Câmara Municipal, o que levou o tribunal a enviar técnicos para a tomada de contas.
O conselheiro relator, José Alfredo Dias, em função da irresponsabilidade administrativa municipal e diante das graves irregularidades e ilegalidades praticadas pelo ex-prefeito, solicitou representação junto ao Ministério Público, determinou que Edisio Cerqueira devolva com recursos pessoais o montante de R$4.506.908,22, aplicou-lhe multas de R$38.160,00, por não reduzir as despesas totais com pessoal e de R$ 30 mil pelas diversas impropriedades constantes na tomada de contas.
A lista de ilegalidades é considerável tendo destaque para a quantia de R$2.872.768,74 referente a ausência de documentos que comprovem o efetivo pagamento das folhas salariais dos servidores bem como a retirada de recursos públicos sem comprovantes fiscais do montante de R$1.335.403,87.
Das obrigações constitucionais, Edisio Cerqueira descumpriu todos percentuais: Educação investiu 21,18% (o mínimo é 25%), no FUNDEB aplicou 51,87% (o mínimo é 60%) e em Saúde investiu somente 11,81% (o mínimo é 15%).
Assessoria de Comunicação do TCM/BA


Gestor de Lafayete Coutinho realiza contratação sem licitação

O Tribunal de Contas dos Municípios, nesta quarta-feira (13/08), aplicou multa de R$1.500,00 ao prefeito de Lafayete Coutinho, Zenildo Brandão Santana, devido a contratação direta, sem licitação, do Instituto Municipal de Administração Pública - IMAP, pelo montante de R$ 16.500,00, no exercício de 2013.
O relator do processo, conselheiro Mário Negromonte, também determinou a imediata interrupção do contrato se ainda em vigor, além da realização de licitação.
O TCM orienta que há no mercado diversas empresas que prestam o mesmo serviço realizado pelo IMAP, não existindo motivos para a contratação direta, impedindo desta forma a livre concorrência e a possibilidade de contratações mais vantajosas para o município.
Ainda cabe recurso da decisão.

4º ato
Na Justiça Eleitoral, Arruda foi impugnado no TRE. Recorreu ao TSE e perdeu por 6 a 1, ficando vencido o ministro Gilmar Mendes. Em ambas as instâncias considerou-se que ele era ficha suja porque houve condenação por órgão colegiado antes do registro da candidatura, o qual se efetivaria após o fim do prazo de impugnação. O MPF, diante da condenação no TSE, pediu que fosse proibida a propaganda política do cassado. O ministro Toffoli negou, argumentando que se deveria aguardar o fim da jurisdição do TSE. É que haviam sido opostos embargos de declaração, os quais estavam na pauta ontem. A defesa pretendeu adiar o julgamento dos embargos para esperar eventual obtenção de efeito suspensivo no STJ (3º ato). Adiamento negado, os ministros passaram a analisar os embargos de declaração que apontavam omissão, contradição, etc. da decisão que, repita-se, cassou o registro de sua candidatura por 6 a 1, vencido o ministro Gilmar. Pois bem, o relator, Henrique Neves, rejeitou os embargos, no que foi acompanhado pelo ministro Admar Gonzaga. Chamado a votar, o ministro Gilmar Mendes pediu vista. (Clique aqui)
Licença para matar: Brasil é vice-campeão mundial na violência contra jovens
De acordo com relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef, divulgação em 4/9/14) o Brasil é o vice-camp...
Luiz Flávio Gomes - 10 de Setembro de 2014
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Entenda a “delação premiada”
Recentemente, a Revista Veja publicou reportagem de capa destacando a “delação premiada” do investigado Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento e refino da Petrobrás, preso na Operação Lava...
Francisco Hayashi






JB não deve comparecer a posse de Lewandowski

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  4. Recebida denúncia contra deputado federal por suposta prática de boca de urna:













Paulo Roberto deverá ter proteção policial em casa

DANIEL CASTELLANO: PR - LAVA JATO/STF/SOLTURA - POLÕTICA - O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que estava preso na SuperintendÍncia da PolÌcia Federal   (PF) em Curitiba, È solto na tarde desta segunda-feira (19). O alvar· de soltura foi expedido pelo   juiz SÈrg





O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), candidato a vice na chapa do tucano Aécio Neves, disse em sabatina no jornal O Estado de S. Paulo que nem mesmo o eleitor do PT concorda “com a roubalheira” envolvendo a gestão...
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Teori acatou pedido do presidente da CPI, mas não disse se liberação inclui dados da delação. Foto: Carlos Humberto SCO STF
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Lewandowski assume STF com apoio da blogosfera

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Aos 66 anos, Lewandowski, novo presidente do STF, é ministro do Supremo há oito, nomeado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Sucessor de Joaquim Barbosa, que se aposentou no final de julho, o ministro Ricardo Lewandowski toma posse nesta quarta-feira (10) como presidente do...
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Crise fecha as portas do Hospital Espanhol e 270 leitos são perdidos


Denúncia pode levar INSS a cancelar aposentadorias


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RAIO LASER

Coluna do dia 10/09/2014

Resposta
Quem deve botar as barbas de molho é o deputado estadual Marcelo Nilo (PDT), presidente da Assembleia Legislativa, apontado como proprietário do Instituto Babesp, mais conhecido como DataNilo, que ontem divulgou números de uma pesquisa mostrando o crescimento de Rui Costa (PT) na corrida sucessória baiana. Gente ligada ao candidato Paulo Souto (DEM), líder nas intenções de voto, segundo o Ibope, promete dar troco seguro a Nilo na hipótese de o democrata se eleger governador em outubro. “Ele se prepare para o que vem por aí”, diz uma fonte do DEM indignada com a divulgação dos números do DataNilo, os quais têm tudo para ser utilizados pela propaganda de Rui na televisão e no rádio.

Desafeto
Depois do desentendimento com o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Mário Negromonte, José Carlos Aleluia (DEM) vem sendo atacado em e-mails assinados por um cidadão de nome Agnelo Negromonte, não se sabe se é parente do desafeto do candidato a deputado federal democrata. Nas mensagens, Agnelo lembra de episódio em que Aleluia foi acusado de participação no esquema dos anões do orçamento.
Fábrica de pesquisas
O presidente do PMDB de Salvador, deputado Bruno Reis, afirmou ontem que o PT e seus aliados querem criar um cenário artificial em torno da disputa eleitoral com a “fabricação de pesquisas em laboratório”. “Não vai surpreender ninguém se, daqui para o dia da eleição, novas pesquisas fajutas apareçam mostrando até uma surreal virada do candidato petista”, afirmou o parlamentar. “Mas a realidade pode ser refletida de várias formas, a começar pela sangria dentro das fileiras do próprio governo, que cada dia mais perde apoiadores que buscam migrar para o nosso lado”.























Ministro Edison Lobão pode deixar Ministério em possível segundo mandato de Dilma Rousseff. Foto: Pedro França/Agência Senado
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Apple lança iPhones maiores e relógio inteligente

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Jornal de Sergipe compartilhou um link.

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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